domingo, 8 de abril de 2012

Vizinhos desconfiados

Por Sagran Carvalho.

Abaixo, um excelente texto publicado hoje na Folha, sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos durante nosso período republicano, vale a pena a leitura.
E, para não passar em branco, Feliz Páscoa a todos!
Segue o texto:

A partir de pesquisas realizadas em diversos arquivos, Folha reconstrói décadas de relação marcada por desencontros

CLAUDIA ANTUNES

DO RIO

DIOGO BERCITO

DE SÃO PAULO


Aproximados pela geografia, o tamanho e as influências comuns em sua formação, Brasil e EUA têm uma relação que está "longe de ser íntima", define o britânico Andrew Hurrell no livro "Desencontros e Afinidades" (FGV).
"Ela se caracteriza por importantes conflitos de interesse (especialmente em questões econômicas e comerciais), por persistentes divergências na leitura do sistema internacional e por um recorrente sentimento de frustração", diz ele.
Para o Brasil, na maior parte das vezes a insatisfação veio da antiga dependência econômica dos EUA, decorrente de um deficit externo crônico, só agora matizado. Para os americanos, da condição de potência de ideologia messiânica, pouco inclinada a admitir divergências, em especial nas Américas.
A Folha pesquisou arquivos americanos e brasileiros para contar episódios de encontros presidenciais que marcaram essa história.

 1928 - "O melhor amigo"

Washington Luís e Herbert Hoover

DO RIO

DE SÃO PAULO

"Nenhum país é mais amigo dos EUA do que o Brasil", saudou o "New York Times", em editorial sobre a visita ao Rio do presidente eleito Herbert Hoover (1929-33).
O país vivia desde o início da República uma "aliança não escrita" com os EUA, mas se tornava cada vez mais próximo à medida que os americanos absorviam suas exportações de café e substituíam os capitais ingleses.
As más línguas europeias diziam que Hoover veio para ampliar mercados. Mas o presidente Washington Luís (1926-30) não poupou esforços na recepção e na despedida, com queima de fogos em toda a costa do Rio.
"É uma recepção estrondosa. Toda a imprensa vibra sem exceção", comemorou o Itamaraty, em circular.
Embaixadores brasileiros contrastavam a passagem de Hoover com sua visita a Uruguai e Argentina. Em Montevidéu "há uma aversão quase geral das camadas populares aos norte-americanos", disse o embaixador Cyro Valle, devido às intervenções na América Central justificadas pela Doutrina Monroe.
Uruguaios protestaram contra a caçada dos marines ao guerrilheiro nacionalista da Nicarágua Augusto César Sandino. Ao presidente argentino Hipólito Irigoyén, Hoover disse que a ação visava proteger americanos.

1943 - "Rendição incondicional"

Getúlio Vargas e Franklin Roosevelt

DO RIO

DE SÃO PAULO

No dia 27 de janeiro de 1943, um telegrama do embaixador em Washington Carlos Martins resume o objetivo de Franklin Delano Roosevelt e Winston Churchill na conferência de Casablanca: a "rendição incondicional" do Eixo nazifascista.
No dia seguinte, sem aviso público, Getúlio Vargas (1930-45) chega a Natal, onde já funcionava uma base americana, para um encontro com Roosevelt (1933-45). Oferece "cooperação completa" e acerta apoio à criação da Força Aérea Brasileira, que enviaria soldados à Europa dois anos depois.
Em 1942, Vargas havia saído da posição dúbia entre os Aliados e o Eixo, numa grande barganha com Washington. O acordo garantia fundos americanos para a construção da Companhia Siderúrgica Nacional e a compra de armamentos. Em troca, os EUA tinham a base no Nordeste e o fornecimento de minerais estratégicos.
No esforço de guerra, houve atraso nos equipamentos para a usina de Volta Redonda. Em outubro de 1942, um ofício a Martins pede-lhe que pergunte aos americanos se a "prioridade perdeu significação". Três meses depois, o secretário de Estado Dean Acheson promete indicar um funcionário no War Production Board só para cuidar do assunto.
A aliança com os EUA isola os simpatizantes do fascismo no governo e apressa o fim da ditadura de Vargas. Mas ele não tinha decretado o Estado Novo quando Roosevelt veio pela primeira vez ao Brasil, em 1936.
Na Política da Boa Vizinhança, que prometia a não intervenção nos vizinhos, o americano disse que "duas pessoas", ele e Vargas, inventaram o New Deal.
Ele ficou hospedado num palacete da família Guinle no Rio, e depois mandou gorjetas para os 39 empregados. O chanceler Mário de Pimentel Brandão enviou telegrama ao chefe de polícia, Felinto Müller, pedindo censura a jornais críticos à hospedagem.

