sábado, 31 de março de 2012

Frase do dia - 31/3/12

Por Sagran Carvalho.




Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.
William Shakespeare

ONU alerta sobre aumento dos ataques do Exército de Resistência do Senhor na África Central

Por Sagran Carvalho.


O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) alertou hoje (30/03) sobre o aumento do número de ataques nas últimas semanas do Exército de Resistência do Senhor (LRA) na África Central, levando a centenas de deslocados.
(ACNUR / M.Hofe)A porta-voz da ACNUR, Melissa Fleming, disse em coletiva de imprensa que os ataques ocorreram na República Centro-Africana (RCA), na República Democrática do Congo (RDC) e no Sudão do Sul. Fleming destacou que desde a última atualização do ACNUR em 6 de março, houve 13 ataques na RDC, resultando em duas mortes e 13 sequestros, além do deslocamento de 1.230 pessoas. Na República Centro-Africana, o LRA voltou a atacar, registrando 11 casos, após uma trégua de quase um ano.
Os ataques do LRA nestes três países levaram a um total de 440 mil pessoas deslocadas internamente ou que vivem como refugiados, dos quais 335 mil encontram-se na RDC. Na semana passada, os três países mais Uganda anunciaram que lançarão uma força-tarefa militar conjunta apoiada pela ONU e pela União Africana para perseguir os rebeldes, incluindo o líder do grupo, Joseph Kony.
Fleming ainda destacou que o ACNUR saudou as iniciativas regionais e internacionais que visam acabar com as atrocidades do Exército de Resistência do Senhor e instou todos as partes envolvidas para respeitar os direitos humanos e minimizar os riscos para as populações civis.
Fonte: ONU

Democracia ameaçada ou repetindo os erros do passado!




Quando cheguei em casa ontem, 29 de março, estava decidido a escrever um relato sobre os eventos ocorridos no Clube Militar. Não sei se todos os que se correspondem comigo sabem, sou sócio do Clube, sou membro suplente do Conselho e sou o atual Diretor da sua Revista. Funcionalmente sou subordinado ao Departamento Cultural, participando, portanto, de todas as atividades por ele promovidas, como foi o caso do Painel 1964 – A Verdade.
Envolvido nas atividades familiares, e mesmo desestabilizado ao assistir o programa comemorativo dos 90 anos de um determinado partido político, não tive a chance de redigir algo inteligível.
Hoje, confesso, eu já havia desistido da idéia, até porque nas últimas 24 horas muitos já escreveram sobre o assunto e com mais propriedade do que eu poderia fazê-lo. Mas, as imagens que me enviaram da agressão selvagem perpetrada contra um homem de bem fez com que eu mudasse de idéia.
Vamos lá!
Um grupo de jovens, alguns nem tão jovens assim, “antenados” aceitou um convite, feito através de uma famosa rede social, para que participasse de um ato público contra o que seria uma comemoração dos 48 anos da revolução de março de 1964, promovida pelo Clube Militar.
A convocação era feita através de uma mensagem de vídeo, na qual um cineasta famoso chamava a atenção para o fato de o Clube Militar “antecipar a comemoração, mesmo tendo sido proibida pela presidente da república”. Desconhecimento? Má fé? Ambos? O douto cineasta não sabe que o Clube Militar é uma associação civil de direito privado, possui Estatuto e Regimento próprios, promove atividades recreativas, culturais e desportivas para o seu quadro associado, sem qualquer vinculação com as Forças Armadas, o Ministério da Defesa, ou qualquer outro órgão governamental?
Uma bem organizada divulgação na rede social fez com que 50.000 pessoas fossem convidadas, das quais 800 diziam que compareceriam. Para quem não está familiarizado, são números impressionantes. Não sei precisar o número, mas o certo é que muitos se fizeram presentes, dispostos a tudo. E com que vontade atuaram!
A pergunta que me faço é: como pessoas tão jovens podem estar tão iludidas com a ideologia que lhes impregnam? Como pessoas tão jovens podem desconhecer tão completamente a história? Como pessoas tão jovens podem se prender a conceitos tão antigos, gritando palavras de ordem, as mesmas proferidas por aqueles que já foram defenestrados pela história no Brasil e no mundo? Como pessoas tão jovens podem destilar tanto ódio, atingindo indistintamente a tantas pessoas, física e moralmente? Como pensam exercer a democracia impedindo o direito de ir e vir, não só dos sócios e convidados do evento, mas das pessoas que normalmente trabalham e transitam no prédio e nas suas imediações, um ponto de movimento intenso no centro da cidade do Rio de Janeiro? Que convincentes argumentos os fizeram agir assim?
As duas fotos anexas ao texto mostram a covarde agressão perpetrada por selvagens contra um homem de bem. Este senhor de cabelos brancos é o Coronel Reformado do Exército Brasileiro DARZAN. Chefe de família exemplar, o Cel Darzan, por ser oficial da arma de engenharia, dedicou-se no início de sua carreira às frentes de trabalho para a abertura de estradas de ferro e de rodagem, desbravando caminhos para implantar o progresso do país. Enquanto o jovem Ten Darzan enfrentava tais vicissitudes é provável que os avôs dos seus agressores estivessem em uma situação bem mais confortável.
No prosseguimento de sua carreira, o Cel Darzan dedicou-se, e ainda se dedica, a estudar e, principalmente, a ensinar. Conhecedor profundo da geografia e da história do Brasil e mundial, contribui com o aprimoramento dos oficiais que se preparam para os Cursos de Altos Estudos Militares. Além disto, é membro e conferencista do Instituto Histórico e Geográfico Militar do Brasil, onde realiza pesquisas até mesmo de campo, visitando sítios históricos onde os fatos aconteceram.
Fico imaginando o quanto os jovens que o agrediram não ganhariam se convidassem o Cel Darzan para uma conversa sobre a história que eles pretendem modificar. Por certo entenderiam o quão arcaicas são as estruturas e os slogans repetidos à exaustão, pelos membros das entidades travestidas com as cores vermelhas e que se fizeram representar ontem na baderna.
Por incrível que pareça, a mais antiga delas regozija-se de completar 90 anos. Tenta se mostrar moderna, através da apresentação de uma militante jovem e bonita, mas o discurso é o mesmo, carcomido pelo tempo. Os seus dirigentes não se responsabilizaram, até hoje, pela aventura na qual lançaram centenas de jovens nas matas do Araguaia. E querem saber quem foram os responsáveis pelos desaparecimentos. Olhem, jovens, para aqueles que os manipulam, pois eles os estão usando novamente para mais uma tentativa, que fracassará, para a tomada do poder. Será a quarta! Serão repelidos, desta feita, pelos alunos do Cel Darzan.
Eles que venham: por aqui não passarão!
Ao meu amigo Cel Darzan e à sua família toda a minha solidariedade.
Marco Antonio Esteves Balbi – Coronel EB – Sócio do Clube Militar
Fonte: www.forte.jor.br via Forças de Defesa

