Por Dow Jones Newswires

“O Exército não tinha à sua disposição os materiais necessários para encerrar a rebelião no norte do Mali, então eles lançaram um golpe de Estado”, disse o porta-voz da Defesa. “Está claro que a África está enfrentando desafios trazidos para nós com a queda de Gadaffi.”
DACAR, Senegal – Soldados desertores derrubaram o governo democraticamente eleito do Mali, terceiro maior produtor de ouro da África, após um quadro de descontentamento com o governo pela resposta débil a insurgentes que fugiam da Líbia. Na madrugada desta quinta-feira, soldados atacaram a sede da televisão estatal e o palácio presidencial, levando o presidente democraticamente eleito a se esconder, um mês antes de eleições previstas para o país. Pelo menos um soldado morreu e 40 pessoas ficaram feridas na violência, segundo fontes médicas e militares.
Um porta-voz do Ministério da Defesa, Nouhoum Togo, disse que o presidente, Amadou Toumani Toure, está “seguro, em uma localidade segura”.
No final do conflito líbio no ano passado, separatistas étnicos tuaregues deixaram a Líbia, onde lutaram com as forças do ex-líder Muammar Gadaffi, e voltaram para a região. No Mali, eles lançaram uma guerra separatista com o Exército local, que sofre com falta de provisões, munições e até uniformes. Os rebeldes já conseguiram tomar quase a metade do território do país.
A dificuldade do país em lidar com a insurgência e uma dura seca levaram quase 200 mil pessoas a deixar o Mali e seguir para os vizinhos Níger, Mauritânia e Burkina Faso. As mineradoras estrangeiras que atuam no Mali até agora não sofreram problemas com a instabilidade.
(Dow Jones Newswires)
Fonte: Valor
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Dê sua opinião!