1949 - "Mãos vazias"

Eurico Dutra e Harry Truman

DO RIO

DE SÃO PAULO

"É inútil recusar tudo o que os brasileiros quiserem. Se o presidente Dutra voltar de mãos vazias, com nada além de reiteração oral de nossa amizade, ele será objeto de amarga crítica política."
O embaixador americano no Brasil mandou em vão o conselho a seu chefe, o secretário de Estado James Webb, em telegrama às vésperas da visita oficial do general Eurico Gaspar Dutra (1946-51) aos EUA, a primeira de um presidente brasileiro.
O general retribuía visita de Harry Truman (1947-53), que viera ao Rio dois anos antes para a conferência de assinatura do Tiar (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca), instrumento da recém-iniciada Guerra Fria.
Dutra tinha liberalizado a economia, favorecendo importações dos EUA. Proscrevera os comunistas e rompera relações com a URSS.
Ele buscava o aumento da cooperação econômica americana. Houve decepção depois da visita, quando saiu o relatório da Comissão Técnica Brasil-EUA, a Missão Abbink, criada em 1948 para traçar um plano de desenvolvimento para o país.
O informe não detalhava projetos nem custos. Nacionalistas anti-Dutra o viram como veículo para a presença estrangeira na exploração do petróleo e minérios.
Em memorando a Truman, Webb sugeriu que ele fosse vago com Dutra. Sobre pedido de armamentos, que assegurasse "nosso reconhecimento do Brasil como aliado [...] dentro dos limites das nossas capacidades". O assunto "empréstimos" deveria ser evitado.
A prioridade dos EUA já estava na contenção do comunismo na Europa, com o Plano Marshall, e na Ásia. "Na paz, como na guerra, nossos países sempre marcharam unidos", discursou Dutra em Washington.
Cinco meses depois, um telegrama da embaixada brasileira avisou que a liberação das parcelas do empréstimo para a usina de Volta Redonda dependia de o Brasil pagar os "atrasados comerciais" a empresas americanas.

1960 - "Infatigáveis comunistas"

