domingo, 29 de abril de 2012

Polícia paquistanesa confirma morte de médico britânico da Cruz Vermelha

Por Sagran Carvalho.


O diretor-geral do grupo humanitário, Yves Daccord, disse em comunicado que estava "devastado" e declarou que "condena em todos seus termos este ato de barbárie".



Islamabad, 29 abr (EFE).- As forças de segurança paquistanesas confirmaram a morte de um médico britânico da Cruz Vermelha que foi sequestrado em 5 de janeiro na localidade de Quetta, no sul do país.
O corpo de Khalil Ahmed Dale foi encontrado na estrada que leva ao aeroporto desta cidade pouco antes das 12h (hora local), segundo um agente da polícia que preferiu o anonimato declarou à Agência Efe.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha já havia denunciado o assassinato em comunicado enviado da sede da organização em Genebra. O diretor-geral do grupo humanitário, Yves Daccord, disse que estava "devastado" e declarou que "condena em todos seus termos este ato de barbárie".
A nota lembrou que Dale trabalhou durante anos para a Cruz Vermelha em países como a Somália, Afeganistão e Iraque, e que há um ano estava no Paquistão.
O chefe da polícia de Quetta, Malik Arshid, detalhou ao jornal local "Express Tribune" que o corpo do britânico apresentava numerosas marcas de bala e evidentes sinais de tortura.
De acordo com a publicação, a polícia encontrou junto ao corpo um bilhete dos seqüestradores que dizia que o médico foi morto por não ter cumprido exigências feitas pelos bandidos. Não foi especificado quais determinações seriam essas.
O ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, expressou por meio de um comunicado sua "grande tristeza" pela morte do trabalhador humanitário "apesar dos esforços do governo de Londres para libertá-lo", e acrescentou que o ato foi "cruel e sem sentido".
Quetta é a capital da província de Baluchistão, na fronteira com o Afeganistão e o Irã, e na região operam tanto grupos separatistas como redes jihadistas filiadas ao movimento talibã.
Em março um casal de suíços sequestrados por oito meses por um grupo fundamentalista vinculado à Al Qaeda quando realizavam uma viagem de turismo pela região foi finalmente liberado.
Fonte: EFE

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