quarta-feira, 20 de junho de 2012

Por Sagran Carvalho


No centro de uma galáxia 4 bilhões de anos-luz da Terra, algo de extraordinário está acontecendo. Esta galáxia, conhecida como CID-42, contém um buraco negro supermassivo. Este fato em si não é tão incomum. A diferença na CID-42 é que este buraco negro foi expulso da sua galáxia anfitriã em vários milhões de quilômetros por hora.

O que levou à expulsão do buraco negro? Os astrônomos acreditam que no passado CID-42 e colidiu com outra galáxia. Quando isso acontece, os dois negros buracos centrais entraram em choque e se fundiram. O novo buraco negro recebeu um forte impulso a partir de ondas gravitacionais, um fenômeno previsto por Einstein, mas nunca detectadas diretamente.

Os astrónomos há muito estudada a CID-42, que levou os novos dados de alta resolução da câmera de Chandra para identificar para identificar exatamente de onde vieram os raios X, que ajudaram a esclarecer o que estava acontecendo nesta galáxia.

Por Sagran Carvalho.


Seqüência começa com uma ampliação de visão da Via Láctea a convergir para uma região de formação de estrelas na constelação do Escorpião. Ele revela uma curiosa paisagem de muitas estrelas, gás quente e poeira.

A alargada termina imagem muito mais detalhada de uma área espetacular deste aglomerado estelar NGC 6357 incubadora.

Forças Especiais na Rio + 20

Por Sagran Carvalho.

Assista aqui ao treinamento das Forças Especiais da FAB que fazem a segurança dos aeroportos do Rio de Janeiro durante a Rio + 20.
Portal FAB.

EXÉRCITO BRASILEIRO CONCLUI AS OBRAS DO EIXO NORTE DO PROJETO DE INTEGRACAO DO RIO SÃO FRANCISCO

Por Sagran Carvalho.


No próximo dia 20 de junho, no município de Cabrobó, no estado de Pernambuco, o Exército Brasileiro realizará uma solenidade referente ao encerramento das obras do Lote 1-Trecho 1 do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), na região do semiárido nordestino, que engloba os estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
O trabalho foi realizado pelo 2º Batalhão deEngenharia de Construção, sediado em Teresina-PI, subordinado ao 1º Grupamento de Engenharia de Construção.
Esse apoio se concretizou com a conclusão do canal de aproximação do Rio São Francisco, com uma extensão de 2080 metros, desde a captação no rio até a montante da estação EB-01.
Caracterizou-se, também, pela construçãoda barragem de Tucutu, com uma extensão total de1.790 metros e altura de 22 metros.
As referidas obras, que iniciaram em maio de 2007, foram realizadas em cumprimento aoTermo de Cooperação estabelecido entre oExército Brasileiro, por intermédio do Departamento de Engenharia e Construção, e oMinistério da Integração Nacional.
O Projeto de Integração do São Francisco, quando concluído, atenderá, aproximadamente, 390 municípios.
A solenidade contará com a presença deautoridades civis e militares.


CCOMSEx

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Feriadão

Amigos,

Neste feriadão o blog dá um tempo. Vou dar uma curtida na esposa e uma relaxada, ninguém é de ferro afinal.
É claro, que se ocorrer algo, como o início da Quarta Guerra Mundial, darei um jeito de aparecer por aqui e divulgar para vocês.
Um abraço a todos e um bom feriado.
Sagran Carvalho.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

PESQUISA da Diretoria de Civis, Inativos, Pensionistas e Assistência Social

Por Sagran Carvalho.

Assista neste vídeo informativo sobre a pesquisa da Diretoria de Civis, Inativos, Pensionistas e Assistência Social
CCSE

Asteroid Vesta's Coat of Many Colors

Por Sagran Carvalho

JPLNews NASA

Aurora Australis over Indian Ocean

Por Sagran Carvalho.



NASA

Forças Armadas e ONU assumem o Riocentro, sede da conferência Rio+20

Por Sagran Carvalho.



Rio de Janeiro e Brasília, 05/06/2012 - O território que compreende o Riocentro, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, transformou-se no perímetro da Organização das Nações Unidas (ONU).

Durante os próximos 25 dias, o local será o centro da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

A entrega do local à ONU aconteceu nesta terça-feira, durante cerimônia ocorrida no centro de convenções, no Rio, e no Palácio do Planalto, em Brasília, e transmitida ao vivo pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Com a medida, os pavilhões internos passam a ser controlados pela segurança da ONU e por 1,2 mil militares da 4ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Juiz de Fora (MG) e deslocada para a capital fluminense especialmente para o evento.

A cerimônia marcou também as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente. Na mesma oportunidade, a presidenta Dilma Rousseff esteve à frente de solenidade que marcou o início da Rio+20. Na companhia do vice-presidente Michel Temer, da presidenta interina da Câmara dos Deputados, Rose de Freitas, de ministros e ambientalistas, todos instalados no Salão Nobre do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff pôde acompanhar o hasteamento das bandeiras do Brasil, da ONU e da conferência, no Riocentro.

Segurança da Rio+20

Enquanto isso, o reforço da segurança na parte externa do Riocentro ficará a cargo da Brigada Paraquedista, que contará com o apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal. O general Otávio Santana do Rêgo Barros, comandante da 4ª Brigada, informou que os cinco pavilhões passaram por vistoria, inclusive com o objetivo de detectar material explosivo. Isso para que os cerca de 30 mil delegados que participarão da Rio+20 circulem com segurança pelos locais.

altAs tropas começaram a mobilização no fim de semana, quando os militares da 4ª Brigada iniciaram a ocupação do Riocentro. A manobra oficial, no entanto, se dá a partir do instante em que as Nações Unidas ocupam o Riocentro.

