quinta-feira, 26 de abril de 2012

Aniversário da morte de Bin Laden levam EUA a aumentar vigilância

Por Sagran Carvalho.


WASHINGTON e NOVA YORK - O governo americano determinou nesta quinta-feira um aumento na vigilância contra possíveis retaliações pela morte de Osama Bin Laden, que completa 1 ano no dia 2 de maio. Além do alerta de segurança, o assassinato do terrorista passou a servir como arma de campanha pela reeleição de Barack Obama.
Bin Laden, responsável por planejar os ataques de 11 de setembro de 2011 segundo os Estados Unidos, foi morto no Paquistão uma década depois por forças americanas. A caçada começou sob o governo de George W. Bush, republicano, mas foi Barack Obama, um democrata, que conseguiu cumprir a missão - o que a transforma em um importante trunfo eleitoral.
Embora os órgãos de inteligência dos Estados Unidos não tenham detectado nenhuma ameaça real até agora, um relatório conjunto do FBI, do Departamento de Segurança Interna e das Forças Armadas pede uma maior cautela para os próximos dias.
- Nós sabemos que afiliados e aliados da al-Qaeda continuam tentando realizar ataques em nosso território, possivelmente para vingar a morte de Bin Laden, mas não necessariamente ligados ao aniversário - disse nesta quinta-feira o porta-voz da Casa Branca.
'General Motors está viva e Bin Laden, morto'
O vice de Obama, Joe Biden, foi escalado para ser o ponta de lança dos ataques aos republicanos para as eleições presidenciais americanas, que acontecem em novembro. E a morte de Bin Laden é uma das armas escolhidas, em linha com a percepção dos conselheiros do presidente de que a política externa democrata é um ponto forte do atual governo.
"Se vocês querem um adesivo de para-choque para resumir como o presidente Obama lidou com a herança que nos deixaram, é bem simples: Osama Bin Laden está morto e a General Motors está viva", diz Biden, de acordo com os extratos de um discurso que a equipe de campanha democrata divulgou nesta quinta-feira.
Biden tentará pintar a visão de política externa do candidato republicano, Mitt Romney, como retrógrada e amarrada a George W. Bush, promotora de um isolamento dos Estados Unidos no cenário internacional.
"Voltar para uma política externa em que os Estados Unidos fazem tudo sozinhos... gritam ao mundo 'ou vocês estão conosco ou contra nós'... bater antes e, eventualmente, fazer as perguntas difíceis depois... isolar os Estados Unidos em vez de fazer isso com os nossos inimigos", diz Biden no discurso.
Na economia, a ideia é mostrar que Romney está ligado a um governo - o de George W. Bush - que viu a economia degringolar no fim do mandato. "Nesse assunto", diz o texto, "não há diferença alguma para o que o (ex-)governador (de Massachusetts) Romeny propôs para a nossa economia: levar-nos de volta às políticas falhas que nos colocaram na confusão da qual o presidente Obama nos tirou."
Fonte: Agência Globo via Yahoo.

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