quinta-feira, 3 de maio de 2012

Revolta síria gera temor sobre estoque de armas químicas do país

Por Sagran Carvalho.

Por Anthony Deutsch





Com a revolta na Síria diminuindo o poder do presidente Bashar al-Assad, potências mundiais temem que ele possa perder o controle de um arsenal secreto de armas químicas, dando a militantes acesso a gás venenoso mortal.
A Síria é um de apenas oito países --junto com seu arqui-inimigo Israel e com o Egito-- que não aderiram à Convenção de Armas Químicas de 1997, o que significa que o órgão que supervisiona armas químicas não pode intervir lá.
Países ocidentais acreditam que Damasco tem o maior arsenal do mundo de armas químicas não declaradas --incluindo gás mostarda e o agente nervoso mortal VX -- que Assad mantém como um contrapeso ao arsenal nuclear não declarado de Israel.
O Exército sírio é treinado para usar gás venenoso e, de acordo com a inteligência dos EUA e de Israel, pode implantá-lo em mísseis de longo alcance.
Em um sinal de preocupação crescente, uma fábrica israelense foi refinanciada para aumentar a produção de máscaras de gás para se preparar para um possível ataque, disse um membro do Parlamento israelense à Reuters.
"O arsenal, com base nos relatórios, é bastante alarmante", disse Ahmet Uzumcu, chefe da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), em entrevista à Reuters.
"Se esses relatórios estão corretos, precisaria realmente de um monte de recursos e esforços para destruir, eliminar, esses estoques."
A revolta síria minou a capacidade de Assad de proteger o seu arsenal de grupos armados, tais como o aliado regional dos muçulmanos xiitas Hezbollah, ou os militantes sunitas, entre seus oponentes. 
Fonte: Reuters

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