Agentes de segurança e estudantes armados com facas atacaram nesta quinta-feira uma passeata na Universidade de Aleppo, segunda maior cidade da Síria, matando quatro pessoas e detendo dezenas de manifestantes, segundo ativistas da oposição ao presidente Bashar al Assad.
Aleppo, principal centro comercial do país, mantinha-se até agora relativamente à margem da turbulência que toma conta da Síria nos últimos 14 meses, embora haja protestos pacíficos quase diários na universidade local.
Um vídeo divulgado pela internet mostrou jovens gritando palavras de ordem contra a família governante, e em seguida o ruído de tiros. Os ativistas mostraram também imagens de um cadáver ensanguentado e de um suposto alojamento universitário em chamas.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo oposicionista com sede na Grã-Bretanha, disse que pelo menos quatro manifestantes foram mortos, e que cerca de 28 outros estudantes ficaram feridos, sendo três em estado grave. Por volta de 200 pessoas teriam sido detidas no incidente, que representa mais uma violação da trégua mediada pela ONU e que entrou em vigor há três semanas.
As autoridades não se pronunciaram, e não foi possível verificar o incidente de forma independente.
O cessar-fogo mediado pelo enviado internacional Kofi Annan resultou apenas numa modesta redução da violência na Síria. A ONU já despachou 31 observadores para monitorar a trégua, e o número deve chegar a 300 até o fim do mês.
Em visita nesta quinta-feira à cidade de Hama, o chefe da missão, o general norueguês Robert Mood, disse a jornalistas que os monitores "estão exercendo um efeito calmante", e que as forças de segurança parecem dispostas a cooperar com a trégua.
"Houve medidas tomadas pelas forças do governo que indicam uma maior disposição de cumprir compromissos assumidos no acordo", afirmou ele, sem entrar em detalhes.
Mas os combates continuam, e rebeldes mataram 15 membros das forças de segurança, inclusive dois coronéis, em uma zona rural da província de Aleppo, na quarta-feira.
Fonte: Reuters
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