As principais reuniões serão realizadas a partir do dia 13 de junho, no âmbito do comitê preparatório. Entre 16 e 19 de junho acontecem os “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”. A programação será encerrada entre os dias 20 e 22 de junho, com a participação de cerca de 120 chefes de Governo e Estado.

A segurança das autoridades e o patrulhamento numa região de 50 quilômetros do Rio de Janeiro está sob responsabilidade do Ministério da Defesa, sob a coordenação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A parte operacional ficará a cargo do Comando Militar do Leste (CML), com apoio da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB).

O patrulhamento fluvial e marítimo está sob a responsabilidade da Marinha, a área territorial fica por conta do Exército e o controle do tráfego aéreo pela FAB. Nesse período que antecede a Rio+20, os treinamentos são intensificados. Ontem (04), na Base Aérea de Santa Cruz, pilotos do 1º Grupo de Caça participaram de manobras com vista à segurança do tráfego aéreo.

Para o comandante do 1º Grupo de Caça, tenente coronel Marco Antonio Fazio, a equipe está devidamente preparada para entrar em ação. De acordo com Fazio, entre os dias 18 e 23 de junho, o espaço aéreo no Riocentro somente dará acesso às aeronaves autorizadas pelo centro de controle de voo.

“As áreas estão definidas. Entre 2 e 7 milhas do Riocentro nenhuma aeronave poderá circular. Isso porque teremos deslocamentos de chefes de Estado e de Governo”, contou. O Grupo de Caça terá aviões F-5 M – de alta performance – e Super Tucano, de baixa performance. As aeronaves virão da Base Aérea de Boa Vista, Roraima. O grupo empregará também caças AMX e aviões radares.

altPreparativos finais  

As autoridades militares acreditam que os mecanismos de segurança começarão a ser ampliados a partir da próxima semana, quando se iniciam os eventos ligados à Rio+20. Além do encontro no Riocentro, haverá a Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, bem como atividades paralelas no Parque dos Atletas e na Arena HSBC – ambas ficam localizadas nas proximidades do pavilhão de exposições.

Paralelamente, operários trabalham para que a estrutura esteja montada até o fim desta semana. Hoje, no Riocentro, funcionários efetuavam alguns ajustes nos estandes e no setor de credenciamento. O auditório situado no Pavilhão 5, onde acontecerão as reuniões dos chefes de Estado e de Governo, passa pelos retoques finais.

O mesmo ocorre na área de credenciamento e na entrada principal do Pavilhão 1, a entrada principal das delegações. Nesse instante, os detectores de metal estão sendo ativados e o piso do local recebe revestimento de carpete.


Ministério da Defesa.

Localizado na Colômbia cemitério clandestino que pode pertencer às Farc

Por Sagran Carvalho.

Renata Giraldi



Brasília - O Exército da Colômbia identificou ontem (5) à noite um cemitério clandestino no Sul do país, em Caquetá. Para o governo do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, os corpos enterrados no local eram de vítimas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O general Alejandro Navas, que comandou a operação, disse que os corpos pertencem a guerrilheiros, soldados e civis.
Peritos do Ministério Público da Colômbia trabalham na região de Cartagena del Chairá, em Caquetá, na busca dos corpos e no encaminhamento para identificação. Para Alejandro Navas, é possível que no cemitério clandestino existam mais valas com restos mortais.
As Farc atuam na Colômbia desde os anos 1960, gerando um ambiente de disputa política e de espaço com o governo.Na sua divisão interna, a guerrilha mantém unidades em regiões estratégicas da Colômbia, montando blocos, frentes, colunas, companhias e pelotões.
A polêmica mais recente envolvendo as Farc foi a captura, por mais de 30 dias, do jornalista francês Roméo Langlois. O francês foi libertado sob cobrança das autoridades da França e da Colômbia.  
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto 

AB.

Escândalo na Rússia após aprovação de lei que reprime protestos

Por Sagran Carvalho.



A adoção nesta quarta-feira de uma lei que instaura multas consideráveis para castigar participantes e organizadores de atos de protesto em casos de distúrbios desencadeou um escândalo na Rússia, onde a oposição denunciou um aumento da repressão do governo de Vladimir Putin.
O Conselho da Federação (câmara alta do Parlamento russo) aprovou esta lei por 132 votos a favor, um contra e uma abstenção.
A Duma (câmara baixa do Parlamento russo) havia adotado na noite de terça-feira em segunda e terceira leitura esta lei, proposta pelo partido no poder Rússia Unida, após uma sessão que durou mais de onze horas devido a uma obstrução sem precedentes dos partidos opositores, Rússia Justa (centro esquerda) e dos comunistas.
A oposição parlamentar, segundo a qual esta lei é uma flagrante violação da Constituição russa e uma violação da liberdade de protesto, havia apresentado centenas de emendas, e exigiu que fossem discutidas uma a uma para adiar sua análise pelo maior tempo possível.
Este texto prevê fortes multas para os participantes e organizadores de comícios não autorizados ou em casos de distúrbios de ordem pública durante manifestações que tenham obtido a aprovação das autoridades.
Também prevê multas que chegam a 300 mil rublos (7.300 euros, 9.000 dólares) para as pessoas físicas, a 600.000 rublos (14.500 euros, 18.900 dólares) para as autoridades, e a um milhão de rublos (mais de 25.000 euros, 32.100 dólares) para as pessoas jurídicas.
"Esta é uma norma arbitrária e estou certo de que a sociedade a rejeitará", declarou o último líder soviético, Mikhail Gorbachev, à agência de notícias Interfax. No entanto, os meios de comunicação oficiais alegaram que as multas são equivalentes às que regem em outros países.
O governista Rússia Unida, que concebeu este texto, queria que fosse adotado antes da próxima grande manifestação opositora, prevista para 12 de junho.
Esta impaciência preocupou inclusive os senadores.
A adoção nesta quarta-feira de uma lei que instaura multas consideráveis para castigar participantes e organizadores de atos de protesto em casos de distúrbios desencadeou um escândalo na Rússia, onde a oposição denunciou um aumento da repressão do governo de Vladimir Putin.
"Nem sequer tivemos nas mãos o texto desta lei. Por que tanta precipitação?", perguntou a senadora Liudmila Narusova, viúva do ex-prefeito de São Petersburgo, apresentado por Putin como seu mentor, e cuja filha Xenia Sobchak é uma figura do movimento contestatório.
Na Duma, os deputados do Rússia Justa anunciaram sua intenção de apresentar um recurso perante a Corte Constitucional.
O presidente do Conselho Consultivo dos Direitos Humanos perante o presidente russo, Mikhail Fedotov, indicou que pedirá a Putin que vete este texto.
No entanto, o porta-voz do chefe de Estado, Dimitri Peskov, destacou que Putin só vetará esta lei se estiver "em contradição com as práticas aceitas de forma universal e aplicadas em outros países".
Putin, reeleito para um terceiro mandato presidencial depois dos cumpridos de 2000 a 2008 e de uma pausa de quatro anos como primeiro-ministro, enfrenta uma contestação sem precedentes desde que chegou ao poder.


