segunda-feira, 30 de abril de 2012

ONU condena ataques terroristas na Síria

Por Sagran Carvalho.

Multidão de moradores cercam equipe da ONU recentemente enviada para monitoramento da Síria. (ONU/Neeraj Singh)
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou os ataques terroristas de sexta-feira (27/04) nas cidades de Idlib e Damasco, na Síria. As novas manifestações de violência ocorreram um dia após Ban exigir que o Governo cumprisse o plano de paz proposto pelas Nações Unidas em conjunto com a Liga dos Países Árabes.
Em comunicado divulgado hoje (30/04) por seu porta-voz, Ban afirmou que continua seriamente preocupado com relatos de assassinatos e abusos, embora identifique melhorias nas áreas monitoradas pela Missão das Nações Unidas para a Supervisão na Síria (UNSMIS).
Ban apela às partes que cessem toda violência armada e pede cooperação imediata e completa com o trabalho da UNSMIS.
Fonte: ONU

Rússia define objetivos do Polo Científico de Skolkovo

Por Sagran Carvalho.


Segundo Dmitri Medvedev, a criação do centro de pesquisas de inovação está cada vez mais real


A continuação da cooperação com os parceiros internacionais e a transformação dos memorandos de parceria em acordos concretos. Estes são os principais objetivos do Centro de Inovações Científicas e Tecnológicas de Skolkovo anunciados pelo Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, durante reunião com o Conselho de Diretores do centro.
Um dos projetos mais ambiciosos da Rússia, a criação do centro de pesquisas de inovação Skolkovo, está se tornando cada vez mais real, afirmou o presidente russo. Este ano, foram assinados contratos de cooperação com várias instituições europeias de pesquisas e comércio, realizados concursos para os melhores projetos de alta tecnologia, e ainda, promovidas apresentações do Centro Skolkovo na Inglaterra e no famoso Vale do Silício da Califórnia nos Estados Unidos. O principal objetivo é transformar a plataforma de inovação russa em um centro mundial de comercialização de conhecimentos científicos, incluindo deste modo a Rússia na economia global. A ideia é devolver à Rússia a posição de um dos países mais desenvolvidos tecnologicamente, posição esta perdida nas últimas décadas, declarou Medvedev.
Diretor do Instituto Skolkovo, Viktor Vekselberg, diz que primeira inovação foi toda desenvolvida por cientistas russos
“Nós formamos um grupo de peritos composto por mais de 600 pessoas das mais variadas qualificações. Mais de um terço destes especialistas são ligadas à ciência e ao comércio, possuidoras de formação no exterior. Desta forma, mantemos a comunicação com a comunidade científica internacional, o que para nós é de grande importância.”
Medvedev, que preside o Conselho do Instituto Skolkovo, juntamente com cientistas, empresários, políticos e representantes da sociedade, que trabalham no projeto estão confiantes de que a instituição terá um grande futuro. O presidente observou:
“Este grande centro científico deverá possuir todas as condições para o desenvolvimento dos talentos russos e para a criação de produtos capazes de concorrer com as demais marcas mundiais. Para a realização destes objetivos, os participantes do projeto têm grandes benefícios por parte do Estado, entre eles a isenção de impostos, seguros e a unificação dos requisitos técnicos por parte dos países da Comunidade Econômica da Eurásia. Atualmente, a cidade de Skolkovo está em construção para garantir toda a infraestrutura necessária ao funcionamento deste Centro de Inovações Científicas e Tecnológicas.”
Uma destas inovações foi apresentada na sexta-feira, 27 de abril: a locomotiva equipada com motor inteligente. Todos os componentes técnicos desta máquina foram desenvolvidos por especialistas russos, segundo Viktor Vekselberg, diretor do Instituto Skolkovo.
Fonte: Diário da Rússia.

EUA publicarão documentos achados em esconderijo de Bin Laden

Por Sagran Carvalho.


Os Estados Unidos planejam divulgar esta semana documentos apreendidos no esconderijo de Osama Bin Laden em que o líder do terrorismo reclamava de "desastres atrás de desastres" na Al Qaeda.
"Nos documentos que apreendemos, (Bin Laden) falou de 'desastre atrás de desastre'," informou o principal assessor antiterrorismo da Casa Branca, John Brennan, ao anunciar que o material será publicado pelo Centro de Combate ao Terrorismo de West Point.
Às vésperas do aniversário da morte de Bin Laden em um ataque das forças especiais americanas, Brennan disse que os analistas da inteligência americana perceberam que a Al Qaeda estava enfrentando problemas ao substituir seus líderes mortos em operações americanas.
A situação ficou tão ruim para o grupo que planejou os ataques do 11 de setembro, o ataque terrorista mais mortal na história americana, que Bin Laden considerou mudar o nome da organização.
"Perdendo seus líderes mais habilidosos e experientes tão rapidamente, a Al Qaeda teve problemas para substituí-los", afirmou Brennan.
"Esta é uma das muitas conclusões que fomos capazes de tirar a partir dos documentos encontrados no complexo de Bin Laden", acrescentou.
Alguns desses documentos serão publicados on-line pela primeira vez esta semana.
"Por exemplo, Bin Laden se preocupou como --e eu cito-- 'o aumento de líderes menores que não eram tão experientes e isso levaria a repetidos erros'", disse Brennan, de acordo com uma cópia de seu discurso no Woodrow Wilson International Center for Scholars.
FUGA
Segundo ele, os documentos mostram que Bin Laden pediu aos líderes do movimento "para fugir para as regiões tribais do Paquistão e buscar refúgio em áreas livres de fotografias aéreas e bombardeios".
Ele acrescentou que a Al Qaeda ainda estava lutando para preencher as principais lideranças sob o intenso ataque dos Estados Unidos.
"Sob intensa pressão nas regiões tribais do Paquistão, eles tinham menos lugares para treinar e formar a próxima geração de agentes".
"Eles estão lutando para atrair novos recrutas. A disposição é pouca, com a inteligência indicando que alguns membros estão desistindo e voltando para casa, sem dúvida, conscientes de que esta é uma luta que eles nunca vão vencer.
"Em resumo, a Al Qaeda estava perdendo feio, e Bin Laden sabia disso", concluiu.

Fonte: France Presse via Estadão.




Especialistas temem guerra cibernética no futuro

Por Sagran Carvalho.


Um exercício militar internacional, realizado em março em uma base militar na Estônia, tentou prever as consequências de um novo tipo de conflito, uma guerra cibernética.
Computador (arquivo/PA)A operação Locked Shields não envolveu explosões, tanques ou armas. Na operação, uma equipe de especialistas em TI atacou outras nove equipes, espalhadas em toda a Europa.
Nos terminais da equipe de ataque, localizados no Centro de Excelência da Otan em Defesa Cibernética Cooperativa, foram criados vírus ao estilo "cavalo de Tróia" e outros tipos de ataques pela internet que tentavam sequestrar e extrair dados das equipes inimigas.
O objetivo era aprender como evitar estes ataques em redes comerciais e militares e mostrou que a ameaça cibernética está sendo levada a sério pela aliança militar ocidental.
O fato de a Otan ter estabelecido seu centro de defesa na Estônia também não é por acaso. Em 2007 sites do sistema bancário, da imprensa e do governo do país foram atacados com os chamados DDoS (sigla em inglês para "distribuição de negação de serviço") durante um período de três semanas, o que agora é conhecido como 1ª Guerra da Web.
Os responsáveis seriam hackers ativistas, partidários da Rússia, insatisfeitos com a retirada de uma estátua da época da União Soviética do centro da capital do país, Tallinn.
Os ataques DDoS são diretos: redes de milhares de computadores infectados, conhecidas como botnets, acessam simultaneamente o site alvo, que é sobrecarregado pelo tráfego e fica temporariamente fora de serviço.
Os ataques DDoS são, no entanto, uma arma primitiva quando comparados com as últimas armas digitais. Atualmente, o temor é de que a 2ª Guerra da Web, se e quanto acontecer, possa gerar danos físicos, prejudicando a infraestrutura e até causando mortes.

