terça-feira, 1 de maio de 2012

Um novo olhar do BRICS para a África

Por Sagran Carvalho.



Diferentemente do que muitos imaginam, o continente africano tem diversos “polos seguros”, que geram grandes oportunidades de negócios


O continente africano em sua história, ou até mesmo em sua proto-história, sofre impactos que a própria história mundial não consegue registrar na sua intensidade e imensidão, e ao mesmo tempo mostrar o quanto as riquezas do continente também geram, para alem da conta, a sua própria desgraça.
Hoje, porém, o BRICS, através do seu representante efetivo, a África do Sul, precisa considerar um peso maior e ter um olhar mais intenso sobre o continente, mesmo considerando as atividades que a China (petróleo e infraestrutura), a Índia (tecnologia e comércio) e o Brasil (infraestrutura, educação, comércio) já desenvolvem.
As riquezas da África de hoje trazem uma nova dimensão para o mundo, e ao mesmo tempo os países em franca expansão buscam nas parcerias estratégicas, diplomáticas e comerciais o novo avanço do continente. Se avaliarmos dois casos em especial, como Angola e Moçambique, os países têm aberto um leque de opções estratégicas para o desenvolvimento econômico e social, e na maioria dos casos através de tratados e integrações empresariais com diversos países, e até mesmo, em especial, com os países do BRICS, e neste ponto o Brasil tem uma nova perspectiva econômica.
O mais interessante, independentemente dos governos de cada país africano, é que novos empresários estão fazendo uma nova África. Novos lideres empresariais surgem dia a dia, e todos 100% africanos, mas com ideais integrados com uma visão estratégica de desenvolvimento e crescimento.
E o novo olhar também tem outras direções. A África, diferentemente do que muitos imaginam ou pensam, já tem diversos “polos seguros”, que geram grandes oportunidades de negócios. Em particular, me refiro a Botswana e Namíbia, onde os países do BRICS podem criar uma série de condições estratégicas na amplitude de atuação integrada e cooperações tecnológicas para o desenvolvimento da África, e, ao mesmo tempo, avançar com processos comerciais concretos e efetivos.
A África, independentemente de suas tristes histórias, hoje, em pleno século 21, aproveita suas riquezas e busca alinhamentos estratégicos e diplomáticos para o desenvolvimento de uma grande região, e, de forma micro, também o desenvolvimento de seus países.
Com todos os problemas sociais históricos, países como Moçambique e Angola efetivamente demonstram mais riqueza de pensamento em comparação com alguns amigos da América Latina, e não perdem tempo em buscar um novo parceiro econômico. E neste sentido o mais alinhado e querido para o momento é o BRICS.
Fonte: Diário da Rússia.

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