AFP.

Irã acusa potências de perder tempo nas negociações nucleares

Por Sagran Carvalho.


O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, acusou nesta quarta-feira as grandes potências mundiais de "procurar desculpas para perder tempo" nas negociações sobre o controverso programa nuclear iraniano.
"O Irã está pronto para realizar negociações com Moscou, e até mesmo com Pequim, e fez boas propostas", disse Ahmadinejad na capital chinesa, referindo-se às reuniões previstas para o fim deste mês em Moscou e às alegações de Teerã de que o Grupo 5+1 está dificultando as negociações.
"Mas levando em conta que, após a reunião em Bagdá (de 23 de 24 de maio) e em virtude do acordo concluído, nossos esforços para organizar uma reunião entre o assessor de (Catherine) Ashton e o assessor (do negociador nuclear iraniano, Said Jalili) não foram bem-sucedidos, consideramos que o Ocidente está procurando desculpas para perder tempo".
Seus comentários foram divulgados no site do governo.
O grupo 5+1 é formado pelos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Estados Unidos), além da Alemanha.
Ashton está atuando como sua representante.

AFP.

Unesp lança biblioteca digital

Por Sagran Carvalho.



Agência FAPESP – A Universidade Estadual Paulista (Unesp) acaba de lançar sua Biblioteca Digital, que reúne livros, periódicos e outros materiais pertencentes ao sistema de bibliotecas e aos centros de documentação da instituição.
De acordo com a Unesp, graças a parcerias com a Biblioteca Nacional, o Arquivo Público do Estado de São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade, foi possível também reproduzir parte do acervo dessas instituições.
A Biblioteca Digital da Unesp está dividida em quatro grandes núcleos: “Hemeroteca”, “Livros”, “História de São Paulo” e “Artes Visuais”. As obras foram agrupadas conforme o assunto e relevância, formando diferentes coleções. Há arquivos sobre “A Linguagem Matemática”, “Entomologia”, “Filósofos” e “Polêmicas Oitocentistas”, entre outras.
A “Hemeroteca” reúne publicações periódicas, sendo possível pesquisar por título ou por palavras. O núcleo “Livros” traz obras selecionadas dos acervos das bibliotecas da Unesp e de suas coleções especiais.
Já o núcleo sobre “História de São Paulo” dá acesso a documentos importantes para a reconstrução da trajetória paulista. Ele é inaugurado com a coleção “Documentos Interessantes para a história e costumes de São Paulo”, publicada pelo Arquivo do Estado de São Paulo.
“Artes Visuais” divulga imagens digitais de obras de arte públicas – arquitetura, escultura, pintura – para uso didático, sem fins lucrativos. As imagens em alta definição podem contribuir tanto para pesquisadores como para professores em todos os níveis, com o uso em conteúdos programáticos da história da arte.
Mais informações: http://unesp.br/bibliotecadigital

MAPLE FLAG - Comandante canadense fala da participação brasileira no exercício

Por Sagran Carvalho.

O Coronel Patrice Laroche, comandante da Base Aérea de Cold Lake, elogiou a participação brasileira no exercício Maple Flag, realizado pela Real Força Aérea Canadense em Cold Lake, Canadá.
Portal FAB.

1944: Dia D da ofensiva contra a Alemanha no Canal da Mancha

Por Sagran Carvalho.