Trens descarrilados e blecautes

Para Richard A. Clarke, assistente de combate ao terrorismo e segurança cibernética para os presidentes americanos Bill Clinton e George W. Bush, ataques mais sofisticados podem fazer coisas como descarrilar trens em todo o país, por exemplo.
"Eles podem causar blecautes, e não apenas cortando o fornecimento de energia, mas danificando de forma permanente geradores que levariam meses para serem substituídos. Eles podem fazer coisas como causar explosões em oleodutos ou gasodutos. Eles podem fazer com que aeronaves não decolem", disse.
No centro do problema estão interfaces entre os mundos físico e digital conhecidas como sistemas Scada, ou Controle de Supervisão e Aquisição de Dados, na sigla em inglês.
Estes controladores computadorizados assumiram uma série de tarefas que antes eram feitas manualmente. Eles fazem de tudo, desde abrir as válvulas de oleodutos a monitorar semáforos.
Em breve estes sistemas serão comuns em casas, controlando coisas como o aquecimento central.
O detalhe importante é que estes sistemas usam o ciberespaço para se comunicar com os controladores, receber a próxima tarefa e reportar problemas. Caso hackers consigam entrar nestas redes, em teoria, conseguiriam também o controle da rede elétrica de um país, do fornecimento de água, sistemas de distribuição para indústria ou supermercados e outros sistemas ligados à infraestrutura.

Dispositivos vulneráveis

Em 2007 o Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos demonstrou a potencial vulnerabilidade dos sistemas Scada. Com um software, o departamento entrou com comandos errados e atacou um grande gerador a diesel.
Vídeos da experiência mostram o gerador chacoalhando violentamente e depois a fumaça preta toma toda a tela.
O temor é de que, um dia, um governo hostil, terroristas ou até hackers que apenas querem se divertir possam fazer o mesmo no mundo real.
"Nos últimos meses temos vistos várias coisas", disse Jenny Mena, do Departamento de Segurança Nacional. "Atualmente existem mecanismos de buscas que podem encontrar aqueles dispositivos que estão vulneráveis a um ataque pela internet. Além disso, vimos um aumento no interesse nesta área na comunidade de hackers e de hackers ativistas."
Uma razão de os sistemas Scada terem uma possibilidade maior de ataques de hackers é que, geralmente, engenheiros criam o software, ao invés de programadores especializados.
Jornalista observa site do Ministério da Justiça da Grécia, derrubado por hackers (AFP)
Hackers atacam sites de governo como o do Ministério da Justiça da Grécia
De acordo com o consultor de segurança alemão Ralph Langner, engenheiros são especialistas em suas áreas, mas não em defesa cibernética.
"Em algum momento eles aprenderam a desenvolver software, mas não se pode compará-los a desenvolvedores de software profissionais que, provavelmente, passaram uma década aprendendo", disse.
E, além disso, softwares de infraestrutura podem estar muito expostos. Uma usina de energia, por exemplo, pode ter menos antivírus do que um laptop comum.
Quando as vulnerabilidades são detectadas, pode ser impossível fazer reparos imediatos no software.
"Para isso, você precisa desligar e ligar novamente (o computador ou sistema). E uma usina de energia precisa funcionar constantemente, com apenas uma parada anual para manutenção", disse Langner. Portanto, até o desligamento anual da usina, não se pode instalar novo software.

Stuxnet

Usina de Natanz, no Irã (Arquivo/Getty)
Stuxnet atacou usina de Natanz, no Irã
Em 2010, Ralph Langner e outros dois funcionários de sua companhia começaram a investigar um vírus de computador chamado Stuxnet e o que ele descobriu foi de tirar o fôlego.
O Stuxnet parecia atacar um tipo específico de sistema Scada, fazendo um trabalho específico e, aparentemente, causava pouco dano a qualquer outro aplicativo que infectava.
Era inteligente o bastante para encontrar o caminho de computador em computador, procurando sua presa. E também conseguia explorar quatro erros de software, antes desconhecidos, no Windows, da Microsoft.
Estes erros são extremamente raros o que sugere que os criadores do Stuxnet eram muito especializados e tinham muitos recursos.
Langner precisou de seis meses para analisar apenas um quarto do vírus. Mesmo assim, os resultados que conseguiu foram espantosos.
O alvo do Stuxnet era o sistema que controlava as centrífugas de urânio na usina nuclear de Natanz, no Irã.
Atualmente se especula que o ataque foi trabalho de agentes americanos ou israelenses, ou ambos. Qualquer que seja a verdade, Langner estima que o ataque o Stuxnet atrasou em dois anos o programa nuclear iraniano e custou aos responsáveis pelo ataque cerca de US$ 10 milhões, um custo relativamente pequeno.

Otimistas e pessimistas

O professor Peter Sommer, especialista internacional em crimes cibernéticos afirma que a quantidade de pesquisa e a programação sofisticada significam que armas do calibre do Stuxnet estariam fora do alcance da maioria, apenas disponíveis para governos de países avançados. E governos, segundo o especialista, costumam se comportar de forma racional, descartando ataques indiscriminados contra alvos civis.
"Você não quer causar, necessariamente, interrupção total. Pois os resultados podem ser imprevistos e incontroláveis. Ou seja, apesar de alguém poder planejar ataques que possam derrubar o sistema financeiro mundial ou a internet, por quê alguém faria isto? Você pode acabar com algo que não é tão diferente de um inverno nuclear."
No entanto, o consultor Ralph Langner afirma que, depois de infectar computadores no mundo todo, o código do Stuxnet está disponível para qualquer que consiga adaptá-lo, incluindo terroristas.
"Os vetores de ataque usados pelo Stuxnet podem ser copiados e usados novamente contra alvos completamente diferentes. Até há um ano, ninguém sabia de uma ameaça tão agressiva e sofisticada. Com o Stuxnet, isso mudou. (...). A tecnologia está lá, na internet."
Langner já fala em uma certeza: se as armas cibernéticas se espalharem, os alvos serão, na maioria, ocidentais, ao invés de alvos em países como o Irã, que tem pouca dependência da internet.
E isto significa que as velhas regras de defesa militar, que favoreciam países poderosos e tecnologicamente avançados como os Estados Unidos, já não se aplicam mais.
Fonte: BBC Brasil.



