Por Sagran Carvalho.
Embaixadora diz que opção será a única se plano de paz de Annan falhar e Conselho de Segurança não impuser sanções
A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, sugeriu ontem a possibilidade de agir contra o regime de Bashar al-Assad na Síria mesmo sem respaldo do Conselho de Segurança da ONU. A condição para tanto seria a falha do plano de paz do enviado especial Kofi Annan - já considerado pelos rebeldes como um fracasso - e o transbordamento do conflito para outros países da região.
A possibilidade, carregada com as ressalvas do linguajar diplomático, foi delineada pela diplomata como a terceira e última opção a ser tomada para tentar resolver um conflito que já se desenvolve há 14 meses e deixou mais de 10 mil mortos. A primeira seria Assad aderir ao plano de paz, retirar o armamento pesado das ruas, pôr o Exército de volta nos quartéis e iniciar diálogos políticos para uma transição.
Os recentes desenvolvimentos tornam essa hipótese, por enquanto, pouco provável. Mesmo com a presença de 250 monitores internacionais no país, relatos de mortes de civis são rotineiros. No pior episódio, no último fim de semana, mais de 100 pessoas foram mortas em Houla - sendo 49 crianças - o que levou um cônsul honorário da Síria nos EUA a anunciar ontem estar deixando o cargo para não ficar numa posição "eticamente e moralmente" inaceitável. Ontem foram descobertos 13 corpos com as mãos amarradas em Assukar.
A segunda opção citada por Rice seria o Conselho de Segurança da ONU impor sanções contra a Síria. Mas a Rússia, que tem poder de veto, rejeita a imposição dessas punições. Ontem, enquanto o Japão se tornava o décimo país a expulsar o embaixador sírio nós últimos dois dias, os russos criticaram.
Somada ao impasse nessas duas alternativas, a possibilidade de o conflito "envolver países da região, tomar formas cada vez mais sectárias, e levar a uma grande crise não só na Síria mas também na região" - cenário definido por Rice como o mais provável - deixaria uma única alternativa, na avaliação da embaixadora americana:
- Os membros deste conselho e os membros da comunidade internacional são deixados com a única opção de ter de considerar se estão preparados para adotar ações fora do plano de Annan e da autoridade deste Conselho.
A diplomata não deixou claro que tipo de ações seriam, nem se os EUA estariam dispostos a liderá-las. Nas duas grandes intervenções militares recentes sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU - o ataque à Sérvia na Guerra do Kosovo, em 1999, e a invasão do Iraque, em 2003 - os EUA estiveram na linha de frente.
A possibilidade, carregada com as ressalvas do linguajar diplomático, foi delineada pela diplomata como a terceira e última opção a ser tomada para tentar resolver um conflito que já se desenvolve há 14 meses e deixou mais de 10 mil mortos. A primeira seria Assad aderir ao plano de paz, retirar o armamento pesado das ruas, pôr o Exército de volta nos quartéis e iniciar diálogos políticos para uma transição.
Os recentes desenvolvimentos tornam essa hipótese, por enquanto, pouco provável. Mesmo com a presença de 250 monitores internacionais no país, relatos de mortes de civis são rotineiros. No pior episódio, no último fim de semana, mais de 100 pessoas foram mortas em Houla - sendo 49 crianças - o que levou um cônsul honorário da Síria nos EUA a anunciar ontem estar deixando o cargo para não ficar numa posição "eticamente e moralmente" inaceitável. Ontem foram descobertos 13 corpos com as mãos amarradas em Assukar.
A segunda opção citada por Rice seria o Conselho de Segurança da ONU impor sanções contra a Síria. Mas a Rússia, que tem poder de veto, rejeita a imposição dessas punições. Ontem, enquanto o Japão se tornava o décimo país a expulsar o embaixador sírio nós últimos dois dias, os russos criticaram.
Somada ao impasse nessas duas alternativas, a possibilidade de o conflito "envolver países da região, tomar formas cada vez mais sectárias, e levar a uma grande crise não só na Síria mas também na região" - cenário definido por Rice como o mais provável - deixaria uma única alternativa, na avaliação da embaixadora americana:
- Os membros deste conselho e os membros da comunidade internacional são deixados com a única opção de ter de considerar se estão preparados para adotar ações fora do plano de Annan e da autoridade deste Conselho.
A diplomata não deixou claro que tipo de ações seriam, nem se os EUA estariam dispostos a liderá-las. Nas duas grandes intervenções militares recentes sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU - o ataque à Sérvia na Guerra do Kosovo, em 1999, e a invasão do Iraque, em 2003 - os EUA estiveram na linha de frente.
O Globo.
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