O dia 6 de junho de 1944 entrou para a história como o Dia D. Neste dia, os aliados ocidentais iniciaram a ofensiva contra as tropas alemãs no Canal da Mancha.
Soldados americanos, pouco antes do desembarque
Durante anos, a decisão por uma grande ofensiva sobre o Canal da Mancha foi motivo de fortes controvérsias entre os aliados ocidentais. Inicialmente, não houve consenso quanto à proposta da União Soviética de abrir uma segunda frente de batalha na Europa Ocidental, a fim de conter as perdas russas nos violentos combates contra as Forças Armadas alemãs.
Somente no final de 1943, decidiu-se em Teerã planejar para a primavera europeia seguinte a chamada Operação Overlord – a maior operação aeronaval da história militar.
Nos meses seguintes, mais de três milhões de soldados norte-americanos, britânicos e canadenses concentraram-se no sul da Inglaterra para atacar os alemães na costa norte da França. Além disso, dez mil aviões, sete mil navios e centenas de tanques anfíbios e outros veículos especiais de guerra foram preparados para a operação.
Operação anunciada pelo rádio
A 6 de junho de 1944, foi anunciada pelo rádio a chegada do Dia D - o Dia da Decisão. A operação ainda havia sido adiada por 24 horas, devido ao mau tempo no Canal da Mancha e, por pouco, não fora suspensa.
Antes do amanhecer, pára-quedistas e caças aéreos já haviam bombardeado trincheiras alemãs e destruído vias de comunicação. Uma frota de aproximadamente 6.500 navios militares atracou num trecho de cerca de 100 quilômetros nas praias da Normandia, no noroeste da França.
Cemitério das vítimas norte-americanas em Colleville, na Normandia
Ao final do primeiro dia da invasão, mais de 150 mil soldados e centenas de tanques haviam alcançado o continente europeu. Graças à supremacia aérea dos aliados, foi possível romper a temível "barreira naval" de Hitler e estabelecer as primeiras cabeceiras de pontes. As perdas humanas – 12 mil mortos e feridos – foram menores do que o esperado, visto que o comando militar alemão fora surpreendido pelo ataque.
Alemães esperavam adiamento da operação
Os nazistas previam uma invasão, mas não sabiam onde ela ocorreria. Também não chegaram a um consenso sobre a melhor maneira de enfrentá-la. Por causa do mau tempo, eles esperavam que a operação fosse adiada para o verão europeu. Em função de manobras simuladas pelos aliados, Hitler concentrara o 15º Exército na parte mais estreita do Canal da Mancha, onde previa ser atacado.
As demais tropas alemãs permaneceram no interior do país, em vez de serem estacionadas na costa, como havia pedido inutilmente o marechal-de-campo Erwin Rommel. Graças a esses erros estratégicos, os aliados escaparam de uma violenta contraofensiva alemã.
Apesar disso, o avanço das tropas aliadas enfrentou forte resistência. A cidade de Caen, que os ingleses pretendiam libertar já no dia do desembarque, só foi entregue pelos alemães no dia 9 de junho, quase toda destruída. As defesas nazistas no interior da França só foram rompidas a 1º de agosto, uma semana depois do previsto.
O Dia D, comandado pelo general Dwight D. Eisenhower, foi o ataque estratégico que daria o golpe mortal nas forças nazistas. "Esse desembarque faz parte de um plano coordenado pelas Nações Unidas – em cooperação com os grandes aliados russos – para libertar a Europa. A hora da libertação chegou", profetizara o próprio Eisenhower, a 2 de junho.
Paris foi libertada a 25 de agosto, Bruxelas, a 2 de setembro. A fronteira alemã anterior ao início da guerra foi cruzada pelos aliados em Aachen a 12 de setembro, ao mesmo tempo em que eram realizados bombardeios aéreos contra cidades industriais alemãs. No início de 1945, os soviéticos (pelo leste) e os norte-americanos (pelo oeste) fizeram uma verdadeira corrida para chegar primeiro a Berlim, para comemorar a vitória definitiva sobre a Alemanha nazista.

DW.

União Europeia articula novo plano para salvar o euro

Por Sagran Carvalho.