Agência Espacial Europeia encomenda sonda para estudar o Sol

Por Sagran Carvalho.
Agência Espacial Europeia encomenda sonda para estudar o Sol
O Orbitador Solar será lançado em 2017 para estudar a conexão entre o Sol e a heliosfera, uma gigantesca bolha no espaço que se estende além do Sistema Solar.[Imagem: ESA/AOES]

Orbitador Solar
A ESA (Agência Espacial Europeia) assinou o contrato de construção da sua nova sonda de estudos do Sol.
O Orbitador Solar (Solar Orbiter) irá investigar como o Sol cria e controla sua heliosfera, a atmosfera alargada do Sol.
Seu lançamento está previsto para 2017.
A empresa Astrium UK vai liderar uma equipe de empresas europeias que irão fornecer várias partes da sonda espacial. O contrato tem o valor de cerca de €300 milhões.
Além disso, dez instrumentos científicos serão financiados pelos países membros da ESA e pelos Estados Unidos, e desenvolvidos por equipes lideradas por pesquisadores da Bélgica, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça, Reino Unido e EUA.
O Orbitador Solar vem na linha de uma série de sondas exploradoras europeias, incluindo o Helios 1 e 2, o Ulysses e o SOHO, todos em parceria com a NASA, assim como o explorador da ESA Proba-2.
Pólos do Sol
A sonda Orbitador Solar irá investigar as ligações e a conexão entre o Sol e a heliosfera, uma enorme bolha no espaço criada pelo vento solar, que se estende muito para além do nosso sistema solar.
É através deste vento que a atividade solar dá origem a auroras e pode interromper as comunicações por satélite.
Para obter um close do Sol e observar o vento solar antes de este sofrer perturbações, o Orbitador Solar vai aproximar-se a uma distância de 45 milhões de quilômetros do Sol, mais perto do que está Mercúrio.
Pela primeira vez serão fotografados os pólos do Sol, em busca de explicações sobre como nossa estrela gera seu campo magnético.
A missão Orbitador Solar é liderada pela ESA com a participação da NASA, que contribuirá com o foguete lançador, um instrumento e um sensor.
Fonte: Inovação Tecnológica.

Brasil desenvolve processador antirradiação para uso espacial

Por Sagran Carvalho.

Brasil desenvolve primeiro processador para uso espacial
O processador brasileiro com sistema antirradiação possui aproximadamente 500 mil transistores e foi construído com a tecnologia de 180 nanômetros. [Imagem: Cortesia NSCAD]

Chip espacial brasileiro
O Brasil acaba de desenvolver seu primeiro chip com proteção anti-radiação espacial, voltado para aplicações em foguetes e satélites .
O processador poderá ser utilizado em futuros satélites miniaturizados, conhecidos como nanossatélites, usados para monitoramento espacial e ambiental, e como plataforma paro o teste de novas tecnologias espaciais.
O projeto, financiado pela Agência espacial Brasileira (AEB), foi realizado por uma equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do escritório de projetos NSCAD Microeletrônica.
Influência da radiação espacial nos satélites
Chips que funcionam no espaço estão sujeitos à interferência da radiação proveniente da atividade solar e dos raios cósmicos, bem como de outros eventos cósmicos mais raros, como as erupções de raios gama.
Em momentos em que a atividade do Sol está mais elevada, como aconteceu no início deste ano, há interferência nos componentes eletrônicos - a falha em um único chip pode comprometer o funcionamento de todo um sistema, como satélites de telecomunicações ou de GPS.
O protótipo do processador espacial, desenvolvido em um projeto coordenado pela professora Fernanda Gusmão de Lima Kastensmidt, é composto por dois processadores e utiliza técnicas para detectar e corrigir falhas provocadas pela radiação espacial.
Processador antirradiação
O circuito integrado, um processador dual-core chamado NSC21101, é composto de dois processadores mini-MIPS de 32-bits, lógica de teste, interface SPI, controle de memórias externas e PLL.
Um dos seus processadores tem redundância em hardware, uma técnica conhecida como TMR (Triple Modular Redundancy), a fim de corrigir falhas nos registradores internos induzidas por eventos externos.
O processador antirradiação solar possui aproximadamente 500 mil transistores e foi construído com a tecnologia de 180 nanômetros.
O núcleo do processador ocupa uma área de 2,31 x 2.31 milímetros (mm) e, com o encapsulamento suas dimensões chegam a 4,17 x 4,17 cm.
O chip processa programas armazenados em memória FLASH e em memória SRAM. O programa deve ser gravado na memória FLASH externa e, conforme o modo de operação, é copiado para a memória SRAM externa e processado.
Os resultados gerados pelo processamento são armazenados na mesma memória externa SRAM e poderão ser também copiados para a memória FLASH externa conforme a necessidade.
Brasil desenvolve primeiro processador para uso espacial
O chip NSC21101 é um processadordual-core composto de dois processadores mini-MIPS de 32-bits. [Imagem: Cortesia NSCAD] 
Radiação espacial
A energia da radiação espacial induz a criação de pares elétrons-lacunas nos circuitos eletrônicos. A atmosfera terrestre oferece uma proteção contra a quase totalidade desses efeitos, mas os processadores que operam no espaço não contam com esse escudo.
Essa radiação é medida em rad, a unidade de radiação absorvida por cada grama de matéria.
Como, na eletrônica o material básico é o silício, usa-se a nomenclatura rad(Si), ou krad(Si), onde o k tem o mesmo efeito multiplicador que o kbyte tem em relação ao byte.
Chips que funcionam no espaço estão sujeitos a dois tipos de radiação, uma cumulativa (TID: Total Ionizing Dose) e outra de pico (SEE: Single Event Effects).
A dose de ionização total (TID) é medida pelo acúmulo de ionização que o circuito integrado recebe ao longo de sua vida útil no espaço. A tolerância de um circuito à TID depende do seu processo de fabricação e do leiaute dos transistores.
Os efeitos de eventos individuais (SEE) são caracterizados por falhas transientes que podem ocasionar a inversão dos valores nos elementos de memória. A principal técnica de tolerância a falhas SEE é a redundância em hardware, geralmente com a triplicação da lógica e o uso de "votadores de maioria".
Fonte: 


EUA deixaram a Índia ter acesso a tecnologias militares avançadas

Por Sagran Carvalho.

EUA deixaram a Índia ter acesso a tecnologias militares avançadas


Os EUA anularam a proibição de acesso às suas tecnologias militares avançadas por parte da Índia, anunciou Andrew Shapiro, assessor da secretária de Estado dos EUA para relações políticas e militares. 
Shapiro afirma que Washington considera Deli como um aliado e pretende ceder à Índia tecnologias anteriormente inacessíveis ao país, bem como começar a desenvolver juntamente novas tecnologias militares. “Queremos ajudar os indianos a desenvolver as tecnologias necessárias para defender seus próprios interesses,” declarou o assistente.

Fonte: Voz da Rússia.

Robert Kagan: “O mundo seria pior sem o domínio dos EUA”

Por Sagran Carvalho.