sexta-feira, 30 de março de 2012

Planetas nas zonas habitáveis são calculados em bilhões

Por Sagran Carvalho.
Com informações do ESO - 28/03/2012
Planetas nas zonas habitáveis são calculados em bilhões
Esta concepção artística retrata o entardecer visto da super-Terra Gliese 667 Cc. A estrela mais brilhante no céu é a anã vermelha Gliese 667 Cc, que é parte de um sistema triplo de estrelas. As outras duas estrelas mais distantes, Gliese 667 A e B, aparecem no céu à direita. Astrônomos estimaram que existem dezenas de bilhões de planetas rochosos orbitando anãs vermelhas de baixa luminosidade somente na Via Láctea.[Imagem: ESO/L. Calçada]



Muitos mundos
O que os astrônomos agora verificaram é que os planetas rochosos não muito maiores que a Terra são também comuns nas zonas habitáveis em torno das estrelas vermelhas de baixa luminosidade - o levantamento anterior não era sensível a essa classe de exoplanetas.
A equipe internacional estimou que existem dezenas de bilhões desses planetas - geralmente chamados de super-Terras - só na nossa galáxia, a Via Láctea, e provavelmente cerca de uma centena na vizinhança imediata do Sol.
Esta é a primeira medição direta da frequência de super-Terras em torno de anãs vermelhas, as quais constituem cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.
Esta primeira estimativa direta do número de planetas leves em torno das estrelas anãs vermelhas foi realizada com a ajuda do espectrógrafo HARPS instalado no telescópio de 3,6 metros que se encontra do Observatório do ESO, em La Silla, no Chile.
Anãs vermelhas
A equipe do HARPS está à procura de exoplanetas que orbitam os tipos de estrelas mais comuns da Via Láctea, as anãs vermelhas - também conhecidas como anãs do tipo M, o que corresponde ao mais frio dos sete tipos espectrais pertencentes a um esquema simples de classificação das estrelas segundo a sua temperatura e a aparência do seu espectro.
Essas estrelas apresentam fraca luminosidade e são pequenas quando comparadas com o Sol. No entanto, são muito comuns e vivem durante muito tempo, correspondendo por isso a 80% de todas as estrelas da Via Láctea.
"As nossas novas observações obtidas com o HARPS indicam que cerca de 40% de todas as estrelas anãs vermelhas possuem uma super-Terra que orbita na zona habitável, isto é, onde água líquida pode existir na superfície do planeta," diz Xavier Bonfils, líder da equipe.
"Como as anãs vermelhas são muito comuns - existem cerca de 160 bilhões de estrelas deste tipo na Via Láctea - chegamos ao resultado surpreendente de que existirão dezenas de bilhões destes planetas só na nossa galáxia," completou Bonfils.
Super-Terras e gigantes gasosos
A equipe HARPS analisou uma amostra cuidadosamente selecionada de 102 estrelas anãs vermelhas, que podem ser observadas no céu austral, durante um período de seis anos.
Foram encontradas nove super-Terras (planetas com massas compreendidas entre uma e dez vezes a massa terrestre), incluindo duas no interior das zonas habitáveis das estrelas Gliese 581 e Gliese 667 C.
Combinando todos os dados, incluindo observações de estrelas sem planetas, e observando a fração de planetas existentes que poderiam ser descobertos, a equipe conseguiu descobrir quão comuns são os diferentes tipos de planetas em torno de anãs vermelhas.
O resultado é que a frequência de ocorrência de super-Terras na zona habitável é de 41%, estendendo-se entre 28% e 95%.
Por outro lado, planetas de maior massa, semelhantes a Júpiter e Saturno - os chamados gigantes gasosos -, raramente são encontrados em torno de anãs vermelhas. Prevê-se que estes planetas gigantes (com massas compreendidas entre 100 e 1.000 vezes a massa terrestre) apareçam em menos de 12% deste tipo de estrelas.
Muitos vizinhos
Como existem muitas estrelas anãs vermelhas próximo do Sol, esta nova estimativa significa que existem provavelmente cerca de cem exoplanetas do tipo super-Terra nas zonas habitáveis de estrelas na vizinhança solar, a distâncias menores que 30 anos-luz.
"A zona habitável em torno de uma anã vermelha, onde a temperatura é favorável à existência de água líquida na superfície do planeta, encontra-se muito mais próxima da estrela do que a Terra do Sol," diz Stéphane Udry, membro da equipe. "Mas sabe-se que as anãs vermelhas estão sujeitas a erupções estelares, o que faria com que o planeta fosse banhado por radiação ultravioleta e raios-X, tornando assim a vida mais improvável."
Um dos planetas descobertos no rastreio HARPS de anãs vermelhas é o Gliese 667 Cc. Este é o segundo planeta descoberto neste sistema estelar triplo e parece estar próximo do centro da zona habitável.
Embora este planeta seja mais de quatro vezes mais pesado do que a Terra, é o "irmão gêmeo" mais parecido com a Terra encontrado até agora e possui quase com certeza as condições necessárias à existência de água líquida à sua superfície.
É a segunda super-Terra descoberta no interior da zona habitável de uma anã vermelha durante este rastreio HARPS, depois de Gliese 581d, anunciado em 2007 e confirmado em 2009.
"Agora que sabemos que existem muitas super-Terras em órbita de anãs vermelhas próximas de nós, precisamos identificar mais delas utilizando tanto o HARPS como futuros instrumentos. Espera-se que alguns destes planetas passem em frente das suas estrelas hospedeiras à medida que as orbitam - o que nos dará uma excelente oportunidade de estudar a atmosfera do planeta e procurar sinais de vida," conclui Xavier Delfosse, outro membro da equipe.
Instrumento HARPS
O instrumento HARPS (High Accuracy Radial velocity Planetary Search) mede a velocidade radial das estrelas com uma precisão extraordinária.
Um planeta que se encontre em órbita de uma estrela faz com que esta se desloque para cá e para lá relativamente a um observador distante na Terra.
Devido ao efeito Doppler, esta variação na velocidade radial induz um desvio no espectro da estrela na direção dos maiores comprimentos de onda quando a estrela se afasta (chamado desvio para o vermelho) e na direção dos menores comprimentos de onda quando esta se aproxima (desvio para o azul).
Este minúsculo desvio do espectro da estrela pode ser medido por um espectrógrafo de alta precisão como o HARPS e utilizado para inferir a presença de um planeta.

