Por Sagran Carvalho
O presidente da Polônia, Bronislaw Komorowski, saudou uma carta de Barack Obama nesta sexta-feira em que o presidente dos Estados Unidos expressou arrependimento por se referir esta semana a um "campo de morte polonês".
Os poloneses pediram que Obama se desculpasse pela frase que o país há tempos tenta apagar de relatos históricos e jornais que sugerem que a Polônia, que foi ocupada pela Alemanha nazista durante a 2a Guerra Mundial, foi parcialmente responsável pelas atrocidades do Holocausto perpetradas em seu solo.
Numerosos campos de concentração alemães na Polônia ocupada durante a guerra incluíram os infames complexos Auschwitz-Birkenau, Krakow-Plaszow e Treblinka.
"A correspondência recebida hoje é um gesto importante e muito necessário do presidente dos EUA", disse Komorowski em entrevista coletiva. "Na minha opinião, é uma carta do nosso aliado importante e um bom amigo."
Na carta, Obama disse que lamenta o erro e também viu isso como "uma oportunidade para assegurar que as gerações presentes e futuras conheçam a verdade".
"Eu inadvertidamente usei uma frase que causou angústia em muitos poloneses ao longo dos anos e que a Polônia fez uma campanha correta para eliminar do discurso público em todo o mundo", disse Obama na carta, divulgada pelo gabinete de Komorowski.
A gafe causou uma tempestade nos meios de comunicação poloneses e provocou reações iradas de políticos de altos cargos no país, que tem sido tradicionalmente um dos mais fiéis aliados dos EUA na Europa.
A Casa Branca disse que o assunto não deve ofuscar a intenção de conceder postumamente a maior honra civil dos EUA para Jan Karski, um polonês que se infiltrou no Gueto de Varsóvia e em um campo de extermínio nazista para obter evidências em primeira mão do Holocausto, em que cerca de seis milhões de judeus foram mortos.
(Reportagem de Gabriela Baczynska)
Reuters.

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