O assessor de política externa de Mitt Romney e expoente do pensamento conservador americano diz que o declínio da superpotência é um mito
Carlos Alberto Jr., de Washington

Não só os republicanos são influenciados pelas ideias de Robert Kagan, de 53 anos.
O historiador americano é um dos gurus do neoconservadorismo e assessora a campanha presidencial de Mitt Romney. Seu último livro, The world America made (O mundo que os Estados Unidos fizeram, sem previsão de lançamento no Brasil), também foi lido e comentado pelo presidente Barack Obama, o rival democrata nas eleições de novembro. Na obra, Kagan refuta a ideia de que os EUA vivem um declínio gradual, um tema que Romney tenta explorar ao associar essa visão pessimista à política externa de Obama – e o presidente tentou usar o livro exatamente para rebater os republicanos. Kagan disse a ÉPOCA que o Brasil merece uma cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas e não vê a China em condições de suplantar a supremacia americana.
ÉPOCA – Como é este mundo que os Estados Unidos “fizeram”?
Robert Kagan – Um mundo bagunçado... (Risos.) Digo no livro que o mundo certamente não é perfeito e os Estados Unidos não o fizeram sozinhos, obviamente. Mas, se você pensar sobre a ordem mundial que existe desde o fim da Segunda Guerra Mundial, esse é basicamente um período de predominância americana. Comparada a outros períodos do passado, essa ordem tem algumas qualidades especiais. O primeiro ponto que destacaria é que tem sido mais próspera para o mundo inteiro que qualquer outra na história humana. O Produto Interno Bruto (PIB) global tem crescido cerca de 4% ao ano, principalmente fora dos Estados Unidos e da Europa. Ao longo da maior parte da história do planeta, o crescimento do PIB mundial foi nulo ou em torno de 1%. O resultado é que 4 bilhões de pessoas ao redor do mundo saíram da pobreza. O segundo ponto é que houve enorme crescimento no número de democracias no mundo. Em 1939, às vésperas da Segunda Guerra, havia provavelmente dez democracias. Agora, há cerca de 120. Quero deixar claro que isso não aconteceu porque os EUA estão sempre espalhando democracia por aí. Sabemos, particularmente na América Latina e em outras regiões, que os EUA apoiaram ditaduras e ainda apoiam. Mas, na maioria das vezes, nosso poderio produziu mais democracias. O terceiro ponto é que não houve guerras entre grandes potências. Não tenho certeza se isso vai durar para sempre, mas temos um longo período de paz entre as potências. E, mais uma vez, apenas para deixar claro: isso não significa que não haja guerras nem que os EUA não tenham iniciado uma série de guerras por conta própria. Mas não houve aquele tipo de guerra cataclísmica.
ÉPOCA – O declínio americano é um mito ou é apenas imperceptível pela ausência de outras potências interessadas em assumir o lugar dos EUA?
Kagan – A cada dez ou 15 anos, os americanos e talvez outros ao redor do mundo passam por essas fases de acreditar que os EUA, finalmente, estão em declínio. Os EUA atravessam uma recessão que obviamente fortalece tal visão. Mas, se você olhar as medidas básicas de poder militar ou econômico, os EUA estão numa posição muito especial, e seu competidor mais provável, que todo mundo aponta como sendo a China, tem muitas dificuldades para suplantar ou mesmo se equiparar.
ÉPOCA – Por que os americanos então têm tanto receio da China? Que tipo de mundo teríamos se a China fosse a superpotência?
Kagan – Os americanos se preocupam com o surgimento de qualquer outra potência. Lembre-se de como os EUA ficaram preocupados na década de 1980 e início dos anos 1990, quando havia vários filmes sobre os japoneses assumindo o controle do país. Eles chegaram a comprar o Rockefeller Center (famoso complexo de prédios comerciais em Nova York). Antes deles, a preocupação era a União Soviética. Os americanos têm uma tendência a se preocupar com qualquer um que pareça ser o próximo competidor. É preciso entender que um mundo dominado pela China não seria este mundo. Poderia ter outras qualidades, mas não teria essas que conhecemos. Em primeiro lugar, a China não é um governo liberal e não acredita em economia liberal. Tem um sistema capitalista, mas de capitalismo estatal. É pesadamente dirigida pelo Estado. O objetivo da ordem econômica chinesa é manter o governo, ou pelo menos o partido, no poder. A maneira como a China se move no cenário internacional é um pouco diferente do simples capitalismo de livre mercado porque o país possui basicamente empresas estatais. A pergunta a fazer é se a China continuaria a apoiar o livre-comércio global do qual todos nos beneficiamos se fosse a potência número um. A ironia é que a China também se beneficia desse sistema. Outro ponto que destaco no livro é que esse livre mercado é raro na história mundial. Aconteceu apenas duas vezes: durante o domínio britânico no século XIX e depois da Segunda Guerra, com a supremacia dos EUA.
ÉPOCA – Então o mundo seria pior com uma China dominante?
Kagan – O mundo seria pior com uma China dominante, mas não porque a China seja necessariamente o demônio. Apenas porque o mundo que desfrutamos atualmente é muito característico e difícil de reproduzir por causa de certas qualidades que, num mundo multipolar, não poderíamos repetir.
ÉPOCA – Mesmo o candidato republicano Mitt Romney, do qual o senhor é um dos principais assessores, diz que os EUA não serão mais vistos como uma nação em declínio se ele for eleito...
Kagan – Ele tem alertado que o presidente Barack Obama está conduzindo a América para o declínio.
Gostaria de ver o Brasil se comportando no palco internacional como uma potência democrática, não como um anti-imperialista pós-colonial ".
ÉPOCA – Romney não consegue convencer nem seu próprio partido de que é o melhor candidato. Como ele poderá então convencer o resto do mundo de que seu país não está mais frágil?
Kagan – Aconteceu um aspecto muito peculiar nesse processo das primárias republicanas. Uma pequena percentagem dos eleitores republicanos que votam nas primárias, que representa uma parcela muito pequena do total de eleitores republicanos e ainda muito menor do total de eleitores americanos, decidiu que Romney não era conservador o bastante para eles, que era necessário ir atrás de algum herói conservador. Mas isso não significa que Romney não conseguirá os votos. Ele obterá enorme apoio do Partido Republicano. Haverá uma tremenda unidade partidária. Ele também conseguirá muito apoio entre os eleitores independentes, que têm mudado de lado nas eleições mais recentes. Em 2008, Obama conquistou o voto dos independentes. Em 2010, nas eleições legislativas, os republicanos levaram os votos dos independentes. Romney está em boa posição para conseguir o apoio deles novamente.
ÉPOCA – Quais são seus conselhos a Romney sobre como lidar com o Brasil e os outros países da América Latina, como Cuba?
Kagan – O mais importante, pelo menos como primeiro objetivo, é aprovar os acordos comerciais com a região que não avançaram nos últimos anos. O comércio é o elemento mais importante da relação. O hemisfério ocidental está se tornando quase autossuficiente em energia. Todo mundo reconhece esse fato. Romney reconhece que o Brasil também desempenha papel crítico no mundo e tem de ser um parceiro importante dos EUA, assim como Indonésia e Índia. Em relação a Cuba, é fácil dizer: “Vamos suspender o embargo e seguir em frente”. O problema é que não estou convencido de que o governo cubano, mesmo hoje, queira fazer o tipo de reformas que considero essenciais para os cubanos. E, mesmo se você acabar com o embargo, o governo estará no controle. Todo mundo tem essa imagem de que, se você suspender o embargo, capitalismo e liberdade inundarão Cuba. Mas não é assim que as coisas funcionam.
ÉPOCA – Que papel o Brasil pode exercer no cenário global?
Kagan – O Brasil pode desempenhar um papel muito importante porque é uma democracia vibrante e uma economia bem-sucedida. Ao contrário de outras potências emergentes, como a Índia, o Brasil não tem qualquer rivalidade estratégica em particular para se preocupar. Ao contrário também da Turquia, o Brasil não está cercado por algumas das vizinhanças mais perigosas do mundo. O momento é realmente oportuno. Mas, em termos de política externa, o país precisa determinar que identidade pretende ter. Há duas vertentes. Uma relaciona-se com a questão Norte-Sul, porque todo país latino-americano tem um ressentimento compreensível em relação ao poder do Norte. O Brasil quer se diferenciar dos EUA e talvez isso explique a relação excessivamente amigável com Mahmoud Ahmadinejad (presidente do Irã) e com outras pessoas como ele. A segunda vertente reflete a existência de uma economia avançada, moderna e democrática. Gostaria de ver o Brasil se comportando no palco internacional como uma grande potência democrática, não necessariamente como um anti-imperialista pós-colonial numa época em que isso já não é relevante. Estava um pouco preocupado com o caminho para o qual o ex-presidente Lula levava o país. Ele não serviu aos interesses do Brasil muito bem ao lidar com o Irã.
ÉPOCA – No caso do Irã, não é melhor manter boas relações com seu governo até para que se possa exercer alguma influência?
Kagan – Se a influência for benéfica, sim, mas, se essa relação for usada para impedir o isolamento internacional... Todos concordam que o Irã tem de se sentir isolado para fazer concessões. Se perceber que tem amigos como o Brasil ou a Venezuela, não se moverá.
ÉPOCA – O que o Brasil precisa fazer para ser aceito no Conselho de Segurança das Nações Unidas?
Kagan – Os EUA não são um obstáculo à ampliação do Conselho de Segurança. Eu seria favorável à expansão, que deveria incluir Brasil, Índia, Japão e outras nações. No momento em que tomamos esse caminho, porém, os chineses se opõem. Além disso, os três europeus (Reino Unido, França e Alemanha) deveriam ocupar um assento único reservado à União Europeia (hoje há duas cadeiras, ocupadas por Reino Unido e França), mas os próprios europeus se opõem a isso também.
Fonte: Época.