Juscelino Kubitschek e Dwight Eisenhower

DO RIO

DE SÃO PAULO

De carona no avião Columbine III, entre São Paulo e Rio, Juscelino Kubitschek (1956-61) ofereceu mediação entre EUA e Cuba. "Qualquer coisa que nações latino-americanas pudessem fazer para trazer Castro a um estado de espírito mais ameno seria de ajuda", responde Dwight Eisenhower (1953-61).
A irmã de Fidel se refugiara na embaixada brasileira durante o regime de Fulgêncio Batista. O Brasil "estava em situação boa para falar com Castro", disse JK, segundo resumo americano da conversa. Ele "concordava que [Fidel] era um problema para todas as Américas".
As relações bilaterais estavam "frias", admitem os americanos. JK rompera com o FMI em 1959 (Eisenhower o convenceu a reatar) e os EUA receberam mal sua Operação Panamericana (OPA), que tentava comprometê-los com a industrialização dos vizinhos ao sul do Rio Grande.
Para Washington, a viagem é um "impulso psicológico necessário" à relação. Afinal, o governo brasileiro "continua na crença de que o Brasil em breve se tornará uma grande potência e tem de ser consultado pelos EUA em políticas importantes".
Em visita aos EUA em 1956, JK já tinha pedido apoio a seu Plano de Metas e fez tudo para negar que devesse sua eleição ao Partido Comunista.
Um telegrama da embaixada brasileira relata reunião com autoridades dos EUA, incluindo o diretor da CIA Frank Wisner. JK reclama que os "comunistas são infatigáveis" e oferece trocar informações sobre a "infiltração subversiva".
Em 1960, os presidentes trocam elogios. JK diz que o americano era "um dos dois maiores homens do século" (o outro sendo Winston Churchill), um "paladino da liberdade". Eisenhower, que a construção de Brasília era "inspiração para o mundo".
"Os brasileiros receberiam bem o capital estrangeiro", diz JK, que entrega ao colega um memorando com as propostas da OPA, incluindo preços mínimos para produtos primários e a criação de um órgão hemisférico de apoio técnico à indústria.
Em 1962, em Washington, João Goulart (1961-64) fez pedidos semelhantes a John Kennedy, mas os EUA já apostavam na sua derrubada.

1971 - "Um cara e tanto"

Emilio Garrastazu Médici e Richard Nixon

DO RIO

DE SÃO PAULO

William Rogers, secretário de Estado dos EUA: "Eu acho que esse Médici é uma boa ideia".
Richard Nixon, presidente dos EUA: "Ele é um cara e tanto, não é?".
Rogers: "Estou feliz que ele esteja no nosso lado".
Nixon: "Forte e, uh, você sabe [risos]. Queria que ele estivesse governando todo o continente".
Registrada pela Casa Branca, a conversa ocorreu durante a visita oficial de Médici (1969-74) a Nixon (1969-74), em dezembro de 1971, período mais repressivo da ditadura.
Henry Kissinger, assessor de Segurança Nacional de Nixon, defendia uma "parceria especial" com o Brasil, que vivia o "milagre econômico" e reivindicava tratamento diferenciado em relação aos demais latino-americanos.
A "subversão" na América Latina foi destaque entre os tópicos definidos para a conversa dos presidentes, segundo telegrama do chanceler brasileiro, Mário Gibson Barbosa, que pediu segredo à embaixada em Washington.
Nixon perguntou a Médici se acreditava que os militares do Chile eram capazes de derrubar o presidente socialista Salvador Allende. O general "deixou claro que o Brasil estava trabalhando para esse objetivo", segundo Kissinger.
O Itamaraty temia protestos contra Médici. Gibson avisou os americanos que a viagem deveria ser "cercada da maior simpatia e livre de qualquer incidente".
Na conversa, Médici chamou as disputas bilaterais de "briga de amantes". Na época, os EUA impunham restrições a produtos brasileiros, como café solúvel, e reclamavam da ampliação para 200 milhas do mar territorial.
A repressão no Brasil era alvo da Subcomissão de Assuntos Hemisféricos do Senado, presidida pelo senador Frank Church, cuja presença em cerimônias da visita foi vetada por Gibson.
Nixon perguntou a Médici se ele era popular. O brasileiro disse acreditar "que o povo realmente apoia o que ele estava tentando fazer -continuar o trabalho da revolução de 1964".
No brinde público, Nixon, que renunciaria em 1974, voltou a cortejar o visitante: "Sabemos que, para onde o Brasil for, o resto da América Latina também irá".

