Por Sagran Carvalho.
Por Andrew Cawthorne
Por Andrew Cawthorne
O sumiço do presidente venezuelano, Hugo Chávez, dos holofotes, a criação de um comitê consultivo formal e vazamentos na mídia de informações médicas estão alimentando a especulação de um retrocesso em sua batalha de quase um ano contra o câncer.
Com a eleição presidencial marcada para 7 de outubro no país, governado por Chávez desde 1999, os venezuelanos estão obsessivamente focados na sua condição e preocupados com as conseqüências de uma possível disputa pela sucessão.
Se os rumores forem verdade -- e eles são ferozmente negados por funcionários do governo -- o fim da era Chávez abalaria a Venezuela e teria grandes repercussões em toda a América Latina, onde os aliados de esquerda, como Cuba, dependem de sua generosidade alimentada pelo petróleo.
Passando a maior parte das últimas seis semanas em Havana para o tratamento de radioterapia, Chávez só foi visto uma vez ao vivo em público desde meados de abril -- e encerrou a breve declaração na segunda-feira engasgando nas palavras e com lágrimas nos olhos.
"Estes não são dias fáceis, mas nós somos guerreiros", disse ele.
Essa imagem ficou presa na mente dos venezuelanos, lembrando uma missa no mês passado em que Chávez chorou e pediu a Deus para poupar sua vida.
Aumentando ainda mais os rumores, Chávez criou nesta semana um novo Conselho de Estado, destinado a funcionar como um comitê consultivo. Ele é composto por veteranos leais, incluindo o oficial militar e confidente octogenário José Vicente Rangel.
A primeira tarefa de Chávez para o Conselho, que se assemelha a um órgão com o mesmo nome em Cuba, é estudar a sua recomendação de que a Venezuela deixe um tribunal regional de direitos humanos que cobre toda a América.
Fonte: Reuters
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