A volta da guerra direita-esquerda

Por Sagran Carvalho.


MUNDO

Desde os anos 80, uma disputa na França não opunha visões de mundo tão antagônicas, como as que o conservador Nicolas Sarkozy e o socialista François Hollande representam no segundo turno das eleições francesas
Mariana Queiroz Barboza

Ao longo do século XIX, pode-se dizer que a principal linha divisória entre esquerda e direita na França era o apoio à República ou à Monarquia. No século seguinte, mais precisamente nos anos 80, as forças antagônicas eram representadas por François Mitterrand e Jacques Chirac. Desde então, no entanto, os discursos não soavam tão diametralmente opostos na França como agora. De um lado, o conservador Nicolas Sarkozy. Do outro, o progressista François Hollande. É num clima de maniqueísmo que, no domingo 6, 45 milhões de franceses voltarão às urnas para o segundo turno das eleições presidenciais. O pano de fundo da disputa é a crise econômica da Europa, iniciada em 2009, que levou a França a amargar um déficit público de 5,2%, uma dívida pública de 87% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma taxa de desemprego de 9,8%, entre a população ativa, e de 25% entre jovens. Sarkozy apresenta uma plataforma fundamentada na austeridade fiscal. Alardeia aos quatro cantos ser o único capaz de alcançar a estabilidade ante o caos. Hollande, por sua vez, empunha a bandeira da esperança. Joga suas fichas no crescimento para tirar o País do atoleiro. O esquerdista propõe ainda taxar em 75% os salários anuais superiores a € 1 milhão e a restabelecer a aposentadoria aos 60 anos para quem tinha direito adquirido. “Agora é a hora da mudança”, repete Hollande como um mantra.
As principais diferenças entre os dois candidatos ficaram mais claras na semana passada durante a busca pelos votos da ultradireitista Marine Le Pen. Orientado por pesquisas que mostram a imigração e a criminalidade como as maiores preocupações do eleitorado da extrema-direita, Sarkozy endureceu ainda mais seu discurso em relação ao controle das fronteiras. “Os franceses não querem mais uma Europa que vaze como uma peneira”, disse durante um comício. Hollande, em contrapartida, se tornou ainda mais crítico das medidas de austeridade e da União Europeia. “Há uma parte do eleitorado de Marine que é contrário aos privilégios, à globalização e à Europa que não funciona”, afirmou ele, mirando uma parcela da populacão que votou na candidata ultradireitista no primeiro turno.
Diferentes pesquisas mostram que a maioria dos votos que a extrema-direita recebeu será direcionada para o atual presidente. Mas em proporção é bem menor do que se podia imaginar seguindo a lógica de que Nicolas Sarkozy é o representante conservador do segundo turno (leia quadro). O que explica isso é que os 6,4 milhões de votos recebidos por Marine foram impulsionados não só por um sentimento de nacionalismo ameaçadoramente próximo à xenofobia, mas também pela atração dos jovens e da classe operária, anteriormente ligada ao comunismo. Favorável ao protecionismo, à reindustrialização, à liberdade monetária e à reconstrução dos serviços públicos, Marine representa uma direita que se confunde com as ideias da velha esquerda ortodoxa. “A divisão desses eleitores é resultado da falência das políticas econômicas do governo Sarkozy e do crescente desconforto na França com a globalização”, disse à ISTOÉ Charles Kupchan, pesquisador do Council on Foreign Relations.
Marine Le Pen não deve se definir por nenhum dos candidatos. Segundo um porta-voz, a Frente Nacional considera que Hollande e Sarkozy têm “programas semelhantes”. Ela deve fazer uma manifestação sobre o segundo turno no dia 1º de Maio – quando tradicionalmente a Frente Nacional faz ato em memória a Joana D’Arc –, mas dificilmente irá abrir voto a alguém. E, com um discurso contra a “política tradicional”, é provável que ela peça o voto em branco. Essa postura de Marine tem ajudado Hollande. Segundo o instituto TNS Sofres/Sopra Group pour iTél, Hollande bate Sarkozy por 55% a 45%.
Desde o agravamento da crise, os governos europeus mais alinhados à esquerda foram punidos pelas urnas. Em Portugal, os socialistas deixaram o poder desgastados no ano passado, quando o nível de desemprego atingiu recorde histórico e o país teve que apelar por resgate financeiro. Na Espanha, o Partido Socialista obteve, também em 2011, os piores resultados eleitorais em 30 anos como efeito da piora da situação econômica. No entanto, se as projeções se confirmarem e François Hollande for eleito, a França mostrará à Europa um caminho distinto.
Fonte: Istoé

Atentado contra comboio da polícia mata 11 na Nigéria

Por Sagran Carvalho.

