Por Sagran Carvalho.
Módulo será a principal contribuição da Rússia para a expedição internacional ao planeta
Os especialistas russos preparam-se para criar, durante este ano, a primeira maquete funcional de uma central nuclear para voos espaciais de longa distância. O módulo de transporte nuclear será a principal contribuição tecnológica da Rússia para a expedição internacional que será enviada a Marte.
Membro da Academia Russa de Cosmonáutica Ziolkovski, o professor Alexander Zhelezniakov explica que os reatores químicos tradicionais para grandes foguetes são inadequados para viagens interplanetárias prolongadas, como as missões a serem enviadas a Marte, daí a necessidade da criação das centrais nucleares. “Os motores nucleares para grandes foguetes são uma excelente alternativa aos motores atuais de combustível sólido ou líquido. Eles começaram a ser concebidos há mais de meio século na União Soviética e nos Estados Unidos. Ambos funcionavam pelo mesmo princípio: o agente ativo (hidrogênio líquido) era aquecido no reator nuclear e ao ser ejetado pelos bocais provocava o impulso. Apesar das modernizações, esses motores nunca saíram da Terra. Uma das razões para isso é o elevado risco de explosão do reator em caso de superaquecimento e o escape de elevadas doses de radioatividade. O novo projeto russo de um módulo de transporte da energia nuclear resolve de forma radical o problema da segurança."
O conselheiro da Academia das Ciências de Engenheria da Rússia, Yuri Zaytsev, observa a funcionalidade da central. "O motor nuclear possui uma série de vantagens pela sua potência e independência, podendo a sua energia ser usada tanto para o propulsor como para a manutenção do funcionamento da nave e para a resolução de outros problemas.”
O planejamento é da utilização de centrais nucleares para impulsionar as sondas de investigação que se destinam aos planetas longínquos, funcionando como se fossem rebocadores espaciais. A longo prazo, também se poderá falar em viagens espaciais tripuladas, incluindo a Marte. No entanto, o engenheiro Yuri Zaytsev, diz que estas missões só se tornarão possíveis depois de 2050.
este momento, uma viagem tripulada a Marte é apenas uma perspectiva atraente. Os cientistas russos consideram necessária a tentativa de enviar mais uma missão a Phobos, satélite de Marte, o que deverá acontecer em 2018 com o envio do aparelho espacial Boomerang.
Diário da Rússia.
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