Por Sagran Carvalho.
Em recente entrevista do presidente da Embrapa Pedro Arraes à Agência Brasil no último dia 20, foram expostas algumas informações sobre o fracasso dos programas de biodiesel implementados pelo governo.
Segundo ele, não houve nenhuma avaliação técnica e nem de viabilidade econômica na implantação do programa. Arraes diz também que, não houve nenhum estudo econômico, de sustentabilidade social. Na verdade, o programa era apenas político, como deixa transparecer em suas palavras: " A velocidade da política nem sempre é a da técnica."
Ou seja, enquanto propaganda oficial, alcançou os objetivos programados, sendo explorados de forma política pelos governos Federal, Estadual e Municipal, enquanto os produtores tiveram enormes prejuízos, já que apoio de fato não houve.
Arraes, ao falar sobre a mamona, disse que os produtores não foram capacitados a como tirar a toxidade da planta. "Falaram assim: você planta mamona que vai produzir. Não se combinou com os maiores atores, que são os pequenos produtores. As vezes, essas políticas vem de cima, como se tudo tivesse resolvido, e não está."
Quanto ao pinhão-manso, planta silvestre que segundo alguns seria a salvação do Brasil, o presidente da Embrapa afirmou que houve produtor que plantou cerca de dois mil hectares, que hoje estão abandonados. Não houve nenhum trabalho efetivo sobre a qualidade do óleo ou a maturação da planta, que é totalmente desuniforme, criando enormes dificuldades na colheita.
Este é o resumo do programa do biodiesel federal, e lembro: são informações de um presidente de estatal, publicadas na imprensa oficial.
Oportunidade Perdida.
Novamente, na nossa história vemos boas oportunidades serem desperdiçadas por total falta de compromisso político para com a sociedade.
O biodiesel poderia se transformar na redenção financeira de grande parte dos pequenos produtores, princialmente na Região Nordeste, onde as mazelas nacionais são mais acentuadas. Para isto, bastaria uma política real de incentivos, de capacitação e mercadológicos, nos moldes do Pró-Álcool através de políticas de mistura ao diesel tradicional de forma crescente e consistente e garantia de preços mínimos no inicio do processo, para que se criasse um mercado consumidor, e se necessário, até criando subsídios financeiros para implantação de usinas para processar a matéria prima.
Não são soluções fáceis e agradáveis, mas com um retorno muito maior para a sociedade, do que a simples distribuição indiscriminada de todas as formas de bolsas, que hoje mantém a população mais carente presa ao curral populista e anacrônico, mas que garantem os votos necessários para a manutenção do atual estado de coisas.
Este é um círculo vicioso que em algum momento terá que ser quebrado, caso desejemos que haja realmente uma mudança para melhor em nossa sociedade. E disponibilizar meios para isto, é investir num futuro mais digno à população. Não é gasto!
Quando nossas autoridades passarão realmente a se preocupar com programas de longo prazo, passando a apoiar políticas de Estado ao invés da partidária?
E quando nossa população passará a valorizar mais o trabalho do que o assistencialismo?
Não sei a resposta, mas acredito que a boa educação pode ser a saída para grande parte destes males.
No aguardo do primeiro passo....quem se dispõe?
Com informações da Agência Brasil.
Segundo ele, não houve nenhuma avaliação técnica e nem de viabilidade econômica na implantação do programa. Arraes diz também que, não houve nenhum estudo econômico, de sustentabilidade social. Na verdade, o programa era apenas político, como deixa transparecer em suas palavras: " A velocidade da política nem sempre é a da técnica."
Ou seja, enquanto propaganda oficial, alcançou os objetivos programados, sendo explorados de forma política pelos governos Federal, Estadual e Municipal, enquanto os produtores tiveram enormes prejuízos, já que apoio de fato não houve.
Arraes, ao falar sobre a mamona, disse que os produtores não foram capacitados a como tirar a toxidade da planta. "Falaram assim: você planta mamona que vai produzir. Não se combinou com os maiores atores, que são os pequenos produtores. As vezes, essas políticas vem de cima, como se tudo tivesse resolvido, e não está."
Quanto ao pinhão-manso, planta silvestre que segundo alguns seria a salvação do Brasil, o presidente da Embrapa afirmou que houve produtor que plantou cerca de dois mil hectares, que hoje estão abandonados. Não houve nenhum trabalho efetivo sobre a qualidade do óleo ou a maturação da planta, que é totalmente desuniforme, criando enormes dificuldades na colheita.
Este é o resumo do programa do biodiesel federal, e lembro: são informações de um presidente de estatal, publicadas na imprensa oficial.
Oportunidade Perdida.
Novamente, na nossa história vemos boas oportunidades serem desperdiçadas por total falta de compromisso político para com a sociedade.
O biodiesel poderia se transformar na redenção financeira de grande parte dos pequenos produtores, princialmente na Região Nordeste, onde as mazelas nacionais são mais acentuadas. Para isto, bastaria uma política real de incentivos, de capacitação e mercadológicos, nos moldes do Pró-Álcool através de políticas de mistura ao diesel tradicional de forma crescente e consistente e garantia de preços mínimos no inicio do processo, para que se criasse um mercado consumidor, e se necessário, até criando subsídios financeiros para implantação de usinas para processar a matéria prima.
Não são soluções fáceis e agradáveis, mas com um retorno muito maior para a sociedade, do que a simples distribuição indiscriminada de todas as formas de bolsas, que hoje mantém a população mais carente presa ao curral populista e anacrônico, mas que garantem os votos necessários para a manutenção do atual estado de coisas.
Este é um círculo vicioso que em algum momento terá que ser quebrado, caso desejemos que haja realmente uma mudança para melhor em nossa sociedade. E disponibilizar meios para isto, é investir num futuro mais digno à população. Não é gasto!
Quando nossas autoridades passarão realmente a se preocupar com programas de longo prazo, passando a apoiar políticas de Estado ao invés da partidária?
E quando nossa população passará a valorizar mais o trabalho do que o assistencialismo?
Não sei a resposta, mas acredito que a boa educação pode ser a saída para grande parte destes males.
No aguardo do primeiro passo....quem se dispõe?
Com informações da Agência Brasil.
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