Por Sagran Carvalho.
Hu Jintao, presidente da chinês, recebe Vladimir Putin, presidente russo, em Pequim, nesta terça-feira.
REUTERS/Mark Ralston/Pool
Vladimir Putin deve ser recebido na terde de hoje pelo presidente chinês Hu Jintao. Os dois chefes de Estado devem coordenar sua posição sobre as violências na Síria e o programa nuclear iraniano.
A diplomacia chinesa sublinhou nesta terça-feira sua firme oposição a uma intervenção estrangeira e a uma mudança de regime pela força, da Síria.
“Sobre a questão síria, a China e a Rússia estão em comunicação e em coordenação com a ONU”, declarou o porta-voz do ministério das relações exteriores, Liu Weimin. “A posição das suas partes é clara para todos: a violência deveria parar imediatamente e o processo de diálogo político deveria ser lançado logo que possível”, disse Liu.
Nos últimos meses, Moscou e Pequim têm bloqueando as iniciativas do Conselho de Segurança da ONU em Damasco.
As reuniões permitirão também reforçar a cooperação econômica entre os dois paises, que é importante, principalmente no domínio energético. O presidente russo deve participar amanhã na Conferência da Organização de cooperação de Xangai (OCX), uma organização que deve fazer oposição à influencia americana na Ásia Central.
Putin encontrará nesta ocasião o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e também deve se reunir com o presidente afegão Hamid Karzai.
A OCX reúne a Rússia, a China e quatro ex-repúblicas soviéticas, o Kazaquistão, o Uzbequistão, o Tadjikistão e o Quirguistão. O Irã faz parte dos quatro países observadores da OCX.
Depois de ter se recusado a ir em maio à reunião do G8, e ao conselho da Otan, nos Estados Unidos, a decisão de Putin de participar da de OCX tem caráter simbólico. Putin sublinhou recentemente a qualidade “sem precedentes” das relações entre China e Rússia.
No plano econômico, a cooperação entre os dois países se desenvolve no domínio de combustíveis. A Rússia é o segundo produtor mundial de petróleo e a China, o primeiro consumidor de energia.
Moscou e Pequim negociam há anos a assinatura de um contrato que prevê o fornecimento de 70 bilhões de metros cúbicos por ano de gaz russo à China nos trinta próximos anos. Desde 2009, nenhum avanço importante foi realizado, as discussões entre as duas partes esfriaram devido a uma diferença sobre o preço do gaz.
Recentemente, o vice-primeiro ministro russo Arkadi Dvorkovitch indicou que era pouco provável que um acordo fosse assinado durante a visita.
Segundo a imprensa russa, os dois paises querem se associar para desenvolver aviões para voos intercontinentais que competiriam com a Airbus e a Boeing. Um anúncio poderia ser feito durante a visita de Putin a Pequim.
Moscou e Pequim também anunciaram em abril a criação, até o fim de junho, de um fundo de investimento comum dotado de 4 bilhões de dólares, destinado principalmente a desenvolver a agricultura e os transportes.
RFI.
A diplomacia chinesa sublinhou nesta terça-feira sua firme oposição a uma intervenção estrangeira e a uma mudança de regime pela força, da Síria.
“Sobre a questão síria, a China e a Rússia estão em comunicação e em coordenação com a ONU”, declarou o porta-voz do ministério das relações exteriores, Liu Weimin. “A posição das suas partes é clara para todos: a violência deveria parar imediatamente e o processo de diálogo político deveria ser lançado logo que possível”, disse Liu.
Nos últimos meses, Moscou e Pequim têm bloqueando as iniciativas do Conselho de Segurança da ONU em Damasco.
As reuniões permitirão também reforçar a cooperação econômica entre os dois paises, que é importante, principalmente no domínio energético. O presidente russo deve participar amanhã na Conferência da Organização de cooperação de Xangai (OCX), uma organização que deve fazer oposição à influencia americana na Ásia Central.
Putin encontrará nesta ocasião o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e também deve se reunir com o presidente afegão Hamid Karzai.
A OCX reúne a Rússia, a China e quatro ex-repúblicas soviéticas, o Kazaquistão, o Uzbequistão, o Tadjikistão e o Quirguistão. O Irã faz parte dos quatro países observadores da OCX.
Depois de ter se recusado a ir em maio à reunião do G8, e ao conselho da Otan, nos Estados Unidos, a decisão de Putin de participar da de OCX tem caráter simbólico. Putin sublinhou recentemente a qualidade “sem precedentes” das relações entre China e Rússia.
No plano econômico, a cooperação entre os dois países se desenvolve no domínio de combustíveis. A Rússia é o segundo produtor mundial de petróleo e a China, o primeiro consumidor de energia.
Moscou e Pequim negociam há anos a assinatura de um contrato que prevê o fornecimento de 70 bilhões de metros cúbicos por ano de gaz russo à China nos trinta próximos anos. Desde 2009, nenhum avanço importante foi realizado, as discussões entre as duas partes esfriaram devido a uma diferença sobre o preço do gaz.
Recentemente, o vice-primeiro ministro russo Arkadi Dvorkovitch indicou que era pouco provável que um acordo fosse assinado durante a visita.
Segundo a imprensa russa, os dois paises querem se associar para desenvolver aviões para voos intercontinentais que competiriam com a Airbus e a Boeing. Um anúncio poderia ser feito durante a visita de Putin a Pequim.
Moscou e Pequim também anunciaram em abril a criação, até o fim de junho, de um fundo de investimento comum dotado de 4 bilhões de dólares, destinado principalmente a desenvolver a agricultura e os transportes.
RFI.

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