Líderes da União Europeia falam em união bancária e ajuda irrestrita a instituições financeiras no vermelho. Solução definitiva é esperada até próximo encontro de cúpula, no fim de junho.
Na imprensa alemã, a notícia que circula é que um "plano secreto" para a Europa estaria sendo elaborado. Segundo o jornal Welt am Sonntag, em tal tarefa, trabalham nos bastidores Herman van Rompuy, presidente do Conselho Europeu; José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia; Jean-Claude Juncker, chefe do Eurogrupo e Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu.
Tão secreto, no entanto, tal plano não é. É sabido que, durante o último encontro de cúpula da União Europeia (UE), eles receberam a missão de pensar numa solução duradoura para a crise até a próxima reunião do grupo, planejada para o fim deste mês.
Nesse meio tempo, a crise se agravou: o principal problema parece não ser mais o debate sobre a permanência da Grécia na zona do euro, mas se a Espanha teria capacidade de salvar seus bancos. Na semana passada, algumas propostas já circulavam no alto escalão da UE. A ideia de Barroso, por exemplo, aparentemente direcionada à Espanha, é de "uma união bancária com supervisão financeira integrada e garantia coletiva de depósito."
França a favor da ajuda aos bancos
Barroso deixou em aberto, no entanto, o que isso significa exatamente. A ideia se tornou mais clara nesta segunda-feira (04/06). Depois de uma conversa com o novo ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici, o comissário europeu para Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, sugeriu que seria importante "refletir sobre uma recapitalização direta dos bancos". Ele quis dizer que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e o Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE) deveriam socorrer os bancos em dificuldade – os espanhóis, por exemplo.
Até o momento, somente os Estados são autorizados a receber fundos desses mecanismos. E, segundo a visão de Berlim, as regras deverão se manter assim. O governo teme que a Alemanha seja responsável pelos bancos espanhóis, sem que tenha o controle sobre eles. As palavras de Moscovici também não serviram para tranquilizar Berlim. "Nós somos a favor da união bancária", disse o francês, acrescentando que ele gostaria que o tópico, na agenda da cúpula de junho, fosse uma das opções para o futuro.
A cautela de Angela Merkel
Em encontro com Barroso na noite de segunda-feira em Berlim, Angela Merkel, chanceler federal alemã, sinalizou algumas concessões. Ela deve discutir com o presidente da Comissão Europeia como a UE pode fazer com que os bancos sejam sistematicamente fiscalizados num contexto específico europeu. No entanto, Merkel ressaltou que essa é uma discussão de longo prazo.
A chefe alemã de governo evitou usar o termo "união bancária". Merkel parece compartilhar a impressão de muitos de que a atual situação da zona do euro não pode continuar como está. Também o pacote fiscal, que foi composto com bastante dificuldade e se encontra num processo complicado de ratificação, não "seria uma medida suficiente".
Polêmica sobre a moeda comum
Desta maneira, Merkel também reagiu a uma afirmação feita por Mario Draghi na semana passada no Parlamento Europeu. A frase concisa dita pelo presidente do Banco Central Europeu saiu praticamente despercebida: "Essa configuração do euro que temos há dez anos, que era considerada sustentável, mostra-se agora insustentável, a menos que outras medidas sejam tomadas."
Gradualmente, o drama dessa afirmação vai ecoando: os mais importantes guardiões da moeda não acreditam mais no futuro do euro e na atual estrutura. Draghi também foi direto quanto aos próximos passos: "O próximo passo para os nossos líderes é que eles deixem claro qual visão eles têm para os próximos anos. Quando mais cedo eles o fizerem, melhor."
Ainda segundo Draghi, já esse esclarecimento daria uma contribuição muito importante para o tão elogiado crescimento e para a diminuição dos custos dos empréstimos para países mais problemáticos. O Banco Central Europeu, no entanto, não fará esse papel no lugar dos políticos, esclareceu Draghi.
A confiança de Van Rompuy
Até o momento, parece haver consenso entre os representantes do alto escalão da Europa de que pequenas novas medidas não são suficientes para recuperar o euro. Alguns querem, no entanto, um apoio o mais rápido possível, total e incondicional. Por outro lado, há aqueles que levam a carga mais pesada, como é o caso da Alemanha. Esse grupo quer evitar de qualquer maneira que a disciplina se perca.
Segundo a descrição de Draghi, a luta dos países em apuros se assemelha a um nadador que tenta atravessar um rio com correnteza e, por causa do nevoeiro, não consegue enxergar o outro lado da margem. Ele espera que os governos consigam, ao menos, dispersar o nevoeiro. A cúpula do fim de junho precisará exercitar como clarear essa neblina.
Apesar de todo esse ambiente cinzento, Herman van Rompuy mostra confiança. Questionado por um jornalista sobre o que aconteceria caso a Europa fracassasse, ele rebateu: "Eu nunca repondo perguntas hipotéticas, porque nós não iremos fracassar. No fim, a Europa será mais forte e nós iremos superar essa crise passo a passo."
Autor: Christoph Hasselbach (np)
Revisão: Carlos Albuquerque

DW.

Golpistas e rebeldes desestabilizam Mali perante passividade do governo

Por Sagran Carvalho.