Nigéria
Atiradores deixaram pelo menos 15 mortos em um ataque no domingo a um teatro universitário que estava sendo usado por fiéis cristãos na cidade de Kano, no norte da Nigéria

A explosão de uma bomba na passagem de um comboio da polícia na cidade de Jalingo, no leste da Nigéria, matou 11 pessoas e feriu pelo menos 22, disseram uma testemunha e uma autoridade à agência inglesa de noticiasReuters, um dia depois de dois ataques terem matado pelo menos 19 pessoas em outras partes do país.
Nenhum grupo asusmiu de imediato a tesponsabilidade pelo atentado, mas as autoridades culparam por vários outros ataques recentes com bombas a seita islamista Boko Haram, que pretende criar um Estado islâmico naNigéria.
Uma onda de atentados e tiroteios nos últimos cinco dias na Nigéria reduziu a esperança de que prisões e morte de membros da Boko Haram em ações militares, nas últimas semanas, tivessem prejudicado sua capacidade de desfechar ataques em larga escala no país, o maior produtor de petróleo da África. ”Pelo menos 11 pessoas foram mortas e 22 feridas perto da sede da polícia estadual de Jalingo às 8h30 (5h30 em Brasília) quando um comissário da polícia se dirigia a seu gabinete”, disse o funcionário da Cruz Vermelha local Ahmed Bello.
- Vi o momento da explosão. Aparentemente o alvo era o comissário da polícia que passava pela área – disse o editor de um jornal local, Ben Adaji, por telefone.
O comissário da polícia, Mamman Sule, afirmou que sua equipe está investigando se ele era o alvo do ataque. Ele confirmou três mortes e afirmou que o pára-brisa de seu carro tinha ficado estilhaçado.
As autoridades nigerianas costumam ser cautelosas na divulgação do número de mortos enquanto as cifras oficiais não são confirmadas com a sede do governo, em Abuja.
Jalingo é a capital do Estado de Taraba, que faz fronteira com Camarões e costuma ser uma região pacífica.
Fonte: Correio do Brasil.

Israel está preocupado com transferência de tecnologias militares de EUA para Brasil

Por Sagran Carvalho.

Israel está preocupado com transferência de tecnologias militares de EUA para Brasil


Os Estados Unidos estão intensificando seus esforços no mercado de armas na América Latina, especialmente no Brasil, e eliminam restrições à transferência de tecnologias. Estes passos levantam preocupações em Israel, sendo que poderia criar grande problemas para indústria de defesa israelita, informa o Israel Defense.
Recentemente todos os ramos da indústria de defesa de Israel têm intencificando sua presença na Ámerica Latina devido à sua grande potencial comercial. Em particular, tal empresas como Elbit Systems e Rafael entraram no mercado e ainda adquiriram várias subsidiárias no Brasil.
Entretanto, uma eliminação de restrições à transferência de tecnologias norte-americanas pode afetar negativamente o negócio dos fabricantes de sistemas de armas israelitas.

Fonte: Voz da Rússia

Coreia do Norte preparada para teste nuclear

Por Sagran Carvalho.




Coreia do Norte preparada para teste nuclear
A Coreia do Norte poderá realizar seu terceiro teste nuclear já esta semana. As autoridades norte-americanas entregaram essas informações ao governo da Coreia do Sul.
A explosão poderá ser realizada no campo de teste no nordeste da Coreia do Norte. Os testes anteriores de 2006 e 2009 também foram realizados lá.

Fonte: Voz da Rússia

Lista de cem mais ricos da Grã-Bretanha tem 2 brasileiros

Por Sagran Carvalho.


A lista anual das maiores fortunas da Grã-Bretanha, publicada neste domingo pelo jornal britânico The Sunday Times, traz dois brasileiros entre os cem moradores mais ricos do país.
DinheiroAntônio Luiz Seabra, de 69 anos, dono da empresa de cosméticos Natura, aparece na 35ª posição da lista, três abaixo da posição do ano passado.
O jornal estima a fortuna de Seabra em 1,8 bilhão de libras (cerca de R$ 5,7 bilhões).
O segundo nome brasileiro na lista dos cem mais ricos do país é o de Lily Safra, viúva do banqueiro Edmond Safra, morto em 1999.
Lily Safra, de 73 anos, caiu oito posições no ranking, da 90ª para a 98ª posição, apesar de um aumento de 14 milhões de libras em sua fortuna, avaliada em 764 milhões (cerca de R$ 2,3 bilhões).
A lista anual do Sunday Times também volta a mostrar neste ano o banqueiro e ex-ator Michel de Carvalho, filho de um brasileiro e uma inglesa, como dono da 11ª maior fortuna do país, em conjunto com sua mulher, Charlene de Carvalho, herdeira da cervejaria holandesa Heineken.
A fortuna do casal é avaliada em 5,5 bilhões de libras (R$ 16,9 bilhões).

Fortunas em alta

O levantamento do Sunday Times neste ano mostra que, apesar da grave crise econômica enfrentada pela Grã-Bretanha, os mil mais ricos do país viram suas fortunas combinadas aumentarem 4,7% em relação ao ano passado.
O total acumulado por eles, de 414 bilhões de libras (R$ 1,3 trilhão), já supera o total de 2008, antes do início da crise econômica mundial.
Ainda assim, o primeiro nome da lista, o indiano Lakshmi Mittal, de 61 anos, viu sua fortuna despencar 27% nos últimos 12 meses, principalmente por causa da queda no valor das ações de sua empresa mineradora, Arcelor-Mittal.
Mittal mantém o posto de homem mais rico da Grã-Bretanha desde 2005. Sua fortuna neste ano foi estimada em 12,7 bilhões de libras (R$ 38,9 bilhões).
Fonte: BBC Brasil

Sudão declara estado de emergência em fronteira e expulsa 12 mil para o Sul

Por Sagran Carvalho.


O governo do Sudão declarou neste domingo estado de emergência na fronteira com o Sudão do Sul e ordenou que 12 mil sul-sudaneses deixem seu território dentro de uma semana.
Porta-voz do Exército do Sudão | Fotro: AFP
Sawarmi Khaled Saad, porta-voz do Exército do Sudão, fala sobre prisão de quatro estrangeiros
As medidas chegam após dias de uma escalada nos conflitos entre os dois países africanos.
O estado de emergência passa a valer nos distritos de fronteira dos Estados de Kordofan do Sul, Nilo Branco e Sennar, indica a agência de notícias estatal Suna.
Em outro desdobramento, o Sudão do Sul anunciou a retirada de suas tropas da região de disputa em Abyei. O país chegou a ocupar as instalações petrolíferas de Heglig por dez dias, mas retrocedeu.
Após uma sangrenta guerra que durou quase 20 anos e matou mais de 1,5 milhão, o Sudão e o Sudão do Sul se separaram no ano passado e desde então vêm mantendo confrontos em torno das fronteiras e dos campos de produção de petróleo, principal fonte de renda das duas nações.
O estado de emergência "dá ao presidente [do Sudão] e a qualquer um dentro de seu mandato o direito" de estabelecer tribunais especiais em parceria com o chefe de Justiça, diz a agência Suna.
Mais cedo, tropas dos dois países mantiveram confrontos na fronteira, informa Andrew Harding, correspondente da BBC que está no local. Ele diz que as forças sul-sudanesas dispararam contra helicópteros do Sudão, o que levou a uma resposta das tropas do Norte.

