sábado, 26 de maio de 2012

Jornalista brasileiro é libertado na Síria

Por Sagran Carvalho.


Segundo Itamaraty, repórter aguarda permissão para deixar o país. Em Homs, Exército mata 50
O Ministério das Relações Exteriores confirmou ontem a libertação de um jornalista brasileiro preso na Síria. Identificado inicialmente como Klester Cavalcanti, ele deveria ter voltado ao Brasil na terça-feira e, segundo o Itamaraty, aguarda agora permissão de Damasco para retornar ao país.
A pedido do veículo em que o repórter trabalha, o Itamaraty não confirmou seu nome ou qualquer outro detalhe. A única informação dada foi de que ele teria tentado cobrir os protestos em Homs, mas não dispunha de visto adequado, além de estar bem de saúde. Uma fonte acredita que a volta do brasileiro deve ocorrer no fim de semana.
Cavalcanti, de 42 anos e que escreve para a revista "IstoÉ", não teria sido ameaçado nem sofrido maus-tratos. Ele estaria esperando o fim das negociações diplomáticas entre Brasil e Síria para deixar o país.
Procurada, a publicação afirmou que não se manifestaria sobre a prisão do jornalista até que ele estivesse seguro e fora da Síria. De acordo com o diretor de núcleo da revista, Mário Simas, a orientação partiu do próprio Itamaraty.
Ontem, em mais um sinal da violação do cessar-fogo estipulado com a ONU, pelo menos 50 pessoas, incluindo 13 crianças, foram mortas quando forças sírias tentaram invadir a cidade de Houla, na província de Homs. A denúncia foi feita por ativistas.
Apesar da repressão, a sexta-feira foi de manifestações contra Assad em Hama, Deir Ezzor, Deraa e Aleppo, além de Homs. De acordo com ativistas, Aleppo, maior cidade do país, viveu os maiores protestos desde o início da revolta contra o ditador Bashar al-Assad. Pelo menos um manifestantes foi morto.
Colaborou Eliane Oliveira, de Brasília

O Globo.

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