Combatentes do grupo rebelde islâmico Ansar Dine


A democracia do Mali já foi elogiada no passado. Mas, após golpe militar de março, indefinição sobre quem manda no país acirra a crise. Enquanto isso, grupos rebeldes no norte se aliam.
Tombuctu – a cidade mais conhecida do Mali, na África – já está há muito tempo nas mãos dos rebeldes, tal como Gao e Kidal, localidades menos conhecidas. As milícias tuaregues e os rebeldes islâmicos estão às portas de Mopti. O antigo destino turístico no centro do país foi apelidado de "Veneza do Mali" por causa dos seus muitos canais.
Nestes locais do norte do país já tomados pelos rebeldes, os habitantes estão sujeitos à lei islâmica, a Sharia: bares e música ao vivo não são permitidos, as mulheres devem se cobrir e quem rouba se arrisca a ter a mão direita cortada como punição. Já se teme que o Mali se torne uma versão africana do Afeganistão, sem solução à vista.
A organização tuaregue MNLA luta pela independência da região Azawad
A organização tuaregue MNLA luta pela independência da região Azawad
É precisamente a Sharia que está no centro das discussões que impedem uma coligação entre a organização tuaregue o Movimento Nacional para a Libertação de Azawad (MNLA), e o grupo rebelde islâmico Ansar Dine, afiliado da rede terrorista Al-Qaeda no Magreb Islâmico. O MNLA não tem uma orientação religiosa e rejeita a adoção da Sharia. Na semana passada, as negociações chegaram a ser declaradas fracassadas, mas acabaram sendo retomadas no sábado (02/06).
Tuaregues querem Estado independente
O representante do MNLA, o coronel Ag Bouna, negou que as negociações tenham sido interrompidas: "Trata-se apenas de um protocolo com o qual o MNLA não estava de acordo", disse à DW. "O MNLA quer um Estado democrático e o Ansar Dine luta por um Estado islâmico. Mas estamos procurando um acordo".
Os tuaregues lutam pela autonomia no norte do país e querem o seu próprio Estado, que denominam Azawad. Cerca de 1,5 milhão de pessoas do grupo étnico vivem em vários países da África Ocidental. Mas eles não estão sozinhos no norte do Mali: há também os fulani, os songhai e outros grupos que não têm necessariamente as mesmas ambições dos tuaregues. Por isso, o MNLA precisa do apoio do Ansar Dine. Já o Ansar Dine necessita, por seu turno, do MNLA para que não seja visto apenas como uma extensão da Al-Qaeda no Magreb Islâmico.
Governo não reage aos avanços rebeldes no norte
O presidente interino Dioncounda Traoré foi ferido por manifestantes
O presidente interino Dioncounda Traoré foi ferido por manifestantes
As negociações entre os tuaregues e o Ansar Dine acontecem enquanto o governo do Mali está preocupado consigo mesmo e com a hospitalização do presidente interino Dioncounda Traoré em Paris, depois de ele ter sido atacado por manifestantes.
Desde o golpe militar de 22 de março, que derrubou o então presidente Amadou Toumani Touré, não está claro quem pode reagir aos separatistas: se os golpistas liderados por Amadou Haya Sanogo, ou se o governo de transição do primeiro-ministro Cheikh Modibo Diarra e do chefe de Estado ausente Dioncounda Traoré.
Charlotte Heyl, especialista em assuntos sobre o Mali, diz que o país enfrenta "uma crise muito grave, certamente a mais grave desde o início do processo de transição democrática". E acrescenta: "É muito preocupante não haver um plano claro do governo". Segundo a especialista, o Executivo em Bamaco deveria iniciar negociações com as forças rebeldes do norte o mais breve possível para pôr fim à crise, independentemente de qualquer intervenção militar promovida pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental.
Quem é o interlocutor certo?
Habitantes nos locais conquistados pelos rebeldes estão sujeitos à Sharia
Habitantes nos locais conquistados pelos rebeldes estão sujeitos à Sharia
Alassane Diarra, jornalista político do jornal maliano L'Indépendantdiz que, o governo em Bamaco deveria contatar o grupo rebelde islâmico Ansar Dine: "Ao contrário dos tuaregues, eles não querem uma divisão do país. Enquanto, depois dos ataques, o movimento tuaregue ergue a sua própria bandeira, o Ansar Dine ergue a bandeira do Mali".
Diarra está também preocupado que as aspirações de independência do MNLA possam levar a uma crise não só no Mali, mas também em toda a região. Os objetivos do movimento ultrapassam as fronteiras do país: "O MNLA quer a independência de todo o grupo étnico na região de Azawad. Esta região não se limita ao Mali, inclui também Níger, Burkina Faso e Argélia".
Diarra teme o alastramento da crise. Quanto mais o Estado do Mali decai e a crise toma conta da região, mais os criminosos e os terroristas podem se aproveitar da situação para traficar drogas, contrabandear armas e sequestrar pessoas.
Uma nova Somália?
Rebeldes tuareg ganham terreno no norte do Mali
Rebeldes tuareg ganham terreno no norte do Mali
O historiador francês e especialista em temas africanos Bernhard Lugan lembra o potencial de conflito implícito na região: "Há três Azawad ao mesmo tempo. Uma Azawad tuaregue no noroeste do rio Níger, uma Azawad moura a oeste do rio Níger e uma Azawad que engloba diversos povos ribeirinhos". Assim, uma região ou província Azawad seria, ela própria, dividida, o que contribuiria para uma maior fragmentação do país.
A especialista Heyl acredita, no entanto, que ainda é cedo para afirmar que o Mali será uma nova Somália, país que vive sem governo central e em guerra civil há duas décadas, desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre. "O Mali passou por um período de 20 anos de relativa estabilidade, havia instituições democráticas e certas práticas não se perdem totalmente do dia para a noite".
Segundo a pesquisadora, é preocupante que haja um bloqueio em Bamaco e que não se negocie com os diferentes grupos do norte. "Mas eu ainda não consideraria o Mali um caso perdido", afirma Heyl.
Autora: Dirke Köpp (gcs)
Revisão: Roselaine Wandscheer

DW.

Rússia e China se declaram contra intervenção estrangeira na Síria

Por Sagran Carvalho.



A Rússia e a China se declararam nesta quarta-feira "resolutamente contra" qualquer intervenção estrangeira e uma mudança de regime na Síria, em um comunicado comum ao final da visita a Pequim do presidente russo Vladimir Putin. As duas nações mantêm o apoio ao presidente sírio Bashar al-Assad apesar da repressão violenta a uma rebelião popular iniciada há 15 meses.

"A Rússia e a China são resolutamente contrárias a tentativas para tentar resolver a crise na Síria por meio de uma intervenção militar estrangeira, assim como a fim de impor (...) uma mudança de regime", diz o comunicado.
Essa declaração foi feita poucas horas antes de uma reunião em Istanbul da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, com os aliados turco, francês e britânico dos Estados Unidos e com certos ministros árabes para falar da crise síria.
A comunidade internacional não consegue ultrapassar suas divergências sobre o tema. Moscou e Pequim rejeitam qualquer interferência nas questões internas sírias, enquanto os ocidentais e certos países árabes querem uma transição política que culmine com a saída do presidente Bashar al-Assad.
O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, que acompanhou Putin a Pequim, alertou que uma mudança de regime pela força poderia conduzir a região a uma "catástrofe" e considerou " muito arriscado" que a oposição "peça cada vez mais à comunidade internacional que derrube o regime de Assad".
A China e a Rússia pediram ainda uma nova conferência internacional sobre a Síria para "chegar a um acordo e seguir, honestamente e sem ambiguidades, o plano" do emissário internacional Kofi Annan, que prevê um cessar-fogo e um diálogo político, mas que até o momento não teve resultados práticos.
Kofi Annan deve falar nesta quinta-feira diante do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral das Nações Unidas, mas segundo diplomatas ele começa a vislumbrar a possibilidade de fracasso do seu plano e deseja que a comunidade internacional utilize toda a sua capacidade de persuasão para fazer com que ele seja respeitado ou encontre um "plano B".
Pequim e Moscou são os principais apoios do poder sírio, tendo vetado duas resoluções do Conselho de Segurança da ONU condenando o regime de Assad.
China e Rússia também se declararam contrárias ao uso de "força militar" e às "sanções unilaterais" contra o Irã, enfatiza o comunicado, divulgado depois que o presidente russo Vladimir Putin encontrou os dirigentes chineses.