Fonte: Inovação Tecnológica.

Erraram, de novo


Marcelo Coutinho




O Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira, pôs em prática há mais de 100 anos uma política externa em direção aos EUA. Fazia todo sentido à época, já que a Europa aos poucos perdia poder econômico. Nada melhor naquele momento do que ampliar a cooperação com Washington. Começamos, então, a nos tornar parte de um arranjo pan-americano, que bem mais tarde daria origem à OEA.
Algo semelhante ocorre hoje. Seguindo os fluxos do comércio internacional e pressentindo mudanças, o Itamaraty promove uma aproximação maior com a China. O governo chegou a modificar a nossa identidade latino-americana em favor de outra ainda em construção em torno dos Brics, mais vinculada à Ásia, adotando uma política basicamente de prestígio.
Há similaridades entre a política do Barão e a atual. Queremos ser vistos como uma fonte de estabilidade na América do Sul, e até o Acre voltou a ser uma questão, agora com os haitianos imigrantes. Mas, enquanto no início do século XX estabelecemos relações especiais com a potência em ascensão para que ela não interferisse em assuntos do nosso interesse, recentemente contribuímos para a entrada dos negócios asiáticos na América Latina, o que acabou enfraquecendo nossas exportações industriais.
Saíram a Doutrina Monroe e o Corolário Roosevelt, entrou a primazia de Xangai. A latino-americanização e o universalismo de um tipo de política adotada a partir dos anos 1960 (política externa independente e pragmatismo responsável), em certa contraposição ao legado do Barão, mantêm-se apenas no discurso de membros do atual governo. Na verdade, voltamos a concentrar relações ao centro do sistema.
Em 1912, mais de 90% do que exportávamos para os EUA eram produtos básicos como café, borracha, algodão e açúcar, e comprávamos deles 80% de manufaturados e 20% de alimentos. Tornou-se o nosso maior mercado externo. Atualmente, o parceiro mudou, mas não os pesos relativos. 90% do que compramos dos chineses são manufaturas e 10% de alimentos, enquanto mais de 90% do que vendemos a eles são commodities como minério de ferro, soja e petróleo. Agora, como na Velha República, a inserção da economia brasileira no mundo dá-se mediante bens com baixíssimo valor agregado.
É importante salientar ainda o impressionante crescimento da dependência do Brasil em relação à China, talvez até superior em relação aos EUA cem anos atrás. 28% das exportações brasileiras iam para o vizinho do Norte no início do século XX, quando havia menos de 60 países independentes. 14% das nossas exportações já vão agora para a China, embora existam quase 200 nações. Em termos relativos ao tamanho da comunidade internacional, surpreende muito mais a importância chinesa.
Após a morte do Barão, não demoraria muito para que os EUA se transformassem também em nosso maior credor internacional. Antes era a Inglaterra quem mais nos emprestava dinheiro, normalmente para suportar o serviço da dívida e possibilitar compras externas. A relação Brasil-China segue o mesmo caminho. Os investimentos de Pequim aqui são com vistas ao seu próprio abastecimento, numa política conhecida dos antigos colonizadores.
Observa-se, no entanto, uma distinção fundamental. Diferentemente da era Paranhos Júnior, hoje ocorre um processo de desindustrialização. Quando o Brasil trocou o Reino Unido pelos Estados Unidos, trocou seis por meia dúzia em relação econômica. Primários exportadores éramos e continuamos até os anos 1950. Mas, quando o governo substitui os EUA pela China e Índia, ajuda a derrubar a indústria nacional.
No passado, como hoje, o Brasil se via muito bem posicionado internacionalmente, tão bem a ponto de se candidatar a um assento permanente no extinto Conselho Executivo da Liga das Nações. Após jactâncias diplomáticas, o Brasil ficou de fora do principal órgão decisório do mundo durante o governo Arthur Bernardes (1922-1926). O chanceler Feliz Pacheco tinha a convicção de que o Brasil, então membro rotativo, estava à altura das grandes potências.
O mesmo erro de percepção atingiu o Itamaraty de novo. O Brasil não tem condições neste momento de competir comercialmente nem mesmo com o México. Dizer que a China depende do Brasil é como afirmar que os europeus dependiam de nós para a provisão de banha de porco na Primeira Guerra. Os chineses precisam dos nossos recursos naturais como precisamos do dinheiro deles. Isso se chama desigualdade, e não interdependência. Uma diferença que um século depois do Barão não pode ser simplesmente apagada.

