Por Sagran Carvalho.
Ataque à cidade de Hula coloca de novo em xeque a eficácia do plano de paz da ONU
THAIS DE LUNA
THAIS DE LUNA
A comunidade internacional reagiu fortemente ontem aos bombardeios atribuídos ao Exército sírio que mataram, de sexta-feira para sábado, 92 civis. Entre as vítimas do massacre na cidade de Hula, na província de Homs, estão 32 crianças menores de 10 anos, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). O chefe dos observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) na Síria, o general norueguês Robert Mood, condenou a “tragédia brutal”. Atentados como esse dificultam cada vez mais o plano de paz elaborado pelo mediador internacional Kofi Annan, que tenta negociar desde abril uma trégua entre governo e insurgentes.
Vídeos na internet postados por opositores ao regime do presidente Bashar Al-Assad mostram um quarto onde havia corpos de diversas crianças, além de cadáveres nas ruas. A tevê estatal, ao exibir o mesmo material, alegou que aquelas eram vítimas de um ataque terrorista. O temor da ONU é que o aumento da violência cause uma guerra civil no país. Por isso, o ministro francês de Relações Exteriores, Laurent Fabius, pediu que o plano de paz seja implementado imediatamente, destacando que pretende reunir o grupo Amigos da Síria — nações ocidentais e árabes que querem tirar Al-Assad do poder — e conversar com Annan ainda hoje. O Reino Unido também pediu “uma resposta internacional forte”.
O Conselho Nacional Sírio exigiu que a ONU convoque uma reunião de emergência para tratar do tema e sugeriu que as Nações Unidas reconheçam o fracasso do plano de Annan, que tem como principais pontos a trégua dos confrontos e o estabelecimento de diálogo entre governo e oposição. “Anunciamos que, a menos que o Conselho de Segurança da ONU tome decisões de urgência para proteger os civis, o plano de Annan irá para o inferno”, advertiu o grupo, em comunicado. Nos últimos 14 meses, as ofensivas na síria já causaram a morte de 12,6 mil pessoas..
Embora as chances de que o plano internacional dê certo sejam poucas, o especialista em Oriente Médio Yezid Sayigh, pesquisador do Carnegie Middle East Center (Líbano), adverte ao Correio que não há outras opções viáveis de negociação. “A grande questão é se o foco dos agentes internacionais deve ser na obtenção de um cessar-fogo antes de seguir para uma discussão política, ou se eles devem começar as conversações agora e propor um plano de ação mais consensual”, explica.
Vídeos na internet postados por opositores ao regime do presidente Bashar Al-Assad mostram um quarto onde havia corpos de diversas crianças, além de cadáveres nas ruas. A tevê estatal, ao exibir o mesmo material, alegou que aquelas eram vítimas de um ataque terrorista. O temor da ONU é que o aumento da violência cause uma guerra civil no país. Por isso, o ministro francês de Relações Exteriores, Laurent Fabius, pediu que o plano de paz seja implementado imediatamente, destacando que pretende reunir o grupo Amigos da Síria — nações ocidentais e árabes que querem tirar Al-Assad do poder — e conversar com Annan ainda hoje. O Reino Unido também pediu “uma resposta internacional forte”.
O Conselho Nacional Sírio exigiu que a ONU convoque uma reunião de emergência para tratar do tema e sugeriu que as Nações Unidas reconheçam o fracasso do plano de Annan, que tem como principais pontos a trégua dos confrontos e o estabelecimento de diálogo entre governo e oposição. “Anunciamos que, a menos que o Conselho de Segurança da ONU tome decisões de urgência para proteger os civis, o plano de Annan irá para o inferno”, advertiu o grupo, em comunicado. Nos últimos 14 meses, as ofensivas na síria já causaram a morte de 12,6 mil pessoas..
Embora as chances de que o plano internacional dê certo sejam poucas, o especialista em Oriente Médio Yezid Sayigh, pesquisador do Carnegie Middle East Center (Líbano), adverte ao Correio que não há outras opções viáveis de negociação. “A grande questão é se o foco dos agentes internacionais deve ser na obtenção de um cessar-fogo antes de seguir para uma discussão política, ou se eles devem começar as conversações agora e propor um plano de ação mais consensual”, explica.
Correio Braziliense.
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