quinta-feira, 3 de maio de 2012

Rússia e Estados Unidos devem entrar em acordo sobre defesa antimísseis

Por Sagran Carvalho.


Negociação para a solução do impasse deve acontecer até 2018


Rússia e Estados Unidos devem chegar a umacordo sobre o problema do sistema de defesa antimísseis, informou uma fonte superior do Kremlin à agência de notícias RIA Novosti. A questão referente à criação do aparato militar se mantém como uma das mais sérias na relação entre Rússia e o Ocidente, particularmente entre Moscou e Washington.
Apesar do fato de a Rússia e a OTAN terem entrado em acordo sobre a cooperação na criação do sistema de defesa na cúpula de Lisboa, em 2010, as negociações foram paralisadas por causa da recusa dos Estados Unidos de apresentar garantias jurídicas de que o desenvolvimento do aparato não é direcionado contra a força de dissuasão nuclear russa. Em resposta à implementação da defesa antimísseis na Europa, a Rússia deve tomar uma série de medidas de caráter técnico-militar e diplomático.
A fonte do Kremlin disse que o sistema de defesa deve ser visto sob uma perspectiva mais ampla. Ele disse estar certo de um acordo entre os países até 2018, pois ainda há bastante tempo para se negociar uma forma sem prejuízos para a segurança da Rússia e dos Estados Unidos.
O próprio Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, segundo a fonte, disse ao Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, que iria retomar as negociações após as eleições norte-americanas. O comentário no qual o atual presidente russo transmitiria a mensagem ao presidente eleito, Vladimir Putin, garantindo apoio a Obama, foi captado pelos jornalistas no encontro sobre segurança nuclear, quando os líderes não sabiam que os microfones estavam ligados, gerando uma saia justa para o presidente americano, que demonstrou estar seguro de sua reeleição.
A respeito disso, o funcionário do Kremlin observou que se Barack Obama perder as eleições presidenciais, as negociações vão se tornar mais difíceis, pois Obama é um político muito inteligente. Mas ele acrescentou que, de qualquer forma, não é válido pensar em guerra fria entre os dois países.
Fonte: Diário da Rússia.

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