Fonte: O Globo

Frase do dia - 30/3/12

Por Sagran Carvalho.





Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.
Pitágoras

COSMOS - ASTRÔNOMOS DESCOBREM GALÁXIA ESMERALDA A 70 MILHÕES DE ANOS-LUZ

Por Sagran Carvalho



Astrônomos descobrem Galáxia Esmeralda a 70 milhões de anos-luzUma equipe de astrônomos da Universidade Tecnológica de Swinburne, na Austrália, anunciou a descoberta da "Galáxia Esmeralda", uma galáxia anã localizada a 70 milhões de anos-luz da Terra. Ela recebeu este nome por causa de sua forma, considerada rara e cujo formato intriga os pesquisadores. A galáxia foi visualizada pelo telescópio japonês Subaru.

Segundo Aleister Graham, autor do artigo publicado no “The Astrophysical Journal”, esta galáxia não se parece com nenhuma das milhares já observadas até hoje. Geralmente, as galáxias são classificadas em três grupos, de acordo com o seu formato: as esféricas (forma de disco), as volumosas e as irregulares.

Uma galáxia como a Esmeralda, segundo Graham, simplesmente "não deveria existir". Mas de acordo com os pesquisadores, ela seria resultado de uma colisão entre duas galáxias.



Aqui um link para maiores informações:http://arxiv.org/pdf/1203.3608v1.pdf

quinta-feira, 29 de março de 2012

Neonazistas Alemães adotam discrição como nova estratégia

Por Sagran Carvalho.

Os serviços de inteligência da Alemanha estão preocupados com a nova postura que grupos neonazistas estão utilizando para arregimentar novos seguidores na sociedade alemã, a da discrição.
Segundo reportagem da BBC, os extremistas de direita adotaram esta tática para fugir ao controle do governo alemão.
Segundo um dos líderes  destes grupos, que não quis se identificar, eles estão convocando jovens da elite alemã, que poderão vir a ser médicos e advogados para defenderem sua "causa".
Em alguns locais da Alemanha, inclusive já existem locais onde nazistas criaram grupos fechados e onde a prática de crimes raciais é cometida, sem que as autoridades policiais consigam realizar qualquer investigação ou punição. Preocupante não!
Amigos, notícias como esta me fazem realmente perder a fé no ser humano. Todos, sem excessão, conhecem os crimes cometidos pelo regime mais genocida de história, ou alguém não conhece o Holocausto?
Porra, me causa repulsa pensar que hoje ainda tenham idiotas que idolatram os ideais do Terceiro Reich.
À estes, me desculpem a franqueza, penso não serem merecedores  nem do ar que respiram. Renegar o Holocausto, e ainda por cima o achar justificado é de uma monstruosidade ímpar.
Já me questionaram se sou favorável a pena capital, e minha resposta sempre foi que em alguns casos defendo a aplicação da mesma, e este com certeza é um deles.
Aqui está o link para a reportagem da BBC: http://www.youtube.com/watch?v=qvYgAnHsqzg&context=C46f196fADvjVQa1PpcFODgCDdo-GMLtdyHFYJOFr24THrRhgIftQ=



Fracassamos


Marco Antonio Villa



Há despolitização, corrupção nos três Poderes e oligarcas como Sarney. A Nova República fez aniversário, ninguém lembrou. Havia motivo?
Nem o dr. Pangloss, célebre personagem de Voltaire, deve estar satisfeito com os rumos da nossa democracia. Não há otimismo que resista ao cotidiano da política brasileira e ao péssimo funcionamento das instituições.
Imaginava-se, quando ruiu o regime militar, que seria edificado um novo país. Seria a refundação do Brasil. Ledo engano.
Em 1974, Ernesto Geisel falou em distensão. Mas apenas em 1985 terminou o regime militar. Somente três anos depois foi promulgada uma Constituição democrática. No ano seguinte, tivemos a eleição direta para presidente.
Ou seja, 15 anos se passaram entre o início da distensão e a conclusão do processo. É, com certeza, a transição mais longa conhecida na história ocidental. Tão longa que permitiu eliminar as referências políticas do antigo regime. Todos passaram a ser democráticos, opositores do autoritarismo.
A nova roupagem não representou qualquer mudança nos velhos hábitos. Pelo contrário, os egressos da antiga ordem foram gradualmente ocupando os espaços políticos no regime democrático e impondo a sua peculiar forma de fazer política aos que lutaram contra o autoritarismo.
Assim, a nova ordem já nasceu velha, carcomida e corrompida. Os oligarcas passaram a representar, de forma caricata, o papel de democratas sinceros. O melhor (e mais triste) exemplo é o de José Sarney.
Mesmo com o arcabouço legal da Constituição de 1988, a hegemônica presença da velha ordem transformou a democracia em uma farsa.
Se hoje temos liberdades garantidas constitucionalmente (apesar de tantas ameaças autoritárias na última década), algo que não é pouco, principalmente quando analisamos a história do Brasil republicano, o funcionamento dos três Poderes é pífio.
A participação popular se resume ao ato formal de, a cada dois anos, escolher candidatos em um processo marcado pela despolitização. A cada eleição diminui o interesse popular. Os debates são marcados pela discussão vazia. Para preencher a falta de conteúdo, os candidatos espalham dossiês demonizando seus adversários.
O pior é que todo o processo eleitoral é elogiado pelos analistas, quem lembram, no século 21, o conselheiro Acácio. Louvam tudo, chegam até a buscar racionalidade no voto do eleitor.
Dias depois da "festa democrática", voltam a pipocar denúncias de corrupção e casos escabrosos de má administração dos recursos públicos. Como de hábito, ninguém será punido, permitindo a manutenção da indústria da corrupção com a participação ativa dos três Poderes.
Isso tudo, claro, é temperado com o discurso da defesa da democracia. Afinal, no Brasil de hoje, até os corruptos são democratas.
No último dia 15, a Nova República completou 17 anos. Ninguém lembrou do seu aniversário. Também pudera, lembrar para que?
No discurso que fez no dia 15 de janeiro de 1985, logo após a sua eleição pelo colégio eleitoral, Tancredo Neves disse que vinha "para realizar urgentes e corajosas mudanças políticas, sociais e econômicas, indispensáveis ao bem-estar do povo".
Mais do que uma promessa, era um desejo. Tudo não passou de ilusão.
Certos estavam Monteiro Lobato e Euclides da Cunha. Escreveram em uma outra conjuntura, é verdade. Mas, como no Brasil a história está petrificada, eles servem como brilhantes analistas.
Para Lobato, o Brasil "permanece naquele eterno mutismo de peixe". E Euclides arremata: "Este país é organicamente inviável. Deu o que podia de dar: escravidão, alguns atos de heroísmo amalucado, uma república hilariante e por fim o que aí está: a bandalheira sistematizada".
MARCO ANTONIO VILLA, 55, é historiador e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Fonte: Folha de São Paulo