 1978 - "Ele se convidou"

Ernesto Geisel e Jimmy Carter

DO RIO

DE SÃO PAULO

O convite a Jimmy Carter (1977-81) não foi iniciativa do Brasil, mas do governo americano, desdenhou o chanceler de Ernesto Geisel (1974-79), Antônio Azeredo da Silveira, à véspera da visita do presidente.
A relação ia de mal a pior. Carter acusava seus antecessores de terem apoiado "qualquer ditador" pelo "medo excessivo" do comunismo. Disse que os direitos humanos não eram só assunto interno dos países, e sobretudo fazia pressão contra o acordo nuclear Brasil-Alemanha.
Silveira assinara em 1976 com Henry Kissinger, então secretário de Estado, um memorando de consultas mútuas sobre temas globais que foi por água abaixo com Carter. Geisel denunciara o acordo militar com os EUA.
Em 1977, o secretário de Estado Cyrus Vance tinha esquecido no gabinete de Geisel um documento que revelava a estratégia de usar a suposta concordância da Argentina em não reprocessar plutônio para pressionar o Brasil na área nuclear.
Antes da visita, os EUA propuseram ao Brasil uma parceria para explorar a energia térmica dos oceanos. Memorandos do Itamaraty apontaram custo alto e risco de acidente ambiental: "Talvez por isso não instalaram o projeto na Califórnia".
O assessor de Segurança Nacional de Carter, Zbigniew Brzezinski, disse que o presidente teria um "dia de contemplação" no Rio de Janeiro -onde ele se encontrou com o cardeal Paulo Evaristo Arns e outros opositores da ditadura.
Carter recebeu também o empresário imobiliário Sergio Dourado, passo que Brzezinski criticou. "A reputação dele o tornou um símbolo de desconsideração com os seres humanos."
Em carta depois a Geisel, Carter diz querer "deixar para trás um tempo difícil". Teve pouco tempo. Eleito em 1980, Ronald Reagan distinguiu regimes "autoritários" dos "totalitários" e buscou se aproximar de João Baptista Figueiredo (1979-85).
O Brasil precisava dos EUA devido à crise da dívida, mas houve divergências sobre a Guerra das Malvinas e intervenções na América Central.

1991 - "Diga Tlatelolco"

Fernando Collor e George H. Bush

DO RIO

DE SÃO PAULO

Fernando Collor (1990-92) é saudado em Washington por George Bush (1989-93) como um "líder moderno", um Indiana Jones da nova ordem internacional.
Collor tinha adotado medidas de abertura comercial, além de encerrar atividades secretas do programa nuclear brasileiro. Em antecipação à Eco-92, no Rio, seu governo anunciou medidas ambientais que atraíram a atenção de ONGs americanas.
Troca de dívida por projetos sustentáveis, proibição de subsídios para a agropecuária na Amazônia -as propostas divulgadas no Brasil eram tantas que a embaixada em Washington pediu para saber o que era verdade.
Bush pressionava o Brasil a submeter as instalações nucleares à Agência Internacional de Energia Atômica, e para isso foi negociada uma emenda ao Tratado de Tlatelolco, que bane armas nucleares na América Latina.
Ele telefona a Collor para "reiterar a importância de Tlatelolco". O brasileiro, segundo transcrição americana, fica em dúvida: "O quê?". Bush repete: "Tlatelolco".
Depois, na conversa na Casa Branca, Collor diz que "mais difícil do que pronunciar Tlatelolco é entendê-lo", dado que um artigo do tratado permite explosões nucleares "para fins pacíficos".
O brasileiro fala dos "tremendos sacrifícios" do país para reduzir o deficit orçamentário e voltar a pagar a dívida externa, depois da moratória da década de 80.
"Queremos explorar a possibilidade de novos investimentos. Temos que crescer de novo. O desemprego é enorme. Estamos sofrendo uma recessão", apela.