RFI.

Mubarak deve ser transferido da prisão para hospital,diz agência

Por Sagran Carvalho.


CAIRO, 6 Jun (Reuters) - A saúde de Hosni Mubarak se deteriorou desde que o ex-presidente egípcio foi enviado para a prisão no sábado e ele provavelmente será transferido para um hospital fora da prisão onde está sendo mantido, informou a agência de notícias estatal nesta quarta-feira.
Mubarak, 84 anos, foi condenado à prisão perpétua por sua participação na morte de centenas de manifestantes durante a revolta popular no ano passado. Ele foi transferido para a prisão Tora, no Cairo.
Mubarak teve de ser submetido a respiração artificial cinco vezes nas últimas horas, e os médicos que o estão tratando recomendaram que ele seja transferido para um hospital militar ou de volta para o centro médico que ele estava antes de sua condenação, disseram autoridades de segurança.
"Fontes oficiais viram como provável a possibilidade de sua transferência para um hospital militar ... com base numa recomendação médica dos médicos que o estão tratando", disse a agência estatal MENA.
Uma comissão médica do Ministério do Interior visitou Mubarak e concluiu que ele havia sofrido várias "crises cardíacas" e que a sua saúde está se deteriorando, afirmaram as fontes de segurança à Reuters.
O relatório da comissão disse que se a prisão não estiver preparada para lidar com Mubarak, então ele deve ser transferido.
O líder deposto estava sofrendo de choque nervoso e um aumento na pressão arterial, relatou a MENA, resumindo as conclusões de uma equipe médica que o examinou. Ele está atualmente na unidade de terapia intensiva dentro da prisão.
(Reportagem de Tom Perry e Dina Zayed)

Reuters

EUA continuarão com ataques contra Al-Qaeda no Paquistão

Por Sagran Carvalho.


Os Estados Unidos seguirão atacando posições da Al-Qaeda no Paquistão, anunciou o secretário americano de Defesa, Leon Panetta, um dia depois de um avião não tripulado ter matado na região norte do país Abu Yahya al-Libi, número dois da organização terrorista.
"Somos muito claros sobre o fato de que vamos continuar nos defendendo", declarou Panetta em uma visita a Nova Délhi.
Ao responder às críticas sobre a violação da soberania do Paquistão que os bombardeios representam, Panetta explicou que a soberania dos Estados Unidos também está em jogo desde que os extremistas islâmicos atacaram o país nos atentados de 11 de setembro de 2001.
"Os líderes dos que estiveram envolvidos nestes atentados estão no Paquistão, nas zonas tribais", disse o secretário de Defesa.
Na terça-feira, Washington anunciou a morte do líbio Abu Yahya al-Libi, considerada um "duro golpe" contra o extremismo pouco mais de um ano depois da morte de Osama bin Laden.


AFP.

Síria: EUA apoiam ação forte da ONU, sob o capítulo VII (Geithner)

Por Sagran Carvalho.



Os Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira que estão prontos para apoiar uma ação forte da ONU contra a Síria, sob o capítulo VII da Carta das Nações Unidas, como pediu a Liga Árabe.
"Diante da ausência de sinais sérios de conciliação (por parte do regime do presidente sírio Bashar al-Assad), iremos em breve nesta direção", disse o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, ao se referir a esta disposição que permite isolar totalmente um país mediante um forte regime de sanções.
Sob o capítulo VII da Carta da ONU, "o Conselho de Segurança pode decidir que medidas que não envolvam o emprego da força armada devem ser tomadas para que suas decisões tenham efeito, e pode convidar os membros das Nações Unidas a aplicar estas medidas".
"Estas podem incluir a suspensão completa ou parcial das relações econômicas e das comunicações ferroviárias, marítimas, aéreas, postais, telegráficas, radioelétricas e de outros meios de comunicação, assim como a ruptura das relações diplomáticas", detalha o texto.
A Liga Árabe pediu no sábado para a ONU recorrer ao capítulo VII para impor uma suspensão das relações diplomáticas e sanções contra a Síria.

AFP.

Países anunciam que não seguirão Tratado Interamericano de Assistência Recíproca

Por Sagran Carvalho.


Renata Giraldi



Brasília – Autoridades da Venezuela, da Bolívia, do Equador e da Nicarágua anunciaram que não seguirão mais o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar). O Tiar é um pacto de defesa mútua, de 1947, do qual fazem parte 23 países da região. A iniciativa ocorre em meio a críticas de alguns desses países à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Para a Venezuela, a Bolívia, o Equador e a Nicarágua, os Estados Unidos comandam as principais orientações da OEA e da comissão em si. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Equador, Ricardo Patiño, disse que o Tiar passou a ser alvo de dúvidas, em 1982, durante a disputa entre a Argentina e o Reino Unidos pelas Ilhas Malvinas.
Pelo tratado, os países se comprometem a  "ajudar a fazer frente a um ataque em exercício do direito iminente de legítima defesa individual ou coletiva". O Tiar foi invocado pelo menos duas dezenas de vezes nas décadas de 1950 e 1960. Recentemente, o tratado foi novamente invocado, desta vez pelos Estados Unidos, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, cometidos por membros do grupo muçulmano Al Qaeda.
Uma delas foi durante a adoção do embargo econômico e comercial imposto pelos Estados Unidos a Cuba, em 1962, e depois durante o conflito armado entre Honduras e  El Salvador, em 1969.
Na Guerra da Malvinas (1982), entre a Argentina e o Reino Unido, os Estados Unidos, um dos membros do Tiar, optaram pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
No anúncio ontem (5) do abandono ao tratado, os ministros dos Negócios Estrangeiros, Nicolás Maduro (Venezuela), David Choquehuanca (Bolívia) e Ricardo Patiño (Equador) divulgaram comunicado conjunto em que dizem que "na prática, o tratado perdeu legitimidade e vigor".
O documento destaca que "o Tiar foi criado como mecanismo de defesa continental coletiva, na sequência da 2ª Guerra Mundial e da Guerra Fria, que condicionou e determinou os instrumentos jurídicos internacionais, aparentemente destinados a assegurar a paz e a segurança dentro do marco geográfico interamericano".
Na parte final do documento, os quatro países ressaltam que "potências colonizadoras" se aproveitaram do tratado para exercer seu domínio e controlar ações na região.
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto

AB.

