terça-feira, 29 de maio de 2012

Annan pede que Assad acabe com violência na Síria

Por Sagran Carvalho.

DAMASCUS, Síria (AFP)
O enviado da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, pediu ao presidente sírio, Bashar al Assad, que "atue agora" para acabar com 15 meses de derramamento de sangue, durante uma reunião em Damasco nesta terça-feira.
"Pedi a ele que tomasse passos agora - não amanhã, agora - para criar uma chance para a implementação do plano", disse Annan a jornalistas na capital síria.
Annan chegou ao país na segunda-feira para reuniões com Assad, oposição e representantes da sociedade civil síria.
Nesse encontro com Assad, Annan enfatizou a "grande preocupação da comunidade internacional com a violência na Síria, incluindo os eventos chocantes de Houla".
A agência de direitos humanos da ONU informou que houve mais de 108 vítimas no massacre de sábado, citando moradores locais e atribuindo a responsabilidade a grupos paramilitares pró-regime.
"Estamos em um ponto crítico", disse Annan, que foi alertado anteriormente de que a Síria pode entrar em guerra civil caso os abusos continuem.
"O povo sírio não quer que o futuro seja de derramemento de sangue e divisão. Mas as matanças e os abusos continuam", acrescentou.
Em protesto contra a repressão e as mortes, diversos países do Ocidente retiraram seus diplomatas sírios nesta terça-feira, sugerindo à coalizão de oposição que reiterassem seus pedidos para que a comunidade internacional use "força necessária" contra o regime de Assad.
"Como lembrei o presidente, a comunidade internacional irá em breve revisar a situação", disse Annan.
"O governo, e todas as milícias que apoiam o regime devem interromper as operações militares e demonstrar contenção. Também apelo à oposição armada que interrompa atos de violência."
Annan disse que ele e Assad "concordaram sobre a importância de ajuda humanitária para todas as áreas do país, incluindo desobstruir o acesso a agências de ajuda da ONU".
Ele também "pediu ao presidente para respeitar a liberdade de manifestações pacíficas", uma das medidas do plano de seis pontos, que tem sido sistematicamente desrespeitado nas últimas semanas com ataques a manifestantes para reprimir a dissidência.


AFP.

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