Frase do dia - 29/3/12

Por Sagran Carvalho.


"Reseve o seu direito a pensar, mesmo pensar errado é melhor do que não pensar."
Hipátia de Alexandria

Mitos e verdades sobre os Buracos Negros

Por Sagran Carvalho.



Mitos e verdades sobre os Buracos NegrosDe todos os objetos exóticos no universo, nenhum gera mais excitação, temor, medo, e engano do que os buracos negros. Peça para um amigo falar o que acha  sobre buracos negros e você ouvirá “buracos negros são como aspiradores de pó gigantescos no espaço”, ou “buracos negros sugam tudo que estiver ao seu redor”  A realidade,  no entanto,  é bastante diferente e muito menos ameaçadora do que muitos acreditam.
A Galáxia de Circinus é um objeto ativo próximo que abriga um buraco negro poderoso em seu núcleo.  Gases girando em torno do centro da galáxia,(visto em cores frias (azuladas) quando eles se aproximam do observador e cores quentes(avermelhadas) quando se afastam), fazem parte do disco de acreação que circunda um buraco negro.
Um objeto tão denso que a atração gravitacional aumentou a ponto de impedir a  própria luz de escapar,  foi proposto primeiro em 1783 pelo inglês John Michell e novamente em 1795 pelo francês Pierre Simon Laplace, como extrapolações lógicas das leis da gravitação universal de Newton e da teoria da luz  corpuscular. Os “corpos escuros”  de Michell/Laplace se tornou notas de rodapé na história da ciência quando Einstein mostrou que a lei de Newton da gravitação estava incorreta nos domínios onde a matéria se torna muito densa, e que a teoria da luz corpuscular  também estava errada.
A idéia de buracos negros surgiu em 1939 por J. Robert Oppenheimer e seus colaboradores, baseados nas equações da Teoria Geral de Relatividade de Einstein. Estas equações mostram que se a matéria ficar suficientemente concentrada, sua atração gravitacional pode subjugar todos os outros efeitos, enquanto cria regiões das quais matéria e luz não podem escapar. O termo buraco negro foi aplicado pela primeira vez  a estas regiões ‘armadilhas de luz’ pelo astrofísico de Princeton  John Wheeler em 1967.
O limite entre um buraco negro e o resto do universo é chamado o horizonte de eventos. Porém, esse limite é apenas uma concha hipotética, a uma distância do centro do buraco negro, determinada por sua massa. Qualquer coisa que cruze o horizonte de evento nunca poderá voltar ao universo externo. Se a matéria que formou o buraco negro não fosse giratória, a massa do buraco seria concentrada em seu centro. No entanto é mais aceito, que a matéria estaria girando inicialmente, e sua massa tomou a forma de um anel dentro de seu horizonte de evento.
Mas eles realmente existem?
Nós não podemos ver buracos negros diretamente porque luz não pode escapar deles, mas nós podemos ver os efeitos deles na matéria circunvizinha, como gases próximos e estrelas. Buracos negros têm efeitos sobre sua vizinhança que não podem, até o momento, serem atribuídos a nenhum outro objeto cósmico conhecido. Ajudado pelas imagens do telescópio orbital Hubble e outros telescópios poderosos, os astrônomos durante as últimas duas décadas têm localizado um número crescente de buracos negros. Alguns são núcleos colapsados de estrelas que começaram a vida com mais de oito massas solares e explodiram, enquanto o resto, muito mais volumoso, foi provavelmente criado logo após o Big Bang, a partir de vastas aglomerações de gases e matéria que circundavam galáxias em criação. Tal é a certeza das observações de buracos negros que em janeiro 1997  na Sociedade Astronômica americana que se encontra em Toronto, Canadá, vários astrônomos predisseram a existência desses, então chamados ‘buracos negros’, nos centros da maioria dos bilhões de galáxias existentes.
Os buracos negros recentemente descobertos nos centros das galáxias contêm entre alguns milhões e alguns bilhões de vezes a massa do sol, o que lhes tornam sem dúvida, os objetos  mais massivos do universo conhecido. Em contraste, os buracos negros de núcleos estelares variam em massa entre aproximadamente 3 e 50 massas solares. Astrofísico britânico Steven Hawking propôs um terceiro tipo, ainda não detectado, chamado de primordial ou “míni” buracos negros, que foram formados no começo dos tempos quando o Big Bang, que criou o universo, super-comprimiu quantias minúsculas de matéria. Minúsculo é relativo, claro… essas massas comprimidas em buracos negros primordiais podem ter variado de fração de grama à massa de um grande planeta.
O entendimento científico dos buracos negros explodiu nos anos sessenta, quando os astrofísicos começaram estudar intensivamente. Porém, escritores de ficção científica,  televisão, cinema e pessoas despreparadas têm divulgado noções errôneas sobre buracos negros. Muitas pessoas pensam que qualquer buraco negro crescerá tanto que em algum dia devorará a Terra. Filmes mostram os  buracos negros como redemoinhos de água gigantescos ou funis devoradores de matéria e isso tudo colabora para criar mais confusão. Outro conceito equivocado comum é acreditar que buracos negros são regiões de espaço vazio ou “buracos no espaço” e que eles durarão para sempre.
O problema de entender buracos negros começa com o nome. Buracos negros não são necessariamente pretos nem são realmente buracos. “Preto” normalmente indica a ausência total de cor e é aplicado a buracos negros para significar a ausência total de luz emitida ou outra radiação. Buracos negros grandes são quase pretos. Mas buracos negros menores podem radiar energia. Em 1974, Steven Hawking propôs um mecanismo pelo qual buracos negros transformam a massa em radiação e em partículas que escapam das imediações do buraco. Ele afirmou assim que aqueles buracos negros pequenos evaporam, enquanto aumentam mais seu brilho no processo.
Os trabalhos de evaporação de buraco negro ocorrem da seguinte maneira. Em todo o universo a todo tempo são criados pares de partículas espontaneamente. Elas aniquilam uma a outra em tempos curtos (tipicamente em 10 a 23 segundos), a presença delas não viola qualquer lei da física. Dentro de nossos corpos, por exemplo, o espaço é uma espuma fervendo destas partículas “virtuais”. Nós sabemos que estas partículas existem porque eles foram observados em aceleradores de partícula de alta energia. Uma partícula real em movimento rápido que vier de encontro com o par de partículas virtuais pode separá-las tornando-as reais.
Partículas virtuais criadas próximas do horizonte de evento de um buraco negro também podem ficar reais. Se uma partícula em tal par é ligeiramente mais próxima do horizonte de evento que sua companheira, a força gravitacional enorme do buraco irá separá-las tornando-as reais. A mais próxima será atraída e a mais distante ficará real com velocidade suficiente para  escapar completamente do buraco negro.