1998 - "Convite singular"

Fernando Henrique Cardoso e Bill Clinton

DO RIO

DE SÃO PAULO

"Os EUA pretendem envolver a América Latina numa cruzada, agora não contra comunistas, mas contra narcotraficantes", ataca o embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima em telegramas enviados de Washington em 1996.
O Brasil chamava de "predatória" a ação da DEA (agência antidrogas) na Bolívia, e chegou a dispensar por um ano a ajuda americana no setor -"o dinheiro é pouco e as regras, leoninas".
Foi a ida a Nova York para uma reunião da ONU sobre o tema, entretanto, que levou Fernando Henrique Cardoso (1995-03) ao encontro tido como símbolo de sua boa relação com Bill Clinton (1993-2001): um jantar e uma noite no retiro presidencial de Camp David, em 1998.
Os brasileiros pediram para levar fotógrafo, e os americanos vibraram porque a imprensa destacou a "importância e a singularidade" do convite, segundo documentos da Biblioteca Clinton.
Na conversa, Clinton cumprimentou FHC pela "impressionante resposta do Brasil à turbulência financeira na Ásia" (a desvalorização do real e o socorro bilionário do FMI viriam depois).
FHC chegou ao poder disposto a restaurar a credibilidade do Brasil e a inseri-lo no "mainstream" global, definiu depois o chanceler Luiz Felipe Lampreia. O país aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear e aprovou uma nova Lei de Patentes.
Mas a sintonia com Clinton foi perturbada também pela proposta da Alca (Área de Livre Comércio das Américas). O Brasil temia ser engolido pela "assimetria" entre sua economia e a americana.
Em 2001, já sob George W. Bush, o embaixador Rubens Barbosa critica "o primarismo dos argumentos" americanos no tema: "revelam um claro erro de avaliação da firmeza da nossa postura". Para ele, a Alca morreu quando os EUA tiraram da mesa temas de interesse do Brasil, como subsídios agrícolas.

2003 - "O que você vê é o que é"

Lula e George W. Bush

DO RIO

DE SÃO PAULO

Em abril de 2005, dois meses antes de renunciar devido à denúncia do mensalão, o chefe da Casa Civil, José Dirceu, diz ao embaixador John Danilovich que a relação bilateral está no melhor nível "desde a 2ª Guerra".
Interlocutor dos EUA desde a eleição, Dirceu se preocupa com o "estado de paralisia" da Alca, já que o Brasil precisa "aumentar cem vezes" o comércio com os EUA.
A conversa, relatada num telegrama obtido pelo "WikiLeaks", intriga o embaixador, mas ainda tira proveito da "boa química" entre Luiz Inácio Lula da Silva (2003-11) e George W. Bush (2001-09), consagrada na cúpula de 2003.
"What you see is what you get" (o que você vê é o que é), disse Bush a assessores sobre o brasileiro, segundo relata o embaixador aposentado Rubens Barbosa no livro "O Dissenso de Washington".
Antes da posse de Lula, o diplomata Richard Haass viera ao Brasil dizer que pretendia "institucionalizar" a relação. Em 2003, são criados grupos permanentes de nível ministerial em várias áreas.
O Itamaraty achava que Bush, apesar do conservadorismo, era um "político intuitivo", um "nice guy".
As divergências crescem, porém. No fim de 2005, a Embaixada dos EUA diz que o governo Lula "reluta em cooperar" com o americano, a não ser numa "troca entre iguais". Demonstra desconforto com piadas do assessor Marco Aurélio Garcia. "Sabe por que não há golpe nos EUA? Porque não há embaixada americana lá."
Os americanos, entretanto, procuram o Brasil para entender e fazer mediação com Hugo Chávez e Evo Morales. Em 2007, o subsecretário de Estado Nicholas Burns diz que seguiu conselho de Lula de não responder às provocações de Chávez: "Queremos conversa; ele não".
Naquele ano, o memorando de cooperação em biocombustíveis dá um viés positivo à relação. Os EUA chamam o Brasil de "líder regional e parceiro global", fórmula atualizada para "potência global emergente" -resultado do fator China, do crescimento pós-2006 e do pré-sal.
Fonte: Folha

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