Por Sagran Carvalho.
Mubarak, 84 anos, que dirigiu o Egito por 30 anos e renunciou a presidência em fevereiro de 2011, estava até então detido em prisão preventiva em um hospital militar da capital egípcia. Logo após o anúncio da decisão do tribunal, ele foi transferido à ala medical da prisão de Tora, nos arredores do Cairo. Seu ex-ministro do Interior, Habib el-Adli, foi igualmente condenado à prisão perpétua.
Durante a chegada à prisão de Tora, Mubarak recusou, às lágrimas, sair do helicóptero que o transportou. O ex-ditador estaria sofrendo de uma depressão, câncer e crises cardíacas, e seu estado de saúde teria se agravado hoje após a condenação.
A televisão egípcia mostrou o ex-líder de óculos escuros e impassível durante a leitura de seu veredito, dentro da prisão do tribunal. Dezenas de pessoas, entre partidários e opositores de Mubarak, acompanharam o julgamento no local. Um grande número de manifestantes apoiaram a condenação do ex-presidente pelas ruas da capital.
O julgamento acontece em pleno processo de eleições de seu sucessor no Egito. Seu ex-primeiro ministro Ahmad Chafiq enfrentará brevemente, no segundo turno das presidenciais egípcias, o candidato do partido Irmãos Muçulmanos, Mohammed Morsi. O porta-voz deste partido, Yasser Ali, criticou a condenação do ex-presidente. Para ele, tanto Mubarak como seus ex-governantes acusados, deveriam ser julgados com provas "mais sólidas". "O ministério público não cumpriu seu dever na coleta adequada de dados para condenar o acusado por ter assassinado manifestantes", declarou.
O ex-ministro da Defesa de Israel, Binyamin Ben Eliezer, também se manifestou contra a decisão. "Gostaria de um pouco mais de clemência da parte do tribunal para aquele que dedicou toda a sua vida ao povo egípcio", defendeu. Mubarak participou do acordo de paz em 1979 entre o Estado hebreu e o Egito.
Nascido em 4 de maio de 1928 em uma família burguesa do delta do Nilo, Hosni Mubarak, fazia parte do exército egípcio até tornar-se comandante das forças aéreas do país e, logo depois, em 1975, vice-presidente do Egito.
Casado com Suzanne Thabet, ele tem dois filhos, Alaa e Gamal, que também foram julados por corrupção, mas não foram condenados. Até a queda do regime de seu pai, Gamal Mubarak era apontado como o presidente sucessor no país.
RFI
Durante a chegada à prisão de Tora, Mubarak recusou, às lágrimas, sair do helicóptero que o transportou. O ex-ditador estaria sofrendo de uma depressão, câncer e crises cardíacas, e seu estado de saúde teria se agravado hoje após a condenação.
A televisão egípcia mostrou o ex-líder de óculos escuros e impassível durante a leitura de seu veredito, dentro da prisão do tribunal. Dezenas de pessoas, entre partidários e opositores de Mubarak, acompanharam o julgamento no local. Um grande número de manifestantes apoiaram a condenação do ex-presidente pelas ruas da capital.
O julgamento acontece em pleno processo de eleições de seu sucessor no Egito. Seu ex-primeiro ministro Ahmad Chafiq enfrentará brevemente, no segundo turno das presidenciais egípcias, o candidato do partido Irmãos Muçulmanos, Mohammed Morsi. O porta-voz deste partido, Yasser Ali, criticou a condenação do ex-presidente. Para ele, tanto Mubarak como seus ex-governantes acusados, deveriam ser julgados com provas "mais sólidas". "O ministério público não cumpriu seu dever na coleta adequada de dados para condenar o acusado por ter assassinado manifestantes", declarou.
O ex-ministro da Defesa de Israel, Binyamin Ben Eliezer, também se manifestou contra a decisão. "Gostaria de um pouco mais de clemência da parte do tribunal para aquele que dedicou toda a sua vida ao povo egípcio", defendeu. Mubarak participou do acordo de paz em 1979 entre o Estado hebreu e o Egito.
Nascido em 4 de maio de 1928 em uma família burguesa do delta do Nilo, Hosni Mubarak, fazia parte do exército egípcio até tornar-se comandante das forças aéreas do país e, logo depois, em 1975, vice-presidente do Egito.
Casado com Suzanne Thabet, ele tem dois filhos, Alaa e Gamal, que também foram julados por corrupção, mas não foram condenados. Até a queda do regime de seu pai, Gamal Mubarak era apontado como o presidente sucessor no país.
RFI

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