Pode parecer que um buraco negro deveria crescer devido ao processo de Hawking, desde que ele sempre absorve pelo menos uma das partículas que cria. Você pode ver que isto não acontece, pois enquanto soma-se massa, ganha e perde. A energia gravitacional que tornou as  partículas reais vêm da massa de dentro do buraco negro. A quantia de massa convertida na energia gravitacional que rasga as partículas virtuais separando-as é determinada pela equação de massa-energia de Einstein E = (2m)c², onde 2m é a massa total das duas partículas recentemente formadas. Esta energia gravitacional passa pelo horizonte de evento, e cria as duas partículas, enquanto diminui a massa do buraco negro em 2m. O resultado líquido é que o buraco perde massa igual para a massa da partícula que escapa completamente dele. Por isso buracos negros muito pequenos parecem estar radiando matéria e radiação eletromagnética e tudo mais que é criado próximo do horizonte de evento. Assim nem todos os buracos negros são negros.
Como o horizonte de evento do buraco negro encolhe com a perda de massa, se põe mais próximo de seu centro. De forma interessante, as equações revelam aumentos da taxa de evaporação com o encolhimento do horizonte, embora a massa do buraco esteja diminuindo. Cada buraco negro deveria desaparecer em uma tremenda explosão final, irradiando quantidades enormes da radiação de  Hawking. Astrônomos ainda estão procurando por estas explosões. Assim, buracos negros não duram para sempre.
Buracos negros são buracos?
Os buracos negros realmente não são buracos. Também, aqui as palavras entram na discussão. Meu dicionário tem 20 definições de um buraco; duas são pertinentes. Primeiro, um buraco é “um lugar oco em uma massa sólida; uma cavidade.” Este é o que muitas pessoas associam com buracos negros: uma cavidade ou local nulo no espaço. Mas os buracos negros são cheio de matéria altamente condensado. Eles não são cavidades ocas.
A segunda definição pertinente é “uma abertura por algo; uma abertura.” Enquanto as equações de Einstein forem ambíguas sobre isto, haverá algum consenso em que buracos negros não conectam regiões diferentes do universo como o “buraco de minhoca”, como nós vemos descrito em filmes de ficção científica. Além dos problemas com a palavra “buraco”, buracos negros não estão completamente fora do universo. Eles comunicam-se com todo o resto de três modos. Primeiro, a massa no buraco negro cria muita atração gravitacional em objetos distantes como fazia antes de se tornar um buraco negro. Segundo, o impulso angular do buraco negro é o mesmo de antes da sua matéria se tornar um buraco negro e, realmente, sua rotação afeta o espaço externo seu horizonte de evento de modos estranhos. Terceiro, a carga  elétrica de toda a matéria no buraco negro (a diferença entre a carga positiva e carga negativa) é percebida fora de seu horizonte de evento da mesma maneira, antes ou depois de entrarem no buraco negro.
Assim buracos negros não são buracos. Quanto às convicções populares, sem dúvida, a mais comum é que buracos negros são aspiradores de pó cósmicos. No entanto não são por duas razões: buracos negros são na verdade menos efetivos atraindo objetos do que eram antes que se tornassem um buraco negro. Primeiro, buracos negros de núcleos estelares são tão pequenos que eles podem consumir apenas um volume minúsculo de matéria. O horizonte de evento de um  buraco negro de dez massas solares, está a apenas 16 Km do seu centro, enquanto uma  estrela de dez massas solares atrai matéria em um raio de  32 milhões de Km. Por conseguinte, buracos negros podem gravitacionalmente até atrair grandes volumes de gás (de uma estrela companheira, por exemplo), mas o buraco negro é tão pequeno que o gás fica rodopiando ao redor, às vezes durante anos, como água ao redor de um dreno, esperando ser puxado. Segundo, o único modo pelo qual os buracos negros podem absorver matéria é pela atração gravitacional. Uma estrela da mesma massa também pode usar outros efeitos físicos para absorver matéria. Considere um cometa que voa para uma estrela de dez massas solares em uma trajetória que o levaria próximo de 1500 Km do núcleo da estrela,  se ele sobreviver até aqui. O tremendo calor produzido pela estrela evaporaria os gases no cometa antes do impacto, enquanto a rocha e metal vaporizariam quando entrassem nas camadas exteriores da estrela, deixando grande quantidade de matéria.
Agora suponha um cometa que voa para um buraco negro de dez massas solares. A atração gravitacional do buraco no cometa seria igual ao da estrela de massa equivalente. No entanto a quantia de radiação de Hawking de um buraco negro estelar é mínima comparada à produção de uma estrela, o buraco negro não vaporizaria o cometa. Além disso, o buraco é tão pequeno que a aproximação mais íntima do cometa seria 1200 Km do horizonte de eventos. Nesta distância, a gravidade do buraco agiria como gravidade de um objeto normal, simplesmente  fazendo o cometa mudar direção. O cometa mudaria de rota e partiria em uma nova direção, sem ser engolido ou destruído como seria pela estrela. Até mesmo buracos negros galácticos de bilhões de massas solares agem pouco gravitacionalmente no resto do universo; os astrônomos vêem gás e marcam suas órbitas ao redor de tais corpos, sem que sejam sugados para dentro. Assim buracos negros não têm nenhuma habilidade mágica para sugar matéria externa e, com certeza  não vai crescer e eventualmente até engolir Terra.  Então por tudo isso, vemos que uma estrela é bem mais feroz em seus efeitos que um buraco negro.
Buracos negros mostram alguns efeitos estranhos em espaços próximos. É chamado de  raio de Schwarzschild, a distância do centro do buraco negro para seu horizonte de evento. Todos os efeitos estranhos de buracos negros acontecem dentro de aproximadamente dez raios de Schwarschild do centro do buraco. Além dessa distância bastante limitada, o único efeito do buraco negro em outros objetos é através da atração gravitacional normal.
As  piores distorções sobre o conceito de buraco negro são as criadas por fanáticos religiosos e místicos, comparando-os ao inferno, para intimidar as crianças e jovens  ameaçando-os de terem suas almas enviadas para um buraco negro. Na verdade isso acaba fazendo a criança associar ciência com mal. Foi dito para alguns estudantes que buracos negros são lugares onde as almas das crianças que estão por nascer residem.
Os astrofísicos acumularam um cabedal impressionante de conhecimento sobre a natureza dos buracos negros, mas, ainda assim não podem compreender tudo sobre eles. A maioria de nossos conhecimentos atuais sobre a natureza da matéria ainda são insuficientes para explicá-los. O estudo dos buracos negros poderá contribuir significativamente para o entendimento do universo, da matéria e da origem das galáxias e por isso existe um grande interesse por esse assunto.