Expulsão

Mais de 12 mil pessoas de origem sul-sudanesa terão que abandonar suas casas no lado sudanês da fronteira dentro de uma semana, anunciou o governo do Norte neste domingo.
Eles fazem parte de um grupo de uma população estimada em 350 mil que se mudou para o Norte em 2002 em busca de trabalho após um acordo de paz. Segundo os detalhes do acordo havia um prazo para que eles regularizassem sua situação ou deixassem o país.
No sábado, o Sudão prendeu quatro estrangeiros (um sudanês do sul, um sul-africano, um britânico e um norueguês) por terem supostamente entrado de forma ilegal no campo de produção de petróleo de Heglig –região de disputa entre os dois países.
A missão da ONU no Sudão do Sul disse que os quatro eram trabalhadores humanitários envolvidos na retirada de minas terrestres da região e que não estavam nas proximidades das instalações petrolíferas. Um deles trabalha nas Nações Unidas.
Os quatro foram levados à capital sudanesa, Cartum, para investigações. A empresa de um deles diz que os funcionários trabalham na remoção de minas terrestres, possuem imunidade da ONU e estavam em território sul-sudanês.
Fonte: BBC Brasil

A Alemanha e as ditaduras do Cone Sul

Por Sagran Carvalho.

Em entrevista à Deutsche Welle, o jornalista Esteban Cuya, especialista do Centro de Direitos Humanos de Nurembergue, explica a ambivalência da posição da Alemanha diante das ditaduras do Cone Sul.



