domingo, 15 de abril de 2012

Cuba e Ilhas Malvinas dividem cúpula regional

Por Sagran Carvalho.



Declaração da reunião na Colômbia, com 33 países das Américas, deve silenciar sobre temas-chave da região por causa da falta de consenso
JULIA DUAILIBI, ENVIADA ESPECIAL / CARTAGENA - O Estado de S.Paulo
Os ministros das Relações Exteriores reunidos em Cartagena, Colômbia, para a Cúpula das Américas, não conseguiram chegar a um consenso sobre dois pontos polêmicos da reunião: a participação de Cuba nos próximos encontros e a soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas.
Os chanceleres encontraram-se na sexta-feira para começar a preparar a declaração final, que será apresentada hoje aos presidentes de 33 países do continente que participam do fórum.
A ausência do governo cubano na reunião interamericana foi alvo de críticas da maior parte dos governos da região, incluindo o Brasil, que passaram a demandar uma manifestação formal sobre a questão. Mas representantes dos EUA e do Canadá brecaram qualquer avanço sobre o assunto durante discussões preliminares dos chanceleres. A questão de Cuba, único dos 35 países da região que não foi convidado para o encontro, será debatida pelos presidentes em encontro fechado ao longo da cúpula.
A disputa sobre as Malvinas, principal item da agenda da Argentina, também não deve entrar na declaração oficial do encontro. Buenos Aires também trabalhou para incluir o assunto na declaração final, que será divulgada hoje, mas contava com a resistência dos americanos, aliados da Grã-Bretanha, com quem os argentinos travam a disputa.
Narcotráfico. Outro tema polêmico da cúpula que não deve constar da declaração final é a descriminação das drogas, cuja defesa vem sendo liderada pelo presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina.
Explosões. Na sexta-feira, horas após a chegada do presidente Barack Obama, duas pequenas bombas explodiram em Cartagena e outra em Bogotá, sem causar danos ou deixar feridos.
Fonte: Estadão

Um comentário:

  1. Referente ao caso Malvinas,dificilmente a Argentina terá éxito nas suas reivindicações,pois que,os EUA são parceiros da Grã bretanha,como friza o comentário acima,caso semelhante a dos Palestinos,que lutam por uma pátria,não conseguido-a pelo mesmo motivo da Argentina,já que os EUA são parceiros de Israel,assim sendo,dificilmente terão sua terra prometida o massacrado povo Árabe.

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