terça-feira, 29 de maio de 2012

Vírus descoberto pela Kaspersky pode ser o mais sofisticado da história da computação

Por Sagran Carvalho.


Arma cibernética teria como alvo instalações estratégicas nacionais


A companhia russa de segurança cibernética Kaspersky Lab anunciou a descoberta de um poderoso vírus que atinge computadores de uso estratégico. Segundo a empresa, o programa maléfico é utilizado em ações de espionagem e sabotagem de programas de segurança militar.
A Kaspersky Lab também informou que, embora tenha descoberto vírus, ainda precisará de mais algum tempo para decodificar o programa devido à elevada complexidade tecnológica. A empresa suspeita que, devido à envergadura destas ações, órgãos estatais de inteligência estariam por trás da concepção do sistema.
Os alvos prioritários do vírus, segundo a empresa, seriam as instalações estratégicas do Irã, da Arábia Saudita, da Síria, do Líbano, do Egito e territórios palestinos. De acordo com especialistas russos, o Flame, como foi batizado, é bem mais poderoso do que o Stuxnet, responsável por sabotagens no programa nuclear iraniano entre 2009 e 2010. Para a Kaspersky Lab, "o Flame é a arma cibernética mais sofisticada criada em toda a história da computação”. O vírus, segundo a empresa, pode coletar e apagar informações, além de conseguir ativar microfones de outros computadores que, mesmo desligados, podem fazer gravações.
O chefe de segurança operacional da Kaspersky Lab, Alexander Gostev, afirmou: "É fantástica e incrível a complexidade do vírus. A quantidade de códigos é tamanha que ninguém detectou a existência do Flame em dois anos."
Na avaliação de Gostev, o Flame "é 20 vezes mais complexo" do que o Stuxnet, "Acho que precisaremos de pelo menos dez anos para entender tudo", acrescentou o analista ao comentar sobre a nova arma cibernética, que também é conhecida como Wiper ou Viper, apesar de alguns analistas, incluindo os da Kaspersky, os colocarem em grupos separados.
De acordo com a Kaspersky Lab, o vírus instala, inicialmente, um programa de seis megabytes, antes de contaminar o computador com o restante. Agora, o laboratório russo quer descobrir como o Flame atinge o sistema de computadores.

DR.

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