quarta-feira, 30 de maio de 2012

Rússia: implementação do plano de paz da ONU na Síria é urgente

Por Sagran Carvalho.


Enviado do organismo ao país do Oriente Médio agradece apoio russo


O Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, declarou que a aplicação do plano de paz do enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, é uma urgência. O representante do organismo chegou a Damasco, capital síria, na terça-feira, 29. Ele firmou que continuará sua missão e agradeceu à Rússia por apoiar seus esforços.
Lavrov afirmou que a investigação do massacre em Hula deve ser imparcial e realizada sob a missão do organismo. Mais de uma centena de pessoas, incluindo mulheres e crianças morreram na cidade na última sexta-feira, 25. O Conselho de Segurança na ONU condenou a ação em uma reunião de emergência convocada no domingo, 27.

Sergei Lavrov e Kofi Annan, acompanhados de autoridades russas e da missão de paz da ONU, brindaram em recente encontro em Moscou

As autoridades da Síria negam o envolvimento no massacre e culpam os militares rebeldes, que queriam, desta forma, obrigar Annan a cancelar a visita à Síria. Na terça-feira, 29, um novo massacre teria ocorrido na região de Deir Ezzor, noroeste do País, com o registro de 98 mortes, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
O Presidente da França, François Hollande, declarou, na terça-feira, 29, não descartar uma interferência militar na Síria. Já Ministro das Relações Exteriores da Austrália, Bob Carr, afirmou, em Camberra, que vale a pena dialogar sobre a possibilidade, mas ressaltou que a medida seria de alto risco.
A Rússia mantém a posição contrária a qualquer interferência militar no país. O Vice-Ministro das Relações Exteriores, Gennady Gatilov, afirmou, em resposta a Hollande, que Moscou não compactua com o uso da força. Ele também classificou como precipitada a proposta do Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, que propôs a convocação de uma nova reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU para aplicar outras sanções à Síria.

DR.

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