Por Sagran Carvalho.
Por Eduardo Garcia e Luis Jaime Acosta
BOGOTÁ, 30 Mai (Reuters) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertaram o repórter francês Romeo Langlois nesta quarta-feira, um mês depois de tê-lo sequestrado durante um confronto que mostrou que o grupo ainda é uma ameaça, apesar de uma década de golpes militares.
Langlois, o refém de mais alto perfil desde a política franco-colombiana Ingrid Betancourt, foi sequestrado na região de Caquetá, sul do país, em 28 de abril, durante confronto de uma unidade do Exército colombiano com rebeldes fortemente armados das Farc.
"Além de ser mantido (refém) por um mês após ser ferido, o resto foi tudo bem", disse o jornalista do canal France 24 a repórteres.
Langlois foi ferido em seu braço esquerdo, mas parecia estar saudável após a libertação. Ele afirmou que foi bem tratado durante seu sequestro.
O jornalista de 35 anos caminhou com rebeldes das Farc vestido com roupas camufladas em direção a uma multidão de moradores locais, muitos dos quais fotografaram o francês com seus celulares.
Michel Langlois, pai do repórter francês, disse ao canal France 24: "Acreditamos agora que podemos vê-lo."
O diretor da holding do canal France 24, Alain de Pouzilhac, disse que a libertação do jornalista era um grande alívio e agradeceu aos governos colombiano e francês e à Cruz Vermelha Internacional.
"Também noto que as Farc mantiveram sua palavra", disse ele, em relação à promessa do grupo de libertar o jornalista nesta quarta-feira.
As Farc começaram como um movimento camponês marxista nos anos 1960 e depois passaram a sequestrar, extorquir e traficar drogas para financiar a sua insurgência. União Europeia e Estados Unidos classificam as Farc como grupo terrorista.
(Reportagem adicional de John Irish, em Paris)
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