Esteban Cuya, Coalicion contra la Impunidad, NürnbergDeusche Welle: As relações entre a Alemanha e a América do Sul têm uma história de quase dois séculos e passaram tanto por momentos brilhantes como por outros mais nebulosos. Como se posicionavam os dois Estados alemães, a República Federal da Alemanha (RFA), capitalista, e a República Democrática Alemã (RDA), comunista, diante dos golpes de Estado que ocorreram entre 1954 e 1976?
Esteban Cuya: Em relação à ditadura militar que tomou o poder na Argentina a partir de março de 1976, a relação da Alemanha Ocidental com ela foi de uma simpatia explícita, considerando-a um aliado na defesa da sociedade ocidental e cristã, capitalista, frente à ameaça da União Soviética, comunista.
Paradoxalmente, a Alemanha Oriental não diferiu da Alemanha Ocidental em sua relação com a ditadura militar Argentina. Aqui predominou a lógica dos jogos de poder em um mundo bipolar. Quando o então presidente dos EUA, Jimmy Carter, decretou em 1977 um embargo de armas contra a ditadura Argentina, criticando-a duramente, a Argentina encontrou apoio na União Soviética, que não demorou a se alinhar ao seu lado. Era a lógica "o inimigo do meu inimigo é meu amigo". A União Soviética muitas vezes impediu sanções da ONU contra a Argentina por suas violações sistemáticas dos direitos humanos.
Entre as 30 mil vítimas da Guerra Suja na Argentina também se encontrava uma centena de cidadãos alemães e de origem alemã. Tanto EUA quanto outros países europeus exerceram uma maciça pressão diplomática para salvar a muitos de seus cidadãos que foram vítimas da repressão na Argentina. Qual foi a reação da RFA durante o governo de coalizão entre social-democratas e liberais naquele momento?
São conhecidos casos de cidadãos italianos, irlandeses e britânicos que foram resgatados das prisões dos militares argentinos entre 1976 e 1983, graças a intervenções rápidas e enérgicas de seus governos.
Lamentavelmente, as autoridades da Alemanha Ocidental não assumiram uma posição clara de defesa de seus cidadãos frente às arbitrariedades e violações dos direitos humanos por parte da ditadura militar argentina.
É lamentável que o embaixador alemão Hansjörg Kastl, depois dos milhares de casos de desaparecimentos na Argentina difundidos pela Anistia Internacional, continuasse proclamando em 1977 que era "um prazer" representar a Alemanha naquele país. Kastl jogava tênis na residência do embaixador alemão em Buenos Aires com o almirante Emilio Massera, um membro da junta de governo, que semanas antes do golpe de Estado de 24 de março de 1976 havia confidenciado a Kastl a determinação das Forças Armadas de interromper o processo democrático e tomar o poder pela força.
Que interesses econômicos a Alemanha tinha na Argentina nos anos 1970?
Em Buenos Aires, havia uma simpatia explícita dos diplomatas alemães pela ditadura militar argentina, e em Bonn também. Eram os anos da Guerra Fria e a Argentina fazia parte do bloco de países que impulsionava um modelo econômico neoliberal, que interessava muito à Alemanha Ocidental. Quando vemos as informações de vendas de armas por parte de empresas alemãs à Argentina entre 1976 e 1983 e as comparamos com os anos anteriores, verificamos um crescimento muito grande nessa cifra. Thyssen vendeu submarinos à ditadura argentina, enquanto a KWU, da Siemens, construiu as centrais atômicas Atucha I e Atucha II, na província de Buenos Aires.
Empresas como Mercedes Benz venderam caminhões de transporte de tropas aos militares argentinos, enquanto outras firmas alemãs se beneficiaram da febre modernizante da ditadura, levando parte do lucro obtido no período do mundial de futebol de 1978. Bem lembrou o professor Ernst Käsemann: "o governo alemão se interessa mais em vender carros Mercedes Benz do que salvar vidas humanas." [Nota da redação: a filha de Käsemann, a socióloga alemã Elisabeth Käsemann, foi sequestrada por militares argentinos em 1977, torturada e possivelmente executada.]
Com o Chile também existiam relações comerciais: nos anos 70, foram realizados vários negócios de armamento. O político social-cristão Franz Joseph Strauss, da Baviera, em uma viagem ao Chile em 1974, elogiou publicamente a política econômica do regime de Augusto Pinochet e visitou o enclave alemão Colonia Dignidad, que serviu de centro de torturas à polícia secreta. Qual foi a posição oficial da Alemanha Ocidental diante da ditadura chilena?
A posição não variava em comparação com a ditadura militar argentina. Também quanto ao Chile, o discurso era que Pinochet havia tomado o poder para impedir que o comunismo se estendesse por toda a América do Sul e que, dessa forma, os países capitalistas ocidentais perdessem seus aliados. Havia uma simpatia franca com a ditadura de Pinochet, pois se achava que poderia ser perigoso permitir que o modelo implantado no Chile por Salvador Allende avançasse.
Há documentação, por exemplo, de jovens colonos que fugiram da Colonia Dignidad e que buscaram apoio na Embaixada da Alemanha em Santiago do Chile. Em vez de prestarem a ajuda necessária, os diplomatas alemães os devolviam à Colonia Dignidad, onde, naturalmente, mais sessões de torturas os esperavam. E falo de casos de jovens alemães que eram colonos no dito lugar conhecido como Colonia Dignidad.
Devemos deixar claro que a política da Alemanha Ocidental em relação à ditadura militar argentina não era diferente da adotada pela Alemanha Oriental. Neste caso, os políticos da Alemanha Oriental seguiam as ordens da União Soviética.
Quando os EUA se declararam em conflito com a Argentina e tiraram todo apoio à ditadura militar, a União Soviética bloqueou qualquer condenação da ditadura militar argentina dentro das Nações Unidas. A Alemanha Oriental seguiu esta linha imposta por Moscou de não condenar a ditadura militar argentina por suas violações dos direitos humanos. A Argentina vendia trigo à União Soviética. A posição da Alemanha Oriental, portanto, não diferia muito da posição de simpatia explícita por parte da Alemanha Ocidental.
Ao mesmo tempo, ambos os estados alemães receberam milhares de exilados políticos. Em que medida a presença dos exilados sul-americanos, suas atividades políticas e suas reivindicações foram percebidas pela opinião pública na Alemanha e influiram sobre ela?
A Alemanha Federal aceitou receber exilados chilenos e argentinos, após exaustivas e muito lentas investigações acerca da periculosidade dos solicitantes de asilo. As embaixadas de outros países, como Itália, Reino Unido, Espanha, eram mais ágeis, aceleravam as decisões para abreviar a tortura e a incerteza por que passavam os presos políticos que podiam trocar a prisão pelo exílio.
A Alemanha Oriental foi, neste aspecto, mais pragmática e solidária para aceitar como exilados políticos os perseguidos chilenos, de orientação socialista e comunista. Mas lá os exilados chilenos tinham menos liberdade do que na Alemanha Ocidental.
Foram os melhores embaixadores de seus povos para transmitir a sua dor, seu sofrimento e suas esperanças de solidariedade internacional. Não era fácil, tanto em um como em outro lado da Alemanha, para os exilados latino-americanos se adaptarem à vida no país. Especialmente a Igreja Evangélica Luterana na Alemanha Ocidental concedia bolsas para ajudar a centenas de exilados políticos latino-americanos com as quais eles puderam estudar e financiar uma parte de suas vidas. Mas a liberdade de circular era muito restrita.
Argentina, Chile, Brasil e Paraguai são países que serviram de refúgio para ex-nazistas que fugiram da Alemanha após o fim da Segunda Guerra Mundial. É possível se estabelecer alguma relação entre estas circunstâncias e o fato de que a Alemanha se calou em relação a muitas violações dos direitos humanos durante as ditaduras no Cone Sul?
Há uma relação bastante efetiva nesse sentido. O fato de que muitos nazistas conhecidos se estabeleceram na América do Sul determinou justamente que as investigações realizadas em um ou outro país não fossem adiante. É o caso de Adolf Eichmann, Klaus Barbie e Josef Mengele, para citar apenas os mais conhecidos.
Eichmann trabalhava para uma subsidiária da Mercedes Benz na Argentina. Barbie tinha portas abertas junto aos presidentes da Argentina, Paraguai e Brasil. Refiro-me aos anos 50 até a década de 80. Há evidências de que os nazistas conhecidos eram muito ativos na Bolívia, Paraguai e Brasil. Esses nazistas de alto escalão eram representantes, em alguns casos, de interesses de empresas alemãs, e graças aos seus contatos de alto nível nos governos, podiam obter contratos para empresas alemãs.
Em 1978, durante a Copa do Mundo na Argentina, Hans-Ulrich Rudel, um aviador nazista condecorado por Hitler, estava trabalhando como assessor do presidente da Argentina e também para o Ministério da Aeronáutica da Argentina. Quando a equipe da Alemanha chegou ao país, ela pôde usar o campo de recreação da Força Aérea da Argentina, onde permaneceu.
Hoje, sabemos dos chamados "voos da morte", em que aviões da Força Aérea e das forças navais da Argentina foram usados ​​para transportar milhares de inocentes, presos acusados ​​de violência e pessoas "desaparecidas” para serem jogados no Rio de la Plata ou no mar. A equipe nacional da Alemanha foi claramente usada por pessoas próximas do regime militar para lavar a imagem.
A partir de que momento se pode falar de uma mudança na atitude da Alemanha em relação às ditaduras, de uma condenação aberta de violações dos direitos humanos?
É difícil encontrar uma posição clara de condenação durante os anos 70 e 80 da Alemanha Ocidental em relação à ditadura na Argentina. Em uma série de decisões no âmbito da ONU, a Alemanha se absteve devido à sua simpatia pela ditadura. Mas quando ocorre a Guerra das Malvinas, em 1982, a decisão já não era por países isolados, mas por acordos feitos em nível europeu.
Então, os países da UE votavam em bloco e, portanto, se o Reino Unido estava sendo agredido pela Argentina, os outros países europeus tinham que apoiar Londres. Isso determinou que a Alemanha Ocidental também se pusesse ao lado do Reino Unido e contra a ditadura militar na Argentina.
Mas a crítica aberta, um claro distanciamento da ditadura argentina só ocorreu mais tarde, com a ascensão do Partido Verde e seu líder, Joschka Fischer, ao governo em 1998. Até essa data, militares da Argentina continuavam recebendo a formação e instrução na Alemanha.
Continuava a venda de armas para a Argentina. Mas apenas com os Verdes se levou a sério as reivindicações das mães dos desaparecidos de origem alemã na Argentina e começou-se a rever essa política. Não só pela presença dos Verdes no governo, mas também por uma série de cláusulas que envolvem países europeus e que estabelecem que a ajuda ao desenvolvimento ou a concessão de empréstimos não podem ser liberadas sem se avaliar a situação dos direitos humanos no país destinatário.
Foram, portanto, diversos fatores que determinaram uma crítica mais aberta à política negativa de direitos humanos implementada pela ditadura militar na Argentina.
Que papel o Centro de Direitos Humanos de Nurembergue desempenhou neste contexto?
A partir de 1989, desenvolvemos um trabalho de sensibilização da opinião pública e um trabalho de pesquisa para revelar os mecanismos de impunidade que estavam imperando na América Latina. Foi elaborado um estudo sobre a Operação Condor, que foi difundido na América Latina e ajudou nos processos contra o general Pinochet no Chile, contra o general Videla e contra outros membros da ditadura na Argentina e no Paraguai.
Em 1998, foi criada a "Coligação contra a Impunidade na Argentina", com o apoio de 15 organismos humanitários e de direitos humanos da Alemanha. Ela impulsiona processos contra a ditadura na Argentina e no Chile e realiza seu trabalho com muito sucesso. Conseguiu que a Justiça alemã tenha emitido por um lado ordens de captura internacional e, posteriormente, também pedidos de extradição do general Videla, do general Mason e do almirante Massera.
Esta decisão da Justiça alemã incentivou a luta contra a impunidade na Argentina e determinou o fim da impunidade por crimes cometidos entre 1976 e 1983, de modo que agora não só os responsáveis pelos roubos de crianças ou os culpados por certos crimes possam ser julgados na Argentina. A partir do ano 2005, com a revogação das leis de impunidade, graças, entre outros, à pressão da Alemanha, agora, todos os familiares das vítimas podem apresentar suas denúncias.
Existem atualmente mais de 800 militares argentinos presos por crimes de direitos humanos. A luta das mães dos desaparecidos, a luta dos filhos dos desaparecidos, as Avós da Praça de Maio entre outros, em conjunto com os organismos de apoio na Europa, conseguiram colocar um fim à impunidade e, por isso, é que hoje é possível investigar estes crimes. A Coalizão contra a Impunidade tem desempenhado um papel muito importante.
Quais são as tarefas ainda pendentes?
Estou satisfeito em saber que o governo brasileiro emitiu uma lei para criar uma comissão da verdade e completar essa dívida que tinha de ser paga às famílias das vítimas da ditadura brasileira. O Brasil está dando um passo muito importante para superar criticamente o seu passado com esta comissão da verdade, e é o meu maior desejo que ela tenha muito sucesso para alcançar a verdade e a justiça, concluir as reformas institucionais e conseguir garantir às vítimas que esses crimes de direitos humanos não sejam repetidos.
Entrevista: Mirjam Gehrke (md)
Revisão: Carlos Albuquerque
Fonte: DW