Fonte: Inape

Buraco negro está expulsando planetas no centro da Via Láctea a 16 milhões de Km/h

Por Sagran Carvalho.



Quando planetas passeiam pela Via Láctea e se aproximam dos imensos buracos negros em seu centro, eles podem ser lançados a 16 milhões de quilômetros por hora.
Toda esta atividade ocorre em um imenso buraco negro localizado no centro da Via Láctea, 26.000 anos-luz de distância da Terra. “Se você vivesse em um deles, você estaria em um passeio selvagem, sendo lançado para o espaço”, comentou o astrofísico Avi Loeb do centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica.
Além de partículas subatômicas, eu não conheço nada que possa ser lançado para fora da galáxia com tanta velocidade”, comentou Idan Ginsburg, autor da descoberta.
Os planetas são disparados para o espaço quando um sistema duplo de estrelas vagueia em locais muito próximos do buraco negro supermassivo. Os cientistas já observaram uma estrela ser arremessada para fora da galáxia em uma velocidade de 1,5 milhão de quilômetros por hora.
Os pesquisadores simularam o que aconteceria com as estrelas que tivessem um ou dois planetas em sua órbita. Na simulação, as forças gravitacionais rasgariam as estrelas, jogando-a para fora da galáxia em alta velocidade. O estudo revelou que, neste caso, os planetas que orbitassem a estrela também seriam expulsos neste “passeio cósmico”.
Os cientistas dizem que é muito difícil detectar um planeta solitário vagando próximo de um buraco negro e sendo lançado em seguida. A astronomia não conta com equipamentos para detectar um planeta em alta velocidade em distâncias tão grandes.
No entanto, os pesquisadores podem detectar um planeta orbitando uma estrela em alta velocidade, prestando atenção para captar o momento que a estrela se “apaga” quando o planeta cruza em sua frente.
  Estes planetas podem ser lançados para fora da Via Láctea em velocidades que variam de 11 a 16 milhões de quilômetros por hora, embora existindo condições ideais, a velocidade pode ultrapassar estes valores, mas isso representa uma fração mínima deste acontecimento cósmico.
Fonte: Jornal da Ciência

quarta-feira, 28 de março de 2012

100 Years in 10 Minutes (1911 - 2011 in 10 Minutes)

Por Sagran Carvalho.



Excelente!!!!

Uma indicação do amigo Manoel Cruz.

O Ocidente perdeu no Afeganistão

Por Gideon Rachman | Financial Times


Title: Tandoor Street Kabul AfghanistanCinco anos atrás, os americanos recusavam-se a conversar com os talebans. Agora os talebans estão se recusando a falar com os americanos. Essa é uma medida de como mudou o equilíbrio de poder no Afeganistão. A intervenção ocidental fracassou. Agora que a Otan prepara-se para deixar o país, em 2014, é apenas a dimensão da derrota que resta para ser determinada.
Uma alta autoridade paquistanesa comentou ironicamente: "Eu me lembro de quando os americanos costumavam dizer que o único taleban bom era um talibã morto. À época, o discurso deles era sobre a distinção entre o conciliável e o irreconciliável. Agora, eles dizem: o Taleban não é nosso inimigo". Na realidade, as forças da Otan e do Taleban, a milícia extremista islâmica, são ainda inimigos no campo de batalha. Mas, em um esforço desesperado para deixar o legado de um Afeganistão estável, os EUA e seus aliados também estão se empenhando em incluir o Taleban no processo político.
No entanto, os talebans não têm nenhuma pressa para negociar - e, recentemente, romperam as conversações. Agora que as tropas ocidentais estão a caminho da saída, há pouca pressão para que eles façam concessões.
Embora tenha sido a presença da Al Qaeda que levou a Otan ao Afeganistão, a natureza abominável do regime taleban deu ao combate uma dimensão moral extra. Os políticos ocidentais que visitavam o país sempre se mostravam ansiosos em visitar uma recém-inaugurada escola para meninas - e em enfatizar o progresso dos direitos das mulheres.
Os americanos insistem que a participação do Taleban no processo político continua dependente de eles aceitarem a atual Constituição afegã, que contém todo tipo de proteção dos direitos humanos e defesa da igualdade de gênero. Mas o Afeganistão nunca respeitou as palavras no papel. Nas palavras de um ministro de Relações Exteriores da UE: "Na verdade, três quartos da população não consegue ler a Constituição porque é analfabeto".
Mesmo sob o atual governo, a situação das mulheres afegãs é bastante sombria. Na semana passada, a organização Human Rights Watch divulgou um relatório destacando as centenas de mulheres que estão atualmente presas no Afeganistão por "crimes morais", como resistir a casamentos forçados ou até mesmo queixar-se de estupros. Mas houve avanços também para as mulheres, sobretudo nas escolas e nas cidades - e esses progressos provavelmente ficarão ameaçados quando o Taleban recuperar influência. Para Hillary Clinton, que incluiu a defesa dos direitos das mulheres em sua agenda no Departamento de Estado dos EUA, essa deve ser uma pílula particularmente amarga.
A realidade, porém, é que ao matar Osama bin Laden, no ano passado, o governo dos EUA encerrou um capítulo nessa história, o que lhe permitiria justificar uma retirada do Afeganistão. Os objetivos da Otan para o país são agora mínimos e totalmente concentrados em segurança: o Afeganistão nunca mais deverá proporcionar refúgio a terroristas - e o país não deve tornar-se um "Estado falido".
Até mesmo esses objetivos mínimos poderão não ser alcançados. O foco dos esforços da Otan foi treinar e equipar as forças de segurança afegãs para que elas pudessem assumir o lugar das tropas ocidentais. Mas as despesas militares afegãs somam US$ 8 bilhões a US$ 9 bilhões por ano. Estará o Ocidente disposto a continuar injetando tanto dinheiro no Afeganistão - com tantas demandas concorrentes para esse dinheiro? Se não, como disse Carl Bildt, ministro das Relações Exteriores sueco no fórum deste fim de semana em Bruxelas: "Teremos dado treinamento e armas a 100 mil pessoas, e depois as desempregamos".
Mesmo que o establishment militar afegão se mantenha coeso, é bastante provável que o país mergulhe numa guerra civil. Isso, por sua vez, provavelmente continuará a radicalizar ainda mais o Taleban paquistanês - devido aos vínculos tribais, militares e religiosos nos dois lados da fronteira.
Quando o presidente Barack Obama assumiu o poder, ele, reservadamente, rotulou o Paquistão de "país mais assustador do mundo" - e insistiu em que o problema afegão não pode ser separado do destino de seu vizinho muito maior; daí a insistência no horrível termo "AfePaqui". Na pressa de tirar as tropas ocidentais do Afeganistão, no entanto, o problema do Paquistão corre o risco de ser negligenciado.
Isso também é um erro, porque a situação no Paquistão é tão assustadora como quando Obama assumiu o poder. Carl Bildt, que recentemente visitou o país, descreve-o como possuído por uma "onda de histeria antiamericana". Esse ânimo só vai piorar, diante da notícia, divulgada no fim de semana, de que nenhum militar americano terá de defender-se de acusações envolvendo o ataque aéreo da Otan que matou 24 soldados paquistaneses em novembro passado.
A ideia de que os EUA estão conspirando para apoderar-se das armas nucleares paquistanesas tornou-se uma obsessão tanto para os meios de comunicação paquistaneses como para grande parte da classe dirigente do país. Em resposta, o Paquistão está intensificando produção de armas nucleares e distribuindo-as por todo o país. Dada a radicalização da opinião pública paquistanesa e a quantidade de material físsil que está sendo produzida, o pesadelo americano de armas nucleares "à solta" está parecendo desconfortavelmente realista.
Em consequência, os EUA continuam profundamente engajados na luta contra o terrorismo no sul da Ásia. Mas os ataques de aeronaves não tripuladas contra jihadistas nas áreas tribais do Paquistão - que foram a fonte dos maiores êxitos americanos - são uma faca de dois gumes. Eles devastaram a liderança da Al Qaeda. Mas também alimentaram a desenfreada onda antiamericana que poderá produzir a próxima geração de terroristas.
Como diz uma alta autoridade paquistanesa: "O número três da Al Qaeda foi morto pelo menos cinco vezes. Mas há sempre um novo número três. É a mentalidade que fomenta a Al Qaeda que precisa ser derrotada". Infelizmente, essa mentalidade está de novo em ascensão, tanto no Paquistão e como Afeganistão.
 
Fonte: Valor via Resenha do Exército