Assad nomeia novo primeiro-ministro em meio a mais um dia de violência na Síria

Por Sagran Carvalho.

Renata Giraldi





Brasília – O presidente da Síria, Bashar Al Assad, nomeou hoje (6) o novo primeiro-ministro do país, Riad Hijab, que até ontem ocupava o Ministério da Agricultura. Assad escolheu Hijab depois da frustração de não formar um governo com apoio do Parlamento. Hijab substitui o ex-primeiro-ministro Adel Safar, escolhido em abril de 2011 – um mês após o começo dos protestos no país que ainda  permanecem.
Hijab, 46 anos, é engenheiro agrícola, e filiado ao Baas, principal partido político do país. De 2004 a 2008, ele ocupou cargo de direção na legenda, alvo de críticas da oposição, pois os manifestantes alegam que não há espaço para demais partidos políticos no país.  Foi ainda governador das regiões de Quneitra (no Sul) e Lattaquié (no Noroeste do país).
Pelos dados das organizações não governamentais, 55 pessoas morreram ontem na Síria em decorrência dos embates entre forças de segurança e manifestantes. Os protestos no país duram 15 meses e a estimativa é que mais de 11 mil pessoas tenham morrido. Os manifestantes exigem o fim do governo Assad que se diz alvo de terroristas armados.
A organização não governamental (ONG) Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) informou que agentes de segurança morreram em violentos combates com rebeldes ontem (5) à noite. De acordo com a ONG, pelo menos 170 homens morreram ao longo desta semana na região.
Houve registros de protestos violentos em Damasco nesta madrugada principalmente nos bairros de Qaboune, Techrine e Jobar. Também há relatos de violência em cidades vizinhas à capital, como Douma, Irbine, e Zamalka, além de Jdaidet Artouz, perto de Damasco.


*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa  //    Edição: Lílian Beraldo

AB.

Comissão Europeia reclama à comunidade internacional de medidas protecionistas

Por Sagran Carvalho.

Renata Giraldi



Brasília - A Comissão Europeia apelou hoje (6) à comunidade internacional devido ao aumento de medidas protecionistas nos últimos oito meses. De acordo com o órgão, foram registradas mais de 123 medidas protecionistas desde novembro de 2011, quando a crise econômica internacional se agravou. O relato será apresentado na Cúpula do G20 (que reúne as maiores economias do mundo), nos dias 18 e 19, no México.
A Comissão Europeia alega que entre setembro de 2011 e maio deste ano foram introduzidas 15 novas medidas por mês, sendo que em 2011 o ritmo foi 12 por mês. Para a comissão, um dos exemplos de protecionismo é a restrição à importação, com a fixação de maiores taxas alfandegárias e à exportação.
Em relatório divulgado hoje em Bruxelas, na Bélgica, a Comissão Europeia aponta a Argentina, Indonésia e Rússia como os países responsáveis por quase metade das 534 medidas protecionistas em vigor até o momento. Em seguida, vêm a Índia, o Brasil e a China.
“Os membros do G20 devem intensificar seriamente os esforços para combater o protecionismo”, destacou o comissário europeu para o Comércio, Karel de Gucht, que se disse  “seriamente preocupado” com o aumento verificado nos últimos meses.
O G20 - que inclui 19 países e os integrantes da União Europeia –, representa 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e 80% do comércio global. O grupo reúne dois terços da população mundial.
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto

AB.

Rússia afirma que mudança de regime na Síria provocaria catástrofe

Por Sagran Carvalho.


PEQUIM (AFP)
Uma mudança de regime na Síria, presidida por Bashar al-Assad e o partido Baath apesar de 15 meses de revolta, poderia provocar uma catástrofe na região, afirmou em Pequim o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.
"Os grupos de oposição fora da Síria pedem cada vez mais à comunidade internacional que bombardeie o regime de Assad, que derrube o regime. É muito arriscado, eu diria inclusive que poderia levar a região a uma catástrofe", disse Lavrov.

Netanyahu considera ineficaz a pressão internacional sobre o Irã

Por Sagran Carvalho.

BERLIM (AFP)
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considera ineficaz a pressão do Grupo 5+1 (Estados Unidos, China, Rússia, Grã-Bretanha, França e Alemanha) sobre o Irã, no que diz respeito ao polêmico programa nuclear de Teerã.
"O Grupo 5+1 quer obter um resultado e por este motivo reduziu as exigências", declarou Netanyahu em uma entrevista ao jornal alemão Bild.
"As exigências que estão vinculadas às sanções são totalmente inapropriadas", disse.
"Para que elaboramos esta grande pressão? Para nada! O Irã poderia agora paralisar a qualquer momento o enriquecimento de urânio a nível leve e seu programa nuclear não seria dificultado em nada", completou.
A comunidade internacional suspeita que Teerã, apesar dos desmentidos, dissimula um aspecto